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Prerrogativas do advogado

Policiais prendem defensora pública dentro de um tribunal nos EUA

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A defensora pública Jami Tillotson apresentou uma queixa contra seis policiais do Departamento de Polícia de San Francisco, Califórnia, porque ela foi presa — e algemada — dentro de um tribunal da cidade, em 27 de janeiro, por tentar proteger um cliente contra uma ação policial, possivelmente abusiva, no corredor de acesso à sala de julgamento.

De acordo com a queixa, a defensora pública estava dentro da sala de julgamento, entrevistando um cliente, quando soube por um advogado que policiais estavam interrogando outro de seus clientes no corredor do tribunal. Ao sair, ela percebeu que o sargento  Brian Stansbury estava se preparando para fotografar seu cliente.

O cliente, um jovem negro, estava no tribunal para responder por uma acusação de um pequeno furto. Mas o sargento supôs que ele e outro acusado poderiam estar envolvidos em um assalto e decidiu interrogá-lo e fotografá-lo no corredor do tribunal. Ela se colocou entre o sargento e os acusados.

Toda a ação foi gravada por outro advogado. O vídeo, postado no YouTube, já tem mais de 1,4 milhão de acessos. O sargento diz à advogada para sair do caminho, porque ele quer tirar fotos dos “suspeitos”. Ela responde: “Você não precisa tirar qualquer foto, obrigada”. Ao que o sargento responde:

“Não, você não está certa disso. Se continuar fazendo isso, eu a prenderei por resistir à prisão”.

“Por favor, faça isso”, a advogada responde. Nesse ponto, Stansburry pede para ela colocar as mãos para trás e a algema. A advogada ficou detida por uma hora.

Depois disso, o chefe de Polícia de San Francisco pediu desculpas à advogada publicamente, mas defendeu a atitude do sargento. Ela aceitou as desculpas, mas não a defesa do comportamento do sargento e, por isso, apresentou a queixa.

Em sua petição, ela alegou que, por causa da atitude do sargento, dois de seus clientes ficaram sem representação no tribunal. Depois de sua prisão, os policiais interrogaram e tiraram fotos de seu cliente que aguardava no corredor.

O episódio certamente levanta dúvidas sobre a questão das prerrogativas dos advogados nos EUA.

Veja o vídeo no YouTube:

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 9 de fevereiro de 2015, 11h40

Comentários de leitores

11 comentários

Novas tecnologias

João da Silva Sauro (Outros)

O confronto surge com o uso de normas antigas, no caso exigir um modo específico para a colheita de provas do suspeito, quando surge um novo mecanismo tecnicamente capaz de exercer função similar. Aqui, a advogada buscou fazer valer a formalidade, facilmente superada com o advento de câmeras em celulares. Buscou obstruir o trabalho da polícia, foi detida, normal.
De se notar ainda a edição parcial do vídeo, que pra variar começa do meio do confronto, além de cortado e com legendas parciais.

Prerrogativas

Dr. José Renato (Advogado Autônomo)

Me conforta saber que não é só no Brasil que as prerrogativas dos Advogados não são respeitadas...

Desconhecimento da lei

Roberto Carlos Liberator Duarte (Advogado Autônomo - Criminal)

O Policia, é o seguinte: se você não sabe todo pessoa acusada tê direito de um Advogado conforme está na Constituição, se este já possuía a Advogada para representa-lo em Juízo e havia uma "suspeita" de que ele tenha praticado outros crimes eles deveria ter requisitado ordem para apresentação do mesmo para reconhecimento ao Juiz é informado sua Defensora. Você pode ficar fotografando todo mundo só porque é suspeito?
Lá não é como aqui que você coloca o suspeito sozinho da sala é diz para a vítima é aquele em total afronta ao CPP. Existe respeito a Constituição Americana, o que não ocorre aqui, para muita gente a Ditadura Militar não acabou.

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