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Segunda Leitura

Crise não deve desanimar jovens advogados e estudantes de Direito

Comentários de leitores

9 comentários

Nunca se roubou tão pouco

L. Nascimento (Outros)

Providencial o texto do lúcido articulista. Mas é bom que se pondere: NUNCA SE ROUBOU TÃO POUCO NO BRASIL, como nos últimos doze anos. Durante o regime de exceção (asquerosa ditadura militar), a corrupção grassava. Muitas organizações que hoje defendem o impedimento da legítima presidenta da República começaram seus bons negócios entre 64 e meados dos anos 70 (organizações Globo, por exemplo). Após a abertura política e nos anos 90 (Centrão, Sarney, Collor e anos FHC) a corrupção nunca foi fortemente apurada e investigada: tudo ia, celebremente, para debaixo do tapete, com algumas exceções raras. Collor foi pego por uma ninharia. Não havia ambiente político para sustentá-lo, tampouco ele tinha laços firmes com movimentos sociais (não tinha base social forte, como tem Dilma, ao contrário do que apregoa, falsamente, a mídia, hoje).
A mídia precisa de urgente e firme regulamentação econômica. Não pode uma única televisão ter a força que tem. Os tentáculos da Rede Globo cobrem todo o país, mesmo com o avanço da globosfera (blogs independentes, que furam o bloqueio da grande mídia). A União Europeia recomenda aos seus membros que façam a regulamentação da mídia, para que a democracia não fraqueje diante do poder de corporações de comunicação - como é o caso, cá entre nós, da família Marinho, entre outros cinco famílias.

Por fim, entre outras tantas observações que poderiam ser feitas, temos que o Procurador_Geral da República vem sendo indicado pelo Chefe do Executivo Federal de forma republicana: indicado pelos próprios pares (membros do MPF). Não há mais no Brasil Engavetadores-Gerais da República, desde 2003. Isto é de extrema relevância!
Que se apure toda corrupção. Toda ela. Egressa de TODOS os partidos, sem exceção!

Nunca se roubou tão pouco

L. Nascimento (Outros)

Providencial o texto do lúcido articulista. Mas é bom que se pondere que NUNCA SE ROUBOU TÃO POUCO NO BRASIL, como nos últimos doze anos. Durante o regime de exceção (asquerosa ditadura militar), a corrupção grassava. Muitas organizações que hoje defendem o impedimento da legítima presidenta da República começaram seus bons negócios entre 64 e meados dos anos 70 (organizações Globo, por exemplo). Após a abertura política e nos anos 90 (Centrão, Sarney, Collor e anos FHC) a corrupção nunca foi fortemente apurada e investigada: tudo ia, celebremente, para debaixo do tapete, com algumas exceções raras. Collor foi pego por uma ninharia. Não havia ambiente político para sustentá-lo, tampouco ele tinha laços firmes com movimentos sociais (não tinha base social forte, como tem Dilma, ao contrário do que apregoa, falsamente, a mídia, hoje).
A mídia precisa de urgente e firme regulamentação econômica. Não pode uma única televisão ter a força que tem. Os tentáculos da Rede Globo cobrem todo o país, mesmo com o avanço da globosfera (blogs independentes, que furam o bloqueio da grande mídia). A União Europeia recomenda aos seus membros que façam a regulamentação da mídia, para que a democracia não fraqueje diante do poder de corporações de comunicação - como é o caso, cá entre nós, da família Marinho, entre outros cinco famílias.

Por fim, entre outras tantas observações que poderiam ser feitas, temos que o Procurador_Geral da República vem sendo indicado pelo Chefe do Executivo Federal de forma republicana: indicado pelos próprios pares (membros do MPF). Não há mais no Brasil Engavetadores-Gerais da República, desde 2003. Isto é de extrema relevância!
Que se apure toda corrupção. Toda ela. Egressa de TODOS os partidos, sem exceção!

Muito providencial!

Kris Reis (Funcionário público)

Extremamente providencial este texto. É com sentimento de privilégio que fiz a leitura, logo agora que retornei para terminar o curso de direito que havia começado em 2002. Obrigada por compartilhar tão importante sentimento, que nos faz refletir e "ter bom ânimo" (como diz certa passagem bíblica). E obrigada ao meu prof. de dir. penal por nos guiar nesta caminhada.

