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Grande oportunidade

"O Brasil é um país atolado que precisa olhar para frente e deixar o século XIX"

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Comentários de leitores

15 comentários

Quem está atolado?

Armando do Prado (Professor)

Min Toffoli deve tudo o que é ao partido que o tirou da insignificância para colocá-lo no STF. E o que fez Toffoli ministro? Aliou-se de corpo de alma ao tucano ministro, Gilmar Mendes. Por quê? Suspeita-se que por gratidão, pois Gilmar teria livrado no TSE o irmão de Toffoli , político em Marília, de encrenca política. Se verdade, lamentável. Basta ver seu voto acompanhando Fachin e Gilmar na última 5ª feira. Se completavam aos gritos e bufos. Triste. Agora, que Toffoli é o queridinho da direita, por que não se lembra mais que é fraco no quesito conhecimento jurisprudencial e que foi reprovado duas vezes em concurso para magistratura?

Brasil atolado

Marcos Umberto Canuto (Advogado Autônomo)

Se o país está "atolado", temos que lembrar quem manda há mais de 12 anos, o PT e seus pseudos administradores, que em parte está na cadeia como todos sabemos.

"O sistema se reorganiza"

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Toffoli nitidamente embarcou na onda do "salve-se quem puder", na linha de diversos outros políticos e oportunistas de plantão. Vendo a ideologia e o governo petista naufragarem, busca um porto seguro para si mesmo, e assim muda o discurso. Nenhum petista de carteirinha havia admitido até o momento, tal como fez Toffoli nesta entrevista, que o Brasil está no buraco. Um discurso dessa natureza, há um ano, soaria como algo insano. Há doze meses os petistas pintavam o retrato do Brasil como sendo um florão de norte a sul, embora a crise já estivesse entranhada desde há muito nas entranhas da República. O futuro do Brasil é incerto, mas resta certo que alguns saberão, muito rapidamente, adaptarem-se aos novos tempos visando garantir os empregos e os postos de poder.

A maior amarra a ser desfeita

Sargento Brasil (Policial Militar)

É fazer aflorar a honestidade nos poderes (principalmente de alguns no legislativo), aí então entraremos neste milênio.

Um país atolado e estúpido

Observador.. (Economista)

Aproveito, já que se fez, nesta entrevista, um passeio pela História do Brasil e deixo um link de uma reportagem que já não causa mais impacto algum, não provoca debates nos meios jurídicos e acadêmicos e se tornou um fato do cotidiano, algo adaptado à paisagem e assimilado por todos nós.
Falo da morte de um cidadão, por criminosos, em uma cidade brasileira. Fruto das nossas leis risíveis e da impunidade, cabe lembrar que enquanto está na moda (com razão) voltarmos os olhos para outro tipo de criminosos(os de colarinho branco), os tipos monstruosos e violentos continuam fazendo vítimas, sem resposta alguma do Estado, com nossos cidadãos sem ter como reagir (se um cidadão reage e mata um bandido, é julgado como um criminoso e não como um herói que protegeu sua vida e de outros) e sendo a morte algo completamente banalizado por todos.É apenas uma notícia.Algo visto como "um azar" e não como o absurdo que é.
Por estas e por outras nos tornamos um país atrasado, atolado e cínico.

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/12/jovem-morto-por-criminosos-no-dia-do-aniversario-e-enterrado-no-rio.html

Luiz Fernando Cabeda (Juiz do Trabalho de 2ª. Instância)

Observador.. (Economista)

Perfeito seu comentário.
Espero que mais homens e mulheres como o senhor, tendo apego à lógica e à coerência, comecem a fazer diferença; a diferença que acabe por nortear o caminho para um novo resultado, que marque o futuro desta exaurida Nação.
O Brasil está muito cansado.O senhor cita, em seu comentário, a Ministra Carmem Lúcia.Suas despesas e a forma como a mesma lida com dinheiro público.Só com pensamentos e posturas assim mudaremos o país.
Não é a retórica que realiza. Muitas vezes ela só serve para "causar", usando um linguajar atual.
São as atitudes, as escolhas e as posturas que nos farão sair do eterno "mais, do mesmo, sempre com roupagens e cores diferentes".
Sucesso para o senhor!

se com todo o regramento acontece o que acontece...

Roi (Advogado Autônomo - Administrativa)

Ora, se nem a Lei de responsabilidade fiscal conseguiu impedir que a presidente contraísse empréstimos junto aos bancos públicos, editasse decretos de suplementação orçamentária sem autorização do legislativo incorrendo em ofensa ao art. 85 incisos V e VI da CF, imagine se a lei não existisse?? No fim o min. diz que não sabe o que fazer, além de passear pela história do Brasil dos livros didáticos.

Dando lição

Luis Hector San Juan (Engenheiro)

