Consultor Jurídico

Direito na Europa

Por Aline Pinheiro

Blogs

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Crise na Advocacia

Bancas inglesas correm risco de falir com saída da Ordem em briga por assistência

Centenas de escritórios de Advocacia na Inglaterra podem ter de fechar suas portas em breve. A Ordem dos Advogados inglesa desistiu da guerra judicial contra a redução da assistência penitenciária, depois de sofrer uma derrota na Corte de Apelação. Com isso, apenas um terço do total de bancas escritas para defender pessoas carentes vai conseguir manter o serviço. As outras correm o risco de ir à falência, já que boa parte delas vive exclusivamente da assistência