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Comentários de leitores

11 comentários

Cumprimento do dever

preocupante (Delegado de Polícia Estadual)

Mas em todo caso o advogado só está cumprindo seu papel na defesa do seu cliente, tenha este praticado ou não os fatos a ele imputados. Afinal, se diferente fosse o advogado certamente não receberia seus honorários.

Estória de Papai Noel

preocupante (Delegado de Polícia Estadual)

Acreditar no que um advogado fala de seu cliente é o mesmo que acreditar que existe Papai Noel, principalmente em se tratando de fatos praticados por gente do PT.

Crime sumariamente presumido!

Marcelino Carvalho (Advogado Sócio de Escritório - Tributária)

Lendo vários dos comentários postados a propósito dessa matéria (a maioria desdenhando da defesa) me lembrei do caso de um “serial killer" no Estado do Arizona, nos EUA, o qual, depois de ser julgado e condenado por matar friamente 16 pessoas ao longo de 2 anos , foi acusado de matar mais uma, que seria a 17ª vítima de sua loucura. Ele negou enfaticamente, desde o início, a autoria (desta e de algumas outras), mas a sua fama terrível e o fato de ter sido visto conversando com a vítima dias antes, não lhe deu chance. Num julgamento rápido e sumário, ele foi condenado por assassinar 17 pessoas. No final foi executado. Aproximadamente 11 anos mais tarde o verdadeiro assassino da 17ª vítima foi finalmente preso e confessou, com detalhes, o crime. Para piorar, descobriu-se que 5 das 16 vítimas também não tinha sido de responsabilidade do serial killer já executado por esses crimes. Na revisão do processo penal do serial killer se viu que, dada sua fama, não apenas ninguém acreditou em sua defesa, como se fez pouco caso dela. O seu advogado, que defendia a não autoria em algumas das mortes, foi execrado. Sequer a polícia tentou investigar as informações que ele apresentou em sua defesa. Condenou-se não com base na efetiva prova da autoria do crime, mas tão somente com base na péssima fama que tinha e, consequentemente, na presunção de que só alguém como ele poderia ter feito aquilo. A lição é: antes de ser efetivamente provado, não podemos presumir que a defesa de alguém é mero "conto de fadas" e já admitir que esse alguém deve ter cometido o crime de que é acusado, seja quem seja, tenha o passado que tenha!!

Sobre João Vaccari Neto...

alvarojr (Advogado Autônomo - Consumidor)

Pelo que consta dessa nota pública, deveríamos supor que se trata de pessoa com reputação ilibada, a qual teria assumido a função para impedir que as práticas assumidas publicamente por esse "partido" no julgamento da AP 470 não se repetissem.
No entanto, já pesavam contra esse sujeito sérias suspeitas de desvio de recursos da Cooperativa Habitacional dos Bancários para o caixa do PT.
O papel do causídico é defender. Mas não é papel da imprensa nem do eleitorado acreditar nesse "conto de fadas".
Especialmente quando a cúpula dessa agremiação age de forma tão cínica em relação às acusações.
Nilmário Miranda chegou ao ponto de acusar a Polícia Federal de arbitrariedade ao conduzir coercitivamente o seu comparsa, digo, companheiro de "partido", para depor. Pelo jeito o Sr. Vaccari julga natural ignorar intimações para prestar depoimentos à autoridade policial e tem uma audição muito ruim pois só foi preciso que a PF pulasse o muro da sua casa porque não ouviu quando tocaram a campainha.
Nilmário Miranda (ex-Secretário Nacional de Direitos Humanos) é estranhamente seletivo ao acusar a PF de aritrariedade: quando Romeu Tuma Jr. foi conduzido coercitivamente e acusou a PF de arbitrariedade, o ex-Secretário Nacional de Direitos Humanos não mostrou a mesma solidariedade.
A melhor resposta que os petistas tem para as suspeitas que pesam contra o "partido" na operação Lava Jato é a proposta de "controle social da mídia".
Uma proposta sem o menor apelo popular e que só tem o apoio do resto da esquerda caviar (Ex.: Luciana Genro, filha de um ilustre petista e que faz um tipo oposição que o PT tolera, um tipo de oposição que compactua com a tese de equiparar impeachment a golpe).
Álvaro Paulino César Júnior
OAB/MG 123.168

Então o PT deve ter mudado da água para o vinho, não é?

alvarojr (Advogado Autônomo - Consumidor)