Muito bom

Cataguara (Advogado Autônomo)

Sempre com textos ótimos.

Belo texto!

R. G. (Advogado Autônomo)

Muito interessante as colocações do articulista. Parabéns!

Tábua da salvação

PM-SC (Advogado Assalariado - Civil)

Quem estiver desorientado, pensativo, angustiado e sem forças para enfrentar as adversidades não desejadas que exsurgem das searas da educação, profissionalização e da reinante política adotada em seu país, poderá seguir o rumo indicado por Chiavenato e Sapiro (Elsevier, 2010) pela bandeira tremulando com os dizeres “Da intenção aos resultados”, depois da leitura do precioso artigo do professor Vladimir “Crise não deve desanimar jovens advogados e estudantes de Direito”.
Meu sempre lembrado mestre Vladimir, a sintetização do seu artigo é também uma bandeira entregue aos nossos jovens brasileiros: “Sintetizando, se o cenário político e econômico não é dos melhores, nem por isso se deve submergir em um baixo-astral. É preciso direcionar os olhos para os bons exemplos existentes no serviço público e na área privada, gente que cumpre seu dever com dignidade e eficiência. Manter a calma, capacitar-se, estabelecer prioridades são metas a serem perseguidas”.

Tim-tim...

Luciano Godoi (Outros)

Sempre nos brindando com bons textos...
obrigado

Um elogio.

EBDF (Professor)

O comentário que segue é mais um elogio à coluna que ao artigo em si. Sempre leio (embora não costume comentar) os artigos desta coluna, e o que me impressiona não são a maturidade e experiência do autor (ambas seriam de se esperar, tendo em vista a trajetória na magistratura e docência). Em verdade, o que chama minha atenção é o raro dom de conseguir dialogar com os mais jovens sobre problemas e circunstâncias atuais sem os preconceitos e paradigmas inquebráveis que muitas vezes contaminam o discurso conservador de alguém de uma geração anterior. Essa característica do discurso dos mais velhos faz com que nós, mais jovens, muitas vezes ignoremos valiosos conselhos daqueles que nos antecederam, pois sempre soam como sugestões fora de nosso tempo e realidade. E aí, ficamos na mera deferência quanto ao nome do "grande professor fulano", ou "grande desembargador aposentado beltrano". Contudo, em todas as colunas do professor Vladmir Passos de Freitas, percebo não somente a sensibilidade intergeracional no discurso, mas também como o autor consegue se desprender de estereótipos e corporativismos inerentes aos discursos de profissionais de carreiras jurídicas (que somente escrevem textos em defesa de garantias e remuneração da carreira, ignorando suas vicissitudes e desafios). Longe de fazer qualquer tipo de "puxa saquismo" ao autor (de quem eu eventualmente até posso vir a discordar), registro meus elogios e espero que continue com a mesma sensibilidade e equilíbrio. No meu caminho na docência e (espero, um dia) magistratura, espero poder fazer bom uso das lições aqui expostas.

A realidade para um recém-formado é desanimadora.

Nathália T. (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Sempre sonhei em cursar Direito, conclui a faculdade com muita dificuldade, especialmente, financeira; fui aprovada no exame de ordem antes mesmo de formar (o que não era nada mais que minha obrigação, diga-se de passagem, pois o exame de ordem não é esse monstro que todos apontam, mas os autos índices de reprovação é resultado da má-qualidade do ensino) enfim, agora formada e ávida para trabalhar na minha profissão, me deparei com um mercado saturado e por isso desvalorizado. Na minha região, os advogados "associados" recebem R$ 1.000,00 mensais, para cumprir uma jornada de 44h semanais; os clientes fazem leilão, pois infelizmente muitos colegas trabalham por preços irrisórios; quanto a captação de clientes e dinheiro para manter as despesas do seu próprio escritório é praticamente impossível.
É frustrante, você passar 5 anos se preparando para a profissão que você escolheu e não conseguir trabalhar e ganhar um salário que te faça sobreviver ou que lhe possibilite pagar o FIES que você contratou para conseguir estudar.
Como faz apenas 3 meses que me formei, estou procurando pensar que preciso ter paciência, perseverança e correr atrás. Evito ver o exemplo de alguns colegas que já se formaram há alguns anos e até hoje, não se não colocaram no mercado.

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