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Comentários de leitores

6 comentários

Germany

JA Advogado (Advogado Autônomo)

Vejo no seu curriculum que o Min. Fischer, além de ser um jurista de enorme respeito, é alemão, ou ao menos nascido em Hamburg, Alemanha. Pelo jeito complicou a vida dos petralhas.

Respeito a integridade do processo

Luiz Antônio Almeida Liberato (Cartorário)

Com o devido respeito ao entendimento dos colegas, registro que meu entendimento vai no sentido oposto. O princípio do juiz natural não pode prevalecer sobre o princípio da imparcialidade, o qual é pressuposto de qualquer procedimento que se entenda tecnicamente como processo. Acho que o Ministro agiu corretamente, ainda que sob o manto de regra regimental, pois continuar a jurisdição após a delação levantaria uma suspeita, mácula inadmissível no ambiente da corte superior. Não há julgamento de direito senão na máxima imparcialidade (ainda que seja um ideal). Se outros agentes atuarão favoravelmente aos réus é outros 500. O Ministro resguardou sua autoridade e zelou pela legitimidade das decisões da Corte Superior. Fez seu papel com mérito.

Humm...

Heleno Jr. (Serventuário)

Isso tá parecendo a semeadura da sementinha da nulidade. Agredir o princípio do Juiz natural por meio de uma ação que agrada a opinião pública, mas que pode ferir de morte todo o processo. A relatoria para a lavratura do acórdão, segundo as normas do Regimento Interno do STJ não conduz à prevenção do vencedor para todos os feitos conexos. Se for assim, toda vez que tivermos um novo relator vencido será modificada a relatoria de todos os feitos, o que não parece sequer minimamente razoável.

Terra da ingenuidade

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Será que desconhecem como funcionam as arquiteturas dos poderes mafiosos em terras tupiniquins!

Mar de incoerência

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O episódio envolvendo o Ministro mostra mais uma vez a falta de raciocínio lógico que nos ronda, bem como o mar de incoerência que imunda a Nação. Ora, estamos sendo bombardeados há meses com conclusões da imprensa e do Ministério Público no sentido de que tudo o que se diz por esses delinquentes em juízo ou fora dele é verdade absoluta e incontestável. Se alguém disser em delação premiada que o Papa matou Joana D'Arc, tal fato é posto para as massas fato concreto, feito e acabado. Nessa linha, porque a alegação de que o Ministro iria ser nomeado pelo PT para manipular decisões em favor do PT não é verdade absoluta? Não estou duvidando da idoneidade do Ministro (que caberia a ele provar, diga-se de passagem), nem dando o mais remoto voto de confiança aos delinquentes desesperados por redução de penas em delações premiadas, mas apenas explorando argumentativamente a clara incoerência. Nessa linha, depois de toda essa polêmica vem agora a informação de que o Ministro "jogou a toalha"? Era o que falta para completar. E, como já dito muitas vezes, porque ninguém percebe que algo está MUITO ERRADO nessa história?

Apenas fumaça?

J. Ribeiro (Advogado Autônomo - Empresarial)

Não ficou nada bem a substituição, chamada de transferência, do juiz nessas condições.

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