Segundo afirma o causídico contratado pelo tesoureiro do PT, "Todas as doações ao PT, solicitadas pelo Sr. Vaccari, foram realizadas, pelos seus doadores, por meio de depósito bancário, na conta do PT, dentro da lei, com toda transparência necessária, de modo a estarem rigorosamente dentro da lei, com a consequente prestação de contas às autoridades".
No entanto, esse "partido" já admitiu em juízo, na pessoa do seu antigo tesoureiro, Sr. Delúbio Soares então representado pelo Dr. Arnaldo Malheiros Filho no julgamento da AP 470, que esse rigor na coleta de doações e na prestação de contas à Justiça Eleitoral não existia:"...era ilícito, respondeu o advogado, admitindo que houve caixa dois de campanha. 'O PT não podia fazer transferência de um dinheiro que não tinha entrado nos seus livros', disse".
É claro que a afirmação contida na nota pública se restringe às doações solicitadas pelo Sr. João Vaccari e não se estende às doações solicitadas pelo Sr. Delúbio Soares.
Será que o PT passou a adotar esse "rigor" na coleta de doações e na prestação de contas à Justiça Eleitoral a partir do momento que o Sr. Vaccari assumiu a função de tesoureiro?
Ora, isso não condiz com o que a militância vinha pregando após o julgamento da AP 470. Nem mesmo o mentor do PosTe, aquele cara que jura que não sabia de nada, admitiu que havia "irregularidades" nas finanças do PT. Ao contrário, quando indagado pela imprensa portuguesa a respeito do que achava do julgamento da AP 470, respondeu que esse julgamento havia sido "80% político e 20% jurídico".
É no mínimo suspeito que o modo petista de coletar doações eleitorais tenha mudado tão radicalmente após João Vaccari ter assumido a função de tesoureiro.
Álvaro Paulino César Júnior
OAB/MG 123.168

não correspondem a verdade!

WLStorer (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Prof. Dr. Luiz Flávio Borges D’Urso, Sr. João Vaccari, Sr. Alberto Youssef, NOTA PÚBLICA ...

Sobre deuses e comuns

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

"Nota pública" de acusado? Ainda não tinha visto dessa.

Papel da defesa é defender

Valdecir Trindade (Advogado Autônomo - Trabalhista)

O digno advogado subscritor da nota pública que defende a inocência do seu constituinte está promovendo o exercício da legítima defesa do mesmo. Munido de procuração "ad judicia", suas palavras equivalem às palavras do próprio cliente. Óbvio, portanto, que o acusado jamais viria a público apresentar uma confissão de culpa, seja porque não é da natureza humana reconhecer seus pecados, seja porque os pecados pelos quais o Ministério Público Federal o acusa extrapolam os limites de sua pessoa física, para alcançar a essência de uma pessoa jurídica, o PT, e também outras pessoas físicas, especialmente a do Sr. Lula. Logo a implicação de uma confissão nesse caso seria profundamente letal para altos interesses. Já a apresentação de defesa, não; pois traduz uma resistência, digamos, ciclópica, para alcançar o objetivos de uma sentença penal absolutória, com os seus devidos reflexos. Contudo, considerando que o tema trazido a público gera o legítimo direito do contraditório, faço eu aqui algumas considerações. O digno defensor certamente tem um contrato assinado com o defendido, cujo valor não deve ser pequeno. Há, portanto, uma paga pelos atos de defesa. Esse fato, de certo modo, retira a credibilidade do que foi escrito pelo defensor, sem qualquer demérito. É certo, porém, que as acusações que pesam sobre o defendido não originam apenas do delator. E mais, o Partido do qual o defendido é tesoureiro tem sua cúpula enjaulada em decorrência da condenação do mensalão, sendo também certo que seus militantes costumam transportar dólares na cueca, em malas, e um deles, ex-diretor do Banco do Brasil, está homiziado na Itália, pois condenado há mais de 12 anos de reclusão, etc. Daí que admite-se a defesa, mas não podemos ser feitos de idiotas.

Qual o limite do ordinário?

Luiz Carlos de Oliveira Cesar Zubcov (Advogado Autônomo)

Concordo que todos merecem ser ouvidos antes de condenados e, por isso, não só o angelical Sr. José Vaccari Neto como esse grupo tão santo que se instalou no poder são inocentes em razão de que na natureza humana não há limites para o ordinário.
Não importa se durante o dia a nação é andrajosa e se a noite é povoada por zumbis, o meu conforto é a cumplicidade dos intocáveis.

Direito básico à presunção de inocência

Marcelino Carvalho (Advogado Sócio de Escritório - Tributária)

Independente de ser ou não verdade o que o delator afirma em respeito a entrega de recursos ilícitos ao Sr. Vaccari Neto, o fato é que a mera palavra do delator não constitui prova alguma de que os fatos por ele aludidos realmente aconteceram. Há, ainda, muito a se provar a respeito das declarações dos delatores e criminosos confessos da operação Lava-Jato, estando correto o Sr. Juiz que preside o caso ao alertar para esse fato e para a necessária cautela que se deve ter quanto a qualquer afirmação de criminosos. Infelizmente muitos que fazem a mídia brasileira não informam adequadamente seus leitores, ouvintes ou telespectadores desses aspectos muito relevantes, emprestando à palavra de criminosos um caráter de verdade absoluta, quando, sabe-se, não possuem.

verdade

Bellbird (Funcionário público)

Elvis Presley e Michael Jackson não morreram. O mar não tem ondas e os seres vivos nascem do nada como na teoria da geração espontânea (abiogênese). Ah, e papai Noel existe.

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