Contra todos os que possam dizer que o ministro Dias Toffoli está entrando em ceara alheia, entendo que ele se colocou no lugar de um cidadão, espectador do desastre institucional que está tomando conta do Brasil e disse claramente o que pensava.
O seu depoimento está cheio de questionamentos e afirmações, é longo, o repórter fez o possível para conduzi-lo a um terreno escorregadio, mas ele seguiu uma linha reta a todo momento.
Pessoalmente me agradou bastante a sua dissertação sobre os governos e os governantes brasileiros, desde Getúlio Vargas até este momento; creio que as suas afirmações são corretas. Também gostei de várias frases contidas nas suas respostas, que dou como exemplo da sua objetividade e reproduzo aqui:
1- Referindo-se ao impeachment: “No Brasil, todo presidente é eleito para ser deposto”.
2- Referindo-se às leis controladoras, à corrupção e à operação “Lava Jato”: “Se chegamos a uma situação dessas é porque os sistemas de controle não funcionaram adequadamente”.
3- Referindo-se à gestão amarrada dos governos: “Temos que liberalizar o Brasil. O Brasil hoje é um país absolutamente atolado, e, quanto mais se criam regras, mais burocracia. Quanto mais burocracia, mais chances ao jeitinho”...
(N.R.: nada mais verdadeiro e comprovado).
Mas o conteúdo mais importante das declarações de Toffoli é o que se refere à carência de uma política de planejamento e gestão nacional cujo espírito seja aceito e forme parte dos conceitos de construção da Nação de TODOS OS PARTIDOS, na qual os métodos possam diferir em parte, mas o objetivo seja o único, anulando os enfrentamentos descabidos que não tem sentido nem objetividade, a não ser a satisfação de egos e a conquista do poder a qualquer custo.

O Brasil é um país atolado....

hrb (Advogado Autônomo)

O ministro Toffoli deve ter-se preparado previamente para entrevista, dada a aula político histórica da sua explanação nas respostas, e aí desde logo os merecidos cumprimentos, com tantos fatos e números, desde a abdicação de D.Pedro I. Estranho, pela ágil habilidade do seu pensamento cultural, que dizem ter sido reprovado por mais de uma vez em concurso para a magistratura e que somente virou ministro por ter sido advogado do PT. Ah, esses invejosos!!!!!!!!!!!!

Jogue tudo no liquidificador. Algum "consommé" vai surgir.

Luiz Fernando Cabeda (Juiz do Trabalho de 2ª. Instância)

Nosso min. mais jovem, traindo a presunção de esperança por novos tempos, resolveu fazer um "vaudeville" por nossa História, narrando seus acontecimentos principais como quem os junta na mesma tábula rasa. Omite que D. Pedro I tinha seus próprios interesses (sair do Brasil e reivindicar o trono de Portugal, onde se tornou D. Pedro IV, depois de guerrear contra sua mãe e irmão). Ignora ainda que Getúlio foi legitimado em 1930 por uma revolução (a única no Brasil que completou todos os seus ciclos), de modo que a contra-revolução de 1932 é vista como democratizante, e não como revanche elitista. Os males do Brasil, como os de Macunaima, são estes: 1. não temos as ditas elites (porém a narrativa do entrevistado é só uma historiografia delas, o povo não tem importância alguma); 2. nosso país é fragmentado (mas, estranhamente, os "fragmentos" continuam juntos); 3. nenhum partido hoje é democrático (que ótimo saber isso, pois quem viveu em parte do Séc. XX sempre achou que a democracia era ao menos um pouco melhor do que o fascismo, o nazismo, o fundamentalismo e os fanatismos em geral). Nosso mais jovem min. esquece que só foi catapultado ao Supremo amparado por TODOS OS MESMOS DEFEITOS que agora, lá instalado, deplora. No seu passeio pela nossa História, quanto ao seu próprio papel, omite que faltou a sessões do Supremo para comparecer a um casamento na ilha de Capri e que já recebeu mais de R$100.000,00 de diárias no último ano em que exerceu a presidência do TSE, em contraste com a min. Cármen Lúcia (a presidente anterior) que percebeu apenas cerca de UM mil. A "análise" em "vol d'oiseaux", como gostam os pedantes, termina num pavoroso "não sei o que propor" implícito, ou seja,temos que estudar para saber quem somos e para ... voltar ao mesmo lugar.

Acabar com privilégios

Trunfim (Escrivão)

em todas as esferas do poder (executivo. legislativo e judiciário).
E seguir o conselho do Dr. Cláudio Lembo: os bancos devem se afastar do Judiciário.
Conselho extendido a todas as empresas, empresários, ONGs, entidades.
Funcionário Público não pode ter participação em empresas.

Progressismo

andreluizg (Advogado Autônomo - Tributária)

Quem diria o Ministro, parece um progressista liberal.
Realmente grande parte dos nossos problemas é a ineficiência das instituições. A burocracia e a presunção de má-fé reinam no país. Mas não se premia a boa-fé e não se pude a má-fé com rigor. Por exemplo, nas questões ambientais, por que engenheiros não podem assinar uma ART de que o projeto respeitou as normas ambientais vigentes? Tudo tem que passar pelos travados órgãos ambientais.

Não, não senhor!

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

"O senhor mencionou as brigas em torno da Identidade Única. Por que virou esse campo de batalha?"
Resposta do cidadão Eduardo: Virou essa briga por causa da maldita cláusula que prevê a possibilidade de o TSÉ compartilhar ou ceder dados com as entidades de "proteção ao crédito". Aquelas entidades que desejavam trocar espelhinhos modernos (certificados digitais) por dados dos eleitores brasileiros em pose do TSE.
É só ver aqui: http://www.conjur.com.br/2013-ago-07/presidente-tse-suspensao-repasse-dados-eleitores-serasa
Se agissem com o mínimo de seriedade, não haveria discussão, porque ninguém é contra a eficiência. É contra a "esperteza".

Não sou um grande fã do Tóffoli, mas...

Gabriel Cabral Parente Bezerra (Advogado Autônomo - Tributária)

Não sou um grande fã do Tóffoli, mas achei esta entrevista esclarecedora e construtiva.
De fato, a questão do planejamento estratégico, é um ponto ao qual concordo integralmente.
Trabalhemos pelo melhor.

Nota da Redação - comentário ofensivo Comentário editado

Ângelo Júnior (Advogado Associado a Escritório - Tributária)

Comentário ofensivo removido por violar a política do site.

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