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Medidas alternativas

Excesso de prisões fornece mão de obra
ao crime organizado, diz Nalini

Para o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador José Renato Nalini, o excesso de prisões, além de gerar ressentimento e revolta, fornece “mão de obra gratuita para as facções criminosas”. Segundo o magistrado, a população brasileira precisa mudar sua cultura, pois ela pensa que a única solução para os crimes é a prisão.

“Precisamos verificar qual é a estrutura do crime. Um pichador: você não acha que seria muito mais conveniente que fosse condenado a limpar a pichação que ele fez? Alguém que destrói uma mata, não seria muito mais razoável que ele fosse condenado a fazer a restauração de uma área? Aquele que gosta muito de dinheiro e pratica um crime financeiro. Qual é o órgão mais sensível, não é o patrimônio dele?”, disse em entrevista ao UOL.

Nalini criticou a cultura brasileira de pedir cada vez mais prisões.

Nalini também questionou a efetividade das prisões efetuadas. “Não é fácil, porque nossa resposta tem sido essa: encarcerar. E nós estamos recuperando? A sociedade só sabe pedir prisão. Prisão, prisão, prisão. Nós temos mais segurança porque estamos prendendo mais?”

O desembargador argumentou que essa postura da população é “egoística” e só muda quando o criminoso em questão é um parente. “Ela só muda quando esse bandido é o meu filho, é o meu sobrinho, é o meu genro, é o filho do meu amigo.”

O presidente do TJ-SP também destacou a importância da audiência de custódia. De acordo com Nalini, além da redução de custo devido ao menor número de pessoas presas, a medida também ajuda a mudar a cultura da população. “O principal é tutelar adequadamente a liberdade, por isso que nós ousamos fazer a audiência de custódia.”

Revista Consultor Jurídico, 2 de dezembro de 2015, 20h54

Comentários de leitores

8 comentários

O mesmo blábláblá de sempre...

gilberto (Oficial de Justiça)

O desembargador só fez atacar de forma grosseira a sociedade que já não aguenta tanta criminalidade e impunidade e não propôs nenhuma solução. Mas propor solução pra quê, não é? Assim fica fácil doutor. Dá entrevista com aquele ar professoral e não dá solução alguma, como sempre, nesses casos.

Só lembrando

Professor Edson (Professor)

Que foi nesse tribunal presidido por esse senhor que soltou o chefe do tráfico em São Paulo, o capuava, isso ele não fala, quer mão de obra maior que essa ? Se o magistrado é contra a punição por medo talvez dele um dia ser o punido, isso é problema dele, não meu.

Quanta Hipocrisia

Professor Edson (Professor)

Eu diria a esse senhor, saía do seu luxuoso escritório, deixe seus seguranças e carros blindados e vá conhecer as ruas, só cuidado pra não entrar numa rua errada, se não é bala, 56 mil homicídios por ano, desses nem 8 % vão pra cadeia e os que vão contam com incontáveis benefícios jamais praticados por nenhum país, esse senhor jamais deveria estar no cargo que esta, são pessoas assim que a séculos sustentam o crime no país, nada mais a dizer.

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