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Senso Incomum

Que o mundo foi e será porquería, ya lo sé... Mas dá tudo no mesmo?

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56 comentários

Geracoes

Antonio Carlos Kersting Roque (Professor Universitário - Administrativa)

Para quem foi gestado na ditadura é óbvio que seja autoritário.
Naqueles tempos a lei era a do delegado de plantão, por isso, os direitos hoje superam as obrigações, principalmente, quando se observa a horda de pessoas, que investidas de poder e/ou anonimato, cometem toda a sorte de descalabros, seja por meio do ódio, seja por meio de decisões estapafúrdias como essa do whattsapp.
A nobre juíza, que tantas outras medidas coercitivas poderia adotar, escolheu a pior, a que ofendeu milhões de brasileiros.
Andy Warhol vaticinou os 15 minutos de fama.
A má gistrada já os teve.
Os violentos, os haters, germinados na exceção, também querem, só não têm coragem.

A coisa tá feita e generalizada

André Marcondes (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Lênio, leio semanalmente sua coluna e sempre a aguardo como a raposa. Mas não sou um hater. E até já tive a honra de ser citado pelo senhor em outra coluna. Sobre o tema desta coluna, a abordagem foi excelente. Não pensei que os haters fosse ser objeto da fina filosofia. Esse problema é generalizado! Em tudo que é blog que leio há sempre esse flaflu tedioso e essas rotulações. Mas o hater sai às ruas e os ataques virtuais tem se tornado reais. O Leonardo Sakamoto, p. ex., tem uma patrulha que o vigia dia e noite. O caso do TCC não comentei, mas li os comentários e vejo o quão absurdo está a situação. Como você diz: vamos estocar comida e fugir para um bunker. Ao contrário do que diz nosso nobre deputado, pior que está fica sim.

E, à revelia do médico do Manuel Bandeira...

Bruno Roso (Advogado Assalariado - Trabalhista)

O Professor Lênio tenta o pneumotórax ao som de um tango argentino. Sensacional!

Sociedade enferma

O IDEÓLOGO (Outros)

Editada a Constituição de 1988 o que se esperava era a aplicação equilibrada de direitos e obrigações. Porém, os primeiros assumiram primazia com relação às segundas, e ocorreu o enfraquecimento do Estado na proteção dos destinatários das prerrogativas jurídicas, descumpridas, ainda, por parcela considerável da "massa ensandecida".
As agressões escritas sofridas pelos articulistas, integrantes do Conjur, constituem reflexos da violência que atinge o território brasileiro, de nossa leniência com o erro alheio, com a inversão de valores, defendida por alguns quando são favorecidos, e criticada no momento em que são prejudicados. Note-se que a situação da comunidade nos três níveis, político, econômico e social se encontra em estado notável de tensão, tudo colaborando para ruptura institucional. Mais a mais, muitos estudiosos não conseguiram captar as graves imperfeições da sociedade brasileira, e se surpreendem quando os seus burilados conceitos constitucionais não encontram ressonância prática, sendo fustigados pela própria realidade.

Paradoxo da tolerância

Kelvin de Medeiros (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Se o Dr. Streck perambulasse por alguns lugares da Web, como é o meu caso, provavelmente criaria "calos cerebrais".

São tantos comentários descabidos, feitos pelo simples prazer de gerar discórdia, que não consigo mais sequer me dar ao trabalho de responder as abobrinhas que acho por aí.

Nesse sentido, sigo o entendimento de Rawls (A Theory of Justice, 2005):

"While an intolerant sect does not itself have title to complain of intolerance, its freedom should be restricted only when the tolerant sincerely and with reason believe that their own security and that of the institutions of liberty are in danger".

No tocante ao comentário de Umberto Eco, devo discordar. A internet apenas ampliou o espaço para que toda sorte de idiota propague sandices.

Idiotices sempre foram espalhas aos quatro ventos. O que temos, se me permite cunhar a expressão, é a "democratização da idiotice".

