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Senso Incomum

Que o mundo foi e será porquería, ya lo sé... Mas dá tudo no mesmo?

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56 comentários

Vivemos tempos de exceção

AVS (Advogado Sócio de Escritório)

O Direito não pode fugir da realidade e a realidade não pode fugir do Direito. Vivemos período de exposição maciça da pior faceta da política brasileira. Isso provoca reações fervorosas de pessoas que não suportam mais ser enganadas e as instituições demoram responder os anseios de libertação. Somada a deficiência educacional (desde a educação moral e cívica) com o fervor da ocasião e a liberdade irrestrita de expressão que a internet permite, fácil observar atitudes extremadas. Esse é o verdadeiro problema, a cultura moral e cívica deficitária deste país, que permite a exacerbação tanto em posições de expressão e até intolerância na dialética, como também permite o abuso do fisiologismo político causador de tantas indignações.

Além das raias de uma existência oficial

Emil Zaratustra (Outros)

Debalde, a tentativa de, com arrimo em Popper, marcar os comentários dissidentes de "intolerantes". Que mal há em apontar os equívocos de quem se propõe à escrita? Alguém disse: à primeira vista, todo texto é suspeito. Por que o articulista não se retratou, quando, infantilmente, fez de Althusser um funcionalista? Não ouviste Bachelard, a propósito do "senso do fracasso"? Provincianos que somos, teimamos em confundir "validade" com "autorização". Isto é, não há se pensar que, por serem autorizadas, certas vozes são válidas. Ademais, excelente discurso de autoridade. Ora, quem discorda, só pode ser invejoso, não? Reivindicar coluna? O que é isso, rapaz? Mais uma vez, lanço mão de Drummond. O que temos - ora essa! - é o discurso vivo, legitimado pela visibilidade de quem fala. Outro ponto: a quantidade de compartilhamentos dos tais textos. Tem graça, velho Graciliano? Podemos levar a sério os supostos intelectuais brasileiros? Será que Atienza, quando da crítica do patrício que nos fala, fez menção à quantidade de curtida? Em falta de conteúdo, necessita demonstrações de poder? Acaso ser colunista é atestado de capacidade? Enquanto estudante, digo-lhe: os muitos que te seguem o fazem por medo. Fácil manter-se atrelado a um pensamento que não possui força para romper, ao discurso que diz ao dono da poltrona que esta é-lhe um direito adquirido, não há quem tome. Recorramos à história do pensamento. Só em raríssimas vezes, qualidade e difusão de uma obra coincidiram. Um intelectual, dentro da concepção que deu, ao termo, Milton Santos, quando começa a agradar muito, sabe que tem de parar e refletir. O discurso contundente fere e ninguém quer carregar, como diz Caetano, uma ferida acesa.(Belchior já não prefere o tango. Retratou-se, quer blues novamente.)

PARRÉSIA. Parrésia nesse momento histórico

Paulo A. S. (Outros)

Professor, nessa linha de Popper vejo que devemos sim exercer o direito de Parrésia. De nos indgnarmos sem perder ou viloar a dignidade básica de outrem.
Não devemos ser militantes de ideologias, especialmente as ditas 'hegemônicas'.
Devemos ser intolerantes com a intolerância sendo francos e verdadeiros nos argumentos (parrésia).

Por muito tempo vivemos sobre a 'ditadura' do "políticamente correto", aliás ainda vivemos.

O hoje o STF provou isso.
Numa decisao "politicamente correta" deu uma nova chance a Presidente da Republica.

Alguns Ministros demonstraram descontentamento com o resultado, ficaram nervosos. Porém, sequer esgotaram os argumentos necessarios ao debate, não exerceram seu ofício de julgar com parrésia.

