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Comentários de leitores

10 comentários

A bandeira da moralidade e da ética

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Se destina a empunhar essas duas bandeiras, sem as quais, nós, advogados militantes, estaremos mais desacreditados do que esse governo que aí está; ou seja, estaremos na "roça" , sem foice nem enxada. Diante de um flagrante desnudamento da ética e da moral, a princípio (e obviamente sem prejulgar) é necessário, SIM, afastar o envolvido, ainda que meramente como resposta a uma situação inequívoca de desrespeito a advocacia (que poderá a té ser minimizada posteriormente) mas que não pode ser abstraída no momento presente, sob pena de colocar a todos os milhares de colega "no mesmo saco".

A OAB sem bandeira.

João B. G. dos Santos (Advogado Autônomo - Criminal)

Nada contra apurar os fatos e impor penalidade se cabivel. Já a sanha punitiva se destina a empunhar qual bandeira?

Ledo engano !

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Justamente para preservar a valoração jurídica da conduta do advogado (e nesse contexto do universo de advogados) é que a OAB tratou de suspender o colega Edson Ribeiro. Somos centenas de milhares, de há muito desacreditados e humilhados, ora pela atuação de profissionais incompetentes, outras vezes por atitudes que amesquinham a nossa nobre tarefa (como a presenciada pelo causídico em comento). O DR. EDSON RIBEIRO, servindo a dois senhores ao mesmo tempo, no manejo do seu mister e dos interesses envolvidos, resvalou para o caminho mais fácil, porém caracterizador de uma das mais graves infringências do nosso Código de Ética (se não a mais execrável delas) o "patrocínio infiel", não bastasse a sua participação naquela fatídica reunião de celerados, como se mais um deles fosse a integrar a quadrilha, e TUDO absolutamente gravado (não importa se de forma legal ou num flagrante preparado) já que o que está em 'xeque' não é a reprodução em si da conversa, mas, antes, a postura do advogado na condução da defesa do seu cliente (ou clientes) Portanto, data venia, ouso discordar do parecer do ilustre missivista. O advogado punido NÃO me representa; NÃO partilho desse tipo de advocacia de conveniências e NÃO aprovo (particularmente) uma vírgula do que ouvi dele, nos 90 minutos de gravação daquele fatídico encontro digno da "cosa nostra". Embora sendo voto vencido, me alegro muitíssimo por isso. SDS.

antropofagia

Licurgo (Advogado Autônomo)

Em artigo publicado neste sítio por Fernando Lacerda, no último dia 26, manifestei meu repúdio para com tal atitude da OAB e minha surpresa com o fato de que a referida medida sancionatória não havia gerado qualquer indignação junto à comunidade jurídica, especialmente entre os advogados. Felizmente agora, em razão do posicionamento de um notável criminalista, começam a pulular os devidos questionamentos a tão açodada punição. Tenho a acrescentar ao belo texto do articulista que, muito embora o art. 70, § 3º do Estatuto realmente preveja a suspensão liminar do inscrito, tal dispositivo não aboliu o direito de defesa, uma vez que seu comando condiciona tal medida, expressamente, à PRÉVIA oitiva do advogado acusado, oitiva esta que, pelo que se publicou até agora, parece não ter acontecido – até porque o causídico foi punido quando já estava preso e provavelmente tomou ciência do fato através de terceiros.

É duro constatar que os advogados, além de ter que conviver com seus “predadores naturais”, agora são vítimas também de uma inusitada e injustificável antropofagia. Tristes tempos.

Fossilização?

toron (Advogado Sócio de Escritório)

Negativo, dr. Pitombo! Tâmu juntos nessa e não há nada de fossilização. Em português claro, é simplesmente uma VERGONHA o que fizeram com o advogado citado, que teve a desventura de se ver às voltas com fatos desabonadores. Mas, como se diz em alemão, peraí! E não é que justamente na Casa do Advogado se esqueceram que também ele se presume inocente? E mais: também ele, advogado, tem direito à defesa.
Parabéns dearest Pitombo! Vc honra o nome do seu saudoso pai e de todos os dinossauros que pensam como ele (e vc).
Toron

Do lado do Estado Democrático de Direito

Joao Sergio Leal Pereira (Procurador da República de 2ª. Instância)

Ao tempo em que agradeço aos elogios do colega Alves Pintar, aproveito para esclarecer que também estou do lado dos advogados, já que tive assegurado pela Constituição de 1988 o direito de continuar advogando. Estou do mesmo do balcão e a serviço do Estado Democrático de Direito.

Parabéns

Tatiana Moretz-Sohn Fernandes (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Dr. Pitombo, obrigada por nos presentear nesta sexta-feira com o brilhante texto.
Todos nós temos que nos preocupar com atuações sumárias e precipitadas que caminham para o retrocesso de direitos fundamentais.
Excelente leitura. Parabéns pela exposição.

Quem disse que a ditadura acabou?

Manente (Advogado Autônomo)

Certamente, se o colega tivesse apropriado indevidamente de valores de cliente, entre recursos e recursos, estaria advogando tranquilamente.
A OAB é uma instituição política e ultrapassada.

OAB falida

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Por minha vez, faço minhas as palavras do Joao Sergio Leal Pereira (Procurador da República de 2ª. Instância), que mesmo estando "do outro lado do balcão" compreendeu melhor do que os próprios advogados a falência da OAB como instituição democrática a serviço da cidadania e do povo.

A oab surfando na onda do imediatismo

Joao Sergio Leal Pereira (Procurador da República de 2ª. Instância)

Faço minhas as palavras do ilustre Dr. Pitombo. Incompreensível, para dizer o menos, a posição da OAB/RJ no citado episódio. Parece que a atual cúpula do órgão dirigente prefere aproveitar a onda midiática da punição pela punição, antes mesmo de qualquer defesa. Saudades dos tempos em que a Ordem dos Advogados era ferrenha defensora dos direitos individuais e da ordem jurídica. Vivemos, realmente, tempos difíceis.

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