O exemplo, infelizmente, vem de cima

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Estou aqui na CONJUR há muitos anos entre os comentaristas. O lugar é ideal para se aferir como andam as inclinações da comunidade jurídica, e a forma com que os coadjuvantes da administração da Justiça reagem quando instigados ou "liberados" a se expressarem. O cenário é tenebroso. O País foi tomado por um sentimento coletivo de que "o direito é aquilo que eu quero que seja", sem nenhuma preocupação com a cientificidade ou a racionalidade. Porém, não podemos culpar a todos. Essa irracionalidade vem sendo ditada, ou melhor, imposta, pelas próprias instituições "republicanas", na medida em que o caos impera no Estado brasileiro. No Judiciário, no Ministério Público, na Defensoria, e na Administração em geral, 2 + 2 podem ser 4 ou 8 ou 25, dependendo das necessidades e do "gosto de freguês". Veja-se pela "notícia do dia", por exemplo, que uma Juíza determinou bloquear um aplicativo de telecomunicações utilizado por 50 milhões de cidadãos, tudo "na estrita legalidade". Como você vai ensinar o estudante ou o profissional da área a raciocinar e pensar cientificamente com exemplos dessa magnitude?

Brasileiro simpático

Renan Salvador (Advogado Autônomo)

O tema da coluna me lembra uma entrevista do Manuel Castells, que foi mencionada pelo professor Fauzi H. Choukr no JusBrasil: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/05/1630173-internet-so-evidencia-violencia-social-brasileira-afirma-sociologo-espanhol.shtml . Obviamente a falta de simpatia não é privilégio nosso, e quem afirma o contrário, sempre tende a colocar o "antipático" como sendo o outro(que não é "cidadão de bem"). A síntese dele sobre o tema é ótima: " Na rede, não há constrangimento e se abre a possibilidade de expressão espontânea da sociedade.
E o que ocorre? Nos damos conta de que a sociedade não é tão boa e angelical como gostaríamos que fosse.
Vemos que, na verdade, a sociedade é bastante má. No Brasil e em todos os outros países. "
Também não sou santo, tenho vontade de ser intolerante, e às vezes não só contra aqueles que parecem ser intolerantes(o "tolerômetro" também é muito subjetivo, e circunstancial também), mas contra aquilo que me desagrada também. Porém, acho bom evitar falar a primeira opinião que passa pela minha cabeça, ou aquela "verdade" que me parece firme, mas que eu sei que carece de fundamentos e reflexões mais profundas. Mas é impressionante como há alguns comentaristas que agem como "moscas no mel", sempre reagindo feroz e obsessivamente contra determinados temas, como se tivessem obsessão em "persegui - los" e"derrotá - los". Vá saber? Para eles, essas opiniões a qual dão tanto combate devem ser os seus moinhos de vento transformados em dragões.

Deseducação

Vithor Figueiredo (Estudante de Direito - Tributária)

Concordo com o que fora dito pelo colega Igor Rodrigues. Ainda que não compartilhemos dos argumentos apresentados pelo articulista, devemos tratá-lo com respeito. Não se pode usar do direito de livre opinião para promover ataques odiosos às opiniões contrárias.

Quais fundamentos para a raiva?

Bruno Francisco de Souza - Advogado (Advogado Associado a Escritório - Previdenciária)

Na minha convicção, as críticas (se é que escritos deste tipo seriam"críticas") desqualificadoras sobre (tentando ser sobre algo - em cima de -, quando é muito abaixo - sob, mesmo -) o autor, e sua opinião, são pautadas em quê? Seriam frutos de leituras de manuais resumidos e descomplicados? Isso quando muito! Certamente, não passam estes "gênios comentadores" de seres sem inteligência emocional. Leitores de, no máximo, gibis. Esqueceram de crescer. De todo modo, viva a liberdade de expressão, mas lembre-se de vivenciar a liberdade de pensar antes de publicar. Pensar o pensamento! Será isso tão difícil?

Semana que vem?

Luciano L. Almeida (Procurador do Município)

O Sr. só experimentará do verdadeiro ódio quando comentar a decisão de bloqueio do zap!

Coxinha!

Britez (Escrivão)

Caramba, e não é que o Ministro Fachin tornou-se coxinha! Como não tenho estagiário, levanto eu mesmo a placa com a inscrição “ironia”!