Por exemplo, ninguem (nenhum Ministro ou os advogados) mencionou o art.85, parágrafo único, da CF que remete à Lei Especial a disciplina da tipicidade dos Crimes de Responsabilidade, seu PROCESSO e julgamento.
Incluo no 'processo' a competência dos Órgãos Julgadores do impeachement em todas suas etapas (mesa diretora, plenários e comissões).
Não cabe o argumento do Min. Barroso quanto a definiçao do Regimento para a criação da Comissão, o art. 85, § único não fez menção ou ressalva quanto ao art. 58.
Triste o STF que perdeu a oportunidade de aprofundar com franqueza e verdade (parrésia) o estudo e definição do tema.

Substancialidade

João Paulo Macedo (Funcionário público)

Incomoda, de fato, o extremismo daqueles que se valem do capuz da tela do computador para desferir ataques pessoais e comentários desconexos. Entendendo, contudo, que pela envergadura filosófica e de conhecimento do articulista, deveria (may e não must) verter a coluna a temas mais relevantes. Quem lida e usa redes sociais sabe que Haters sempre existiram independentemente de qualquer represália, saibamos lidar com eles da melhor forma: ignorando. Pela admiração que guardo pelo articulista espero mais substância na próxima semana

Em parte.

George Rumiatto Santos (Procurador Federal)

Em parte, tem razão o professor.
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Críticas baseadas em ataques pessoais não deve(ria)m ser admitidas ou levadas em consideração. As ideias é que devem "brigar".
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Comentários dissociados do conteúdo do(s) texto(s), também se mostram descabidos. Cada coisa tem seu lugar.
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Todavia, críticas contundentes, "pesadas", fazem parte do debate. Os argumentos contrários, por mais que sejam ásperos, provocam o debate, que é justamente o que se supõe pretendido por colunas como as do professor Lenio Streck. Isso deve ser rebatido com réplica, com contra-argumentos. Refutar um argumento contrário com ataques personalizados, do tipo "você não leu", pelos mesmos motivos não parece ser postura válida.
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Em síntese, na linha do que o próprio professor costuma defender, com base em Habermas e outros estudiosos, deve prevalecer a lógica discursiva. Argumentos contra argumentos.

Esse se superou

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

"desgosto do articulista em razão de seu isolamento"? Ainda não vi a doutrina e as ideias de Lenio Streck escritas em muros ou em letreiro de ônibus, mas creio que é questão de tempo. Agora, falar em "isolamento"?

Pior artigo até agora

LeandroRoth (Oficial de Justiça)

Com todo o respeito, esse foi um dos piores artigos do prof. Streck aqui no Conjur. Uma bobajada de quem não sabe conviver com críticas. E não digo isso por ser "hater", mas por identificar no artigo do professor um claro descontentamento com a discrepância ideológica entre ele e alguns comentaristas, e não um libelo contra a intolerância.
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Ora, o professor Jacinto foi alvo de críticas, algumas delas bem duras, porque comparou a Lava-Jato com o NAZISMO e, pasmem, com a Jihad islâmica! Todos tem direito de discordar do hiper-garantismo, máxime quando permeado por comparações esdrúxulas e por maniqueísmo da pior cepa.
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Valho-me de uma máxima popular, oriunda do senso comum (apenas mais uma leve provocação ao douto professor): quem fala o que quer, ouve o que não quer. Quer dizer aos quatro ventos que o Moro e o MPF agem como nazistas? Pois diga, mas depois não me venha reclamar da carga crítica dos comentários daqueles que discordam. Quer comparar a Lava-Jato com a Guerra Santa dos fundamentalistas islâmicos? Faça-o, mas o exagero retórico provavelmente estará presente também nas críticas à comparação.
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A verdade é que, fora um ou outro feudo hiper-garantista no Judiciário e, principalmente, na Academia, o articulista e alguns de seus associados estão isolados na sociedade. Ao menos no que toca a alguns temas mais sensíveis aos brasileiros neste momento (rigor penal, combate à corrupção, efetividade da persecução criminal, etc). Ao meu ver o artigo desta semana nada mais reflete do que o desgosto do articulista em razão de seu isolamento, e não uma justa crítica à "intolerância" dos que criticam em demasia.

