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Comentários de leitores

7 comentários

Interessantes comentários

Flávio Ramos (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Digeri bem o texto, como defensor das liberdades que sou, mas gostei de ver algumas impropriedades desmascaradas pelo primeiro comentarista.
Outros comentários são interessantes por sua cegueira, ao fazer confrontações ao texto que podem ser esgrimidas contra seus próprios autores.
Talvez o último parágrafo, que para mim é o grande problema da Lava-jato, possa ser endossado por todos os comentaristas, se excluirmos a palavra "falso":

Nas democracias constitucionais a liberdade é a regra. Nessas, cidadãos só são presos quando constatadas suas culpas em processos em que a ampla defesa e o devido processo legal são observados. Antes circunscrita geograficamente às favelas, aos presídios e às periferias, esse estado de exceção rompe essa estratificação e se generaliza, em falso movimento de universalização da exceção.

Podia economizar palavras

Voluntária (Administrador)

Não precisava tantos fundamentos filosóficos para dizer que no Brasil tudo deve continuar como antes, quer dizer, prisão só para os excluídos sociais.

Tentou, mas não colou!

André (Estagiário - Empresarial)

Grata surpresa foi observar que esse tipo de artigo, espécie de "DEFESA judicial fora dos autos" como bem pontuou o Ademilson Pereira Diniz, não tem mais rendido os frutos de outrora.
Por décadas o povo brasileiro esteve anestesiado frente ao discurso dito "progressista" que inundava as universidades ao mesmo tempo em que tomava conta dos jornais, revistas e televisão. Tamanha era a capacidade de silenciar que acreditava-se estar a sociedade brasileira amestrada, doutrinada, impossibilitada de reagir.
Mas, para surpresa, e por algum desígnio do destino - vai saber -, como que de repente houve um despertar, um aclaramento, uma espécie de tomada de coragem para dizer: Basta! Já é o suficiente! Chega dessa ladainha!
No acúmulo das opiniões que agora se revelam e põem-se a combater o discurso enfadonho que durante anos determinou a "opinião pública" - formulado por grupelhos que, sob o pretexto de interpretá-la, absorviam-na e a abafavam, vomitando em seu lugar toda uma ideologia nefasta que tanto mais se amoldava à realidade quanto era capaz de enganar e ludibriar, disfarçando seus reais interesses -, observo que, ao que tudo indica, o Brasil sempre conservou (a palavra já indica a tendência) em seu íntimo aqueles que não se dobravam à falsa realidade desse tipo de discurso.
Ao que parece, houve apenas um estado de torpor, uma prostração - de décadas, é bem verdade -, mas que o despertar repentino fez ruir como castelo de cartas toda a falsa compostura e presunção que o silêncio da maioria temporariamente outorgou aos que se autoproclamavam "intérpretes da opinião pública".
Pois bem, o crivo desse tipo de opinião não é mais o do círculo fechado dos conchavos políticos e acadêmicos, é sim o da realidade, e ela, senhor articulista, é dura como pedra.

Orwell

Observador.. (Economista)

Dr.Rivadávia, assim como o Prezado Dr.Fernando Gonçalves, fizeram boa colocações. Vivemos a era da retórica e da "filosofia universitária", ou estatal.

Orwell nos advertiu sobre a novilíngua e o duplipensar, mecanismos muito utilizados pelo estado tirânico.

E Shcopenhauer advertia sobre certo tipo de pensar e aplicar a filosofia, muito em voga no pensamento universitário hegeliano, como nada mais sendo que "um polvo criando uma nuvem de obscuridade ao redor de si, nuvem à qual ninguém vê o que ele realmente é, contendo a legenda mea caligine tutus (fortalecido por minha própria obscuridade).

O lema é confundir, para não mudar o que precisa ser alterado e/ou resolvido.

Como filósofo...

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Perfeito ! Só falta agora criar o país das maravilhas para aplicar os seus conceitos.

Novilinguística

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

Há que se atentar para fórmula novilinguística - essa perigosa ferramenta sempre suspeita de falsidade, de imprecisão e de dupla intenção.

A retomada da retórica de cunho (a) (i) moral utilizada na segunda fase do julgamento do “mensalão”, mascarada de discurso político confrontativo e bélico de Carl Schimitt, demonstra o nível/decadência dos valores morais e políticos de certa comunidade e se reflete efetivamente na desvitalização da linguagem, evidenciando a correlação/interdependência entre linguagem, moral e política.

Essa instrumentalizada da linguagem é típica dos gurus da barbárie como Adolf Hitler (e seu concorrente Joseph Stalin), foi diagnosticada por GEORGE ORWELL:

“O grande inimigo da clareza na linguagem é a falta de sinceridade... A linguagem política é concebida para fazer com que as mentiras pareçam verdadeiras e que o assassinato pareça respeitável..."

Arremato:
<br/>com SEXTO EMPÍRICO, cuja posição é atualíssima - “Contra os retóricos”?:

“Ademais, ela também não é útil para as cidades, pois são as leis que mantêm as cidades unidas, e, assim como a alma perece quando o corpo perece, também as cidades são destruídas quando as leis são abolidas. ...”

Certos continuam os filósofos modernos ao observarem que a linguagem é o elemento da confusão e do engano.

Uma 'defesa judicial' fora dos autos....

Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil)

Eis aí, exposto neste articulado, o quê difere a defesa de um criminoso pé-de-chinelo e um criminoso de grosso calibre: a defesa daqueles se dá nos autos, perante um juiz entediado e gasoso, e que não tem a menor repercussão; já a defesa do criminosos de grosso calibre, a sua DEFESA (deve ser colocada assim, em letras altas) vem exposta das maneiras mais diversas, inclusive por meio de palestras, conferências e artigos lavrados a princípio descompromissadamente. É o que parece ser o caso do articulado, que sequer enrubesce ao aludir a uma comparação entre o REGIME POLÍTICO que ora vivemos, com aquele do REGIME MILITAR, para, por meio de entrelinhas justificar que o JUDICIÁRIO está aplicando a teoria penal do 'inimigo' aos acusados pela operação LAVA-JATO. Mas, por outro lado, até que caberia, sim, a aplicação dessa teoria (e não só aos acusados da LAVA-JATO), por um motivo muito simples: já não podemos, diante da escalada do CRIME, organizado ou não, usar dos instrumentos tradicionais na perspectiva de punir o criminoso: este, não é aquele da concepção individualista do direito penal francês que inspirou nosso direito penal de antigamente: já não há mais Jean Valjeant, personagem de 'Os miseráveis' de Victor Hugo, que fundamentou uma certa escola de direito. O CRIME é uma EMPRESA E O CRIMINOSOS É UM AGENTE QUE OPTOU POR ESSE MODO DE GANHAR A VIDA. Neste caso específico do LAVA-JATO, seus agentes (os acusados) são, sim, INIMIGOS nossos; eles têm PODER DE FOGO ilimitado (veja-se que esse caso abalou as estruturas de nossa ECONOMIA -- a presidente afirmou que esse caso fez diminuir em um por cento o PIB). E isto não exclui e não tem nada a ver com GARANTISMO.

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