Inteligência

Igor Rodrigues - Estudante de Direito (Estagiário - Civil)

Já são 10:30 e cadê os inúmeros comentários??? Sou a favor das coisas boas, dos pensamentos interessantes, do que for melhor.
A raiva ou o ódio de nada serve, não ajuda e nos faz perder a lucidez. Posso não concordar ou não ter opinião sobre tudo que o colunista expõe, mas devo respeitá-lo. Ademais, temos de ser educados com o próximo e creio ser este, um espaço ideal para debater e expor nossas diferenças. A coluna de hoje expõe as mazelas da cultura brasileira. Mais uma vez, de forma inteligente, os agressores são expostos. Eu teria vergonha, mas o que é isso mesmo?

Don't feed the trolls.

Massaneiro (Outros - Criminal)

Prof.,

O pior de tudo são comentários que rogam que o senhor deixe de falar da magistratura, e apenas comente sobre advocacia e ministério público, como se cada carreira tivesse um ordenamento jurídico singular. Ou pior: ordenam-lhe, para que tenha legitimidade no discurso, que "passe em concurso para juiz". E isso é, naturalmente, reflexo dessa "cultura" jurídica de concursos, e seus desdobramentos estapafúrdios do tipo "em prova de defensoria diga isso, mas em prova de MP diga o contrário...". Imaginam-se, penso eu, no apogeu da inteligência humana, apenas porque conseguiram decorar muita informação. Acumularam muita informação, que imaginam esgotar o que se pode saber sobre o direito, mas têm verdadeiro horror ao conhecimento. Julgam-no alheio à realidade. Triste.

Excelente texto

Lanaira (Outros)

Excelente texto. O texto do professor Lenio denuncia, para além dos sintomas da crise do ensino jurídico, a face autoritária que se imiscui em certos discursos “intelectuais”. Infelizmente, ainda subjaz a ideia do intrépido intelectual, o “dono” da verdade (sem nem ao menos saber-se de suas raízes transcendentais). Discussões são precisas, luta-livre nos comentários não. As criticas vazias plastificaram os sentidos.

Texto

Lucas Claro (Advogado Autônomo - Criminal)

Sensacional!

Algumas considerações.

Vitor Souza Bordin (Advogado Autônomo)

Sou um assíduo leitor da coluna "Senso Incomum" e admiro o trabalho do Professor Lênio Streck, muito embora não tenha o hábito de tecer comentários.
Hoje, porém, saio de minha zona de conforto - acredito que todos, hora ou outra, deveriam fazer o mesmo - e arrisco escrever algumas linhas, ainda que poucas, sobre o texto acima.
Primeiramente, gostaria de congratular ao Professor Lênio pelo escrito. Como é habitual, um texto de leitura agradável e sobre tema interessante.
Seguindo, tenho por costume ler comentários. Há de tudo. Há comentários inteligentes, que realmente contribuem com o texto a que se referem. Há outros, no entanto... E esses é que são - pelo que vejo, logo não existirem estatísticas sobre - a maioria. E a "maioria da maioria" são críticas. Críticas feitas a partir de pontos de vista pré-concebidos, gestados no senso comum "comum", sem grandes reflexões. De fato, critica-se por criticar. Creio que, se muitos "críticos" procurassem descer fundo nas suas críticas em busca dos seus fundamentos e da lógica tomariam um susto: não se moveriam mais que milímetros. Parece-me que as críticas não são mais do que "discursos-contra". A verdadeira crítica, aquela que apresenta o contra-ponto, a antítese (ou anti-tese, como queiram) da tese exposta pelo autor no texto criticado, é difícil de se ver nos dias de hoje. A bem da verdade, a maioria dos comentários ataca o autor e não a ideia trazida no texto. São críticas que, a pretexto de irem contra o escrito, usam do "argumentum ad hominem" como fundamento. São mais xingamentos do que críticas. Aliás, não creio que uma boa crítica, aquela feita de forma reflexiva, com a análise dos argumentos combatidos e dos fundamentos que a (crítica) sustentam, possam reduzir-se a 150 ou 1780 caracteres.

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