Cuesta abajo

Ana Karenina (Outros)

Popper, ao criticar o critério de demarcação aventado pelo positivistas, propôs o da falseabilidade. Ou seja, todo enunciado permance válido e universal até que seja infirmado. Bela lição. Porque tanto medo dos discursos que objetam, seria e maduramente, os enunciados dos autointulados hermeneutas? Quantos melindres e suscetibilidades um tabareu autodidato produz simplesmente porque questiona com base em autores mundialmente reconhecidos (lacan, zizek, badiou, hegel e outros dialéticos) as assertivas do colunista, as quais estão e devem estar sujeitas ao uso público da razão como diria Kant?
Zizek mostra como a tolerância é uma categoria de desorientação e que os problemas socias não devem ser vistos o prisma dela (a tolerância).Badiou revela como o vitimismo assumiu a figura do bem e toda postura ativa é obliterada. Como é edificante falar desde o lugar da vítima!!! Como produziremos uma catarse, mas que tudo ficou no mesmo lugar. Aliás, muitos são os que querem que tudo fique no mesmo lugar, na mesma serialidade (para usar um termo do dialético Sartre), mas de quando em vez emitem um lamento, um breve, efêmero lamento que o mundo não ouve, mas onde algo de verdadeiro reboa, responde com um trovada de jovens reunidos sonhando com coisas realmente grandes, tais como a poesia, o amor e a Igualdade. Quem tem estes sonhos não colima holofotes; sabe, serenamente, com Rimbaud, que é melhor reinar no autêntico silêncio do que no arruído, no bulício que se esfuma com o passar dos anos.
Por que vejo crescer entre os jovens o interesse por Marx, Hegel, Sartre, e, no caso do direito, por Roberto Lyra?
É um sintoma de que alguns discursos estão, para citar Carlos Gardel, cuesta abajo e que chegou a hora de reiventar a vida sem lamúrias.

Hater falando de Hater

João Américo (Advogado Autônomo)

Causa-me estranheza ver um hater (em especial da Defensoria e dos concursos públicos) criticando outros haters.
Sugiro que os próximos artigos críticos venham acompanhados da proposta de solução do problema (algo até então não visto). Talvez, assim, os "ataques" diminuam consideravelmente.

Sociedade em (na) crise....

MADonadon (Advogado Autônomo - Ambiental)

Crítica, sendo ela bem formulada e construtiva, sempre é bem vinda e leva a novas reflexões (superação ou concordância a ela). O que não pode é pretender criticar sem fundamento, racionalidade e o mínimo de elegância (educação). É buscar atingir a pessoa e não o trabalho intelectual (artigo). É, na verdade, pura dor de cotovelo. Mas, também, o que esperar de uma sociedade que se presta a discutir (ou transmitir) video de traição e suas demais facetas e montagens ao invés de, efetivamente, debater o problema que o país está enfrentando. Na verdade hoje impera o lema ou você está a meu favor e adota meu posicionamento ou contra e aí você é meu inimigo. Ó mundo cruel....

Novamente censurado

Sérgio Brito Ferreira (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Sabe que é até charmoso ser censurado. Mostra que a coluna não aceita aquele que pensa diferente.

Professor Lênio

Observador.. (Economista)

Gosto muito dos seus escritos.Sinceramente.Mesmo quando discordo, do alto (ou será lá de baixo) da minha ignorância nas Ciências do Direito, considero suas colunas a pausa necessária para reflexões importantes. Assim como colunistas de Jornais e Revistas que escrevem no sentido de forçar a reflexão e não dar tudo mastigado para ninguém ter o que pensar, apenas o que torcer(no sentido de torcida, mesmo).
Só me incomoda, devo ser sincero, este clima que acaba por deslustrar - um pouco - o que escrevi acima.
Me parece que alguns tecem loas ao colunista para "ficar bem na foto", por assim dizer.Pois alguns comentários nada acrescentam (com as devidas vênias). Parece aquele torcedor que grita da arquibancada "É isto aí Neymar", como se quisesse, com este estímulo, se sentir partícipe da jogada do atual mestre da bola...
Enfim.
Sucesso sempre e bom final de ano para todos nós.

