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Manifestação pública

Ato reúne 200 pessoas na USP contra o autoritarismo e pelo direito de defesa

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Comentários de leitores

15 comentários

Currículos que merecem respeito...

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Uma questão que não pode ser afastada, a qualidade do currículo, inclusive alguns com trânsito internacional, dos que assinaram o manifesto. Apenas e tão somente nesta perspectiva, arriscando-me à deselegância, citei Umberto Eco em comentário abaixo. Também por comentários criticando a USP, como que criticar por criticar, como se não fosse, em rankings internacionais, a melhor universidade do país. Enfim, no Brasil a universidade, em seu melhor sentido, é objeto de desconstrução e demonizada como objeto de ódios, numa realidade pautada pelo marketing, onde a educação superior passou a ser um mero item de consumo, um objeto de consumo puro e simples como qualquer outro. O curso superior cada vez mais é vendido como uma passagem, apenas uma passagem a alguma função pública. Então o pensamento que seja interpretado como não concordante com o dominante por parte da burocracia estatal, raciocínio do gênero, "e daí se é questão discutida em doutorado, cai em concurso público para MP ou Magistratura? Não cai! Então dane-se, perca tempo você com essas inutilidades". Preocupar-me-ia se tudo se encerrasse assim, em redução a objeto de consumo, consuma determinada "doutrina oficial" e aprove num concurso público, e torne esta doutrina autopoiética. Posso não concordar em nada com o que pensam alguns juristas, alguns professores doutores, e.g., antes de estudar direito considerava o Professor Nilo Batista de maneira diferente, o fracasso dele como político não reduz a sua dimensão como jurista. Outros como Miguel Reale Jr., colocando UERJ e USP, expressando suas posições frente ao que se vê hoje, facilmente seriam tratados como "inutilidades". "Cai em concurso? Não! Então não existe no meu mundo"... o resultado, está aí, consumido acriticamente em excesso.

Momento ruim

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Penso que tal tipo de ato só agrava a situação do direito de defesa e a imagem daqueles que lutam pelo respeito à lei e à Constituição, sendo interpretado pela massa da população com uma manifestação de quem defende bandido e as históricas impunidades. Além disso, não parece que os envolvidos com o ato estejam, realmente, empenhados no direito de defesa, mas em um "direito de defesa" apenas em favor deles mesmos e de seus clientes afortunados (e gordos honorários), sem uma preocupação coletiva e mais abrangente. Veja-se que até o presente momento a Ordem dos Advogados do Brasil não resolveu institucionalmente o incidente entre o advogado Luiz Fernando Pacheco e o ex-ministro Joaquim Barbosa, uma mancha para toda a classe. A bem da verdade, a sociedade de hoje é muito mais centrada na essência do que na aparência. O mundo do direito, e notadamente a advocacia, não vem dando respostas convincentes aos anseios da massa da população, reclamando formalmente (como no ato ora comentado) apenas quando eventuais castas são incomodadas. Quando é o "zé ninguém" que está sofrendo, aquele que não possui condições de assinar um cheque vultoso, não aparece esse pessoal com "atos" ou algum outro reclame mais contundente. Quanto à Ordem dos Advogados do Brasil, sequer é capaz de atender minimamente seus próprios inscritos, apesar de todos eles pagarem mensalmente uma elevada anuidade. Se querem valorizar as leis e a Constituição, bem como o sagrado direito de defesa, devem começar com atos concretos, que na essência produzem algo de útil. Simples trololó ninguém mais aguenta no Brasil, e quem se aventura neste campo no atual momento histórico apenas desgasta a imagem.

Cumprimento da Lei!

Estrupício Hermenêutico (Outros)

"Autoritarismo" é o nome que estão dando ao fiel cumprimento da lei. Manifestações como as noticiadas surgem num momento em que autoridades diligentes estão processando e condenando pessoas antes consideradas "acima de qualquer suspeita". O Brasil está mudando!

Do lado errado...

Cesar Chagas (Corretor de Seguros)

Já não é de hoje que se percebe que a OAB e a USP estão do lado errado da justiça, sempre caminhando para a servidão voluntária ao Estado e deturpando o Direito em prol da ideologia. São uns vendidos mequetrefes defensores do banditismo, sempre buscando meios escusos para defender sua influência no governo. Blé!

esquerdismo aflorado

Professor Edson (Professor)

Quatro instâncias, recursos infinitos (na maioria protelatórios ) embargos infringentes , progressão de pena, regime semi aberto e aberto , penas que jamais são cumpridas integralmente, direito ao bolsa presidiário se contribui com a previdência , estudo, trabalho e resumo de livros desconta na pena etc etc etc, não existe um país do mundo com tantas beneficies para criminosos , e no auge dos seus 60 mil homicídios por ano e a maior taxa de corrupção do planeta, esses esquerdistas psicóticos bem pagos tiveram décadas pra encher nossas leis de beneficies pra bandido e o resultado foi um país com um das maiores taxas de crimes do mundo, crimes hediondos diga se de passagem, ou seja eles fracassaram, agora é a nossa vez, por favor respeitem isso.

Contra a bolsonarização da Justiça

Radar (Bacharel)

Tem gente que parece conhecer a Constituição, só de ouvir falar. Defendê-la de propósitos obscurantistas, nos últimos tempos, tornou-se sinônimo de esquerdismo, de petismo, para ser mais exato. Contudo, tais valores se encontram na Constituição, desde 1988, embora quase sempre desprezados. Não é porque foi negligenciado no passado que se deva continuar negligenciando no presente. Os detratores devem almejar uma outra Constituição menos, digamos, garantista, quiçá com umas pitadas nazifacistas. Sob a atual, a liberdade e a ampla defesa gozam de primazia. Até porque, se contra o rico, aquele que consegue fazer-se representar por bons advogados, o abuso judiciário tem-se tornado uma constante, maior ainda será no futuro, o recrudescimento dos atos estatais em desfavor ao hipossuficiente. Se, interpretar a Constituição tal como aprendemos na Faculdade, significa ser de esquerda, "sorry"! precisaremos ser menos destros, para rechaçar o arbítrio.

Dr. Ramiro

Observador.. (Economista)

O senhor pode até não saber, mas respeito seus pensamentos, traduzidos na forma precisa e elegante que o senhor escreve.
Quanto a Umberto Eco, talvez ele tenha esquecido um fato:
Antes da Web, alguns imbecis com acesso a mecanismos de poder, tinham idéias que ficavam desconhecidas de muitos não imbecis. Muitas, por isto mesmo, vingavam.
A Web mudou tudo isto. Ficou mais complexo monopolizar ou esconder informação. E controlar a informação e impedir amplo debate de idéias é o "sonho de consumo" de certas ideologias e de alguns grupos que delas estejam se beneficiando.

Não me representam

Leite de Melo (Advogado Sócio de Escritório)

Acompanho integralmente os colegas Hwidger Lourenço e Diogo Duarte Valverde, acrescentando a falta de prestação de contas pelas Seccionais da OAB e pelo Conselho Federal. O exemplo tem que começar de casa.

Inevitável lembrar de Umberto Eco

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Inevitável lembrar de texto recente de Umberto Eco, sobre Internet e o "portador da verdade", e coisas assim.

sem credibilidade

Professor Edson (Professor)

Garantia conquistada no Brasil, foi garantia a impunidade, nada mais.

Sugestão de idéia!

Mauro Garcia (Advogado Autônomo)

Aproveitem a oportunidade e incluam no manifesto alguma forma de repúdio a estes quadrilheiros, ladrões dos cobres públicos que utilizam os próprios recursos surrupiados para custear os polpudos honorários de seus nobres causídicos. Um disparate total que só mesmo em nossa democracia ingênua tem aceitação.

Diogo Duarte Valverde

Hwidger Lourenço (Professor Universitário - Eleitoral)

Faço minhas suas palavras. Como advogado, não me representam. Assim como não me representa um Presidente d Conselho Federal que não foi eleito com meu voto. Aliás, fica bem estranho a OAB falar em democracia com um processo eleitoral tão viciado e pouco democrático.

Sandices ideológicas.

Diogo Duarte Valverde (Advogado Associado a Escritório)

Aviso às 200 pessoas reunidas na USP "contra o autoritarismo pelo direito de defesa": ninguém dá a mínima. Ninguém mesmo. Podem continuar aí protestando contra esse "punitivismo" inexistente e imaginário e fazendo proselitismo esquerdista. A maioria avassaladora da população irá seguir não dando a menor bola.

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Ah, sim, as dificuldades da defesa nada têm a ver com sandices ideológicas. Atuo na área criminal e isto não me impede de ser a favor da redução da maioridade penal, a favor do aumento de penas, a favor da criação de novos tipos penais -- como também sou a favor da eliminação de outros -- a favor de maior rigidez na execução penal e, se a definição de "garantias processuais" englobar literalmente dezenas de recursos e uma presunção de inocência que não termina nunca -- ao menos para aqueles que têm dinheiro para financiar um processo longo e não pertencem à patuleia sem "pedigree" ideológico que tem de se contentar com, no máximo, uma apelaçãozinha mecânica desprovida da menor chance de prosperar -- sou a favor da "flexibilização", como preferirem.

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Além disso, convenhamos, a indignação contra as delações premiadas soa bastante seletiva, vez que este instrumento não existe desde ontem e somente agora, no momento em que está sendo utilizada em desfavor de alguns bibelôs, se presencia esse furor todo.

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Parem de fingir que representam advogados. Representam e advogam em prol, isso sim, de ideologia marxista e do petismo.

?.....

Lucas M. F. (Estudante de Direito)

Vamos falar a verdade, a USP não tem autoridade nenhuma, ninguém liga para o que acontece na USP... Não tem importância, nenhuma.

Complicado

Gabriel da Silva Merlin (Advogado Autônomo)

Será que esse foi aquele evento noticiado no Conjur a algum tempo que criticava o excesso de punitivismo (???) no Brasil (http://www.conjur.com.br/2015-ago-14/iddd-promove-evento-punitivismo-excessivo-dia-18)?

As vezes eu fico me perguntando em que mundo essas pessoas vivem.

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