Cid Moura...

Estrupício Hermenêutico (Outros)

Você foi em cima! Streck só admite aplausos. Ele pode agredir à vontade, colocando ácido em cada frase. Mas os comentaristas, para serem por ele considerados "esclarecidos", só podem elogiar. Já dizia Nietzsche: "com vossos valores exerceis poder"!

muito bem

Cid Moura (Professor)

a partir de agora, ninguém pode criticar nenhum comentarista do conjur. esse será o senso comum!
opa, a coluna não deveria ser incomum?

Paralaxe cognitiva

CKorb (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Lenio poderia utilizar da paralaxe cognitiva para uma autoanalise, se estiver em busca da verdade. Adoraria ler sobre isso!

Último Mesmo!

Estrupício Hermenêutico (Outros)

Último comentário mesmo: a obra de Mestre Ingo continua na minha estante. Foi brincadeirinha. Fui!

Último.

Estrupício Hermenêutico (Outros)

Último comentário: existe tanto veneno nos escritos de Streck que se torna inevitável a criação de um neologismo para seus artigos: "strecknina". Hahaha!

Complementando...

Estrupício Hermenêutico (Outros)

Façamos uma enquete entre os leitores do site: o articulista Streck pratica ou não pratica o "discurso do ódio" no Conjur?

No que me diz respeito...

Estrupício Hermenêutico (Outros)

A crítica ao Ingo, referida no texto, foi minha. Já tinha resolvido não mais comentar no site, porque meus comentários demoravam dias para serem publicados. Mas ao ler o artigo me senti no dever de responder. O que escrevi a respeito de colocar a obra de Mestre Ingo no "index probi" foi com intuito de fazer humor. Pode não ter funcionado, mas meu intuito foi esse, assim como a referência a Heráclito. Não se trata de ódio! Por falar em ódio, esse sentimento transparece em não poucas páginas escritas por Streck, aqui mesmo no site! Tomemos como exemplo o texto do TCC, onde ele mistura bastante acidez em todo o discurso crítico. Aquele texto corrói não apenas a aluna, mas também a professora e a instituição. A intenção de Streck pode não ter sido essa, como a minha não foi, mas o ódio está ali, em seu texto. E o que dizer do ódio ao Juiz Moro e a toda a Lava Jato? Eu fico imaginando como deve ser penoso e doloroso para aquelas autoridades tentarem aplicar a lei neste infeliz Brasil - sim, é o que estão fazendo! - e ainda terem que ler todas as agressões dirigidas a elas no site, em textos de Streck, Jacinto e tantos outros! Alguns mordem com raiva, mas os mais hábeis mordem sorrindo!

Texto.

Voldyriov (Outros - Trabalhista)

Se não tomamos contato com discursos ignorantes diretamente, como podemos nos resguardar diante deles no cotidiano, saber identificá-los de antemão e já adotar a postura cabível?
Para cada artigo ou notícia que vejo faço questão de ler os comentários. Engraçado como discussões de pessoas com o mesmo pensamento seguem a seguinte linha de análise: 1. verificar se a linguagem escorreita foi empregada, ridicularizar erros encontrados; 2. Ver se há erros conceituais nos termos utilizados e achar disparidades para sub-repticiamente afirmar que o interlocutor tem um conhecimento superficial do assunto; 3. Adaptar a crítica ao ofício, convicção política ou posição social, fazendo a pessoa ter vergonha de quem é. Tudo derivado da falácia ad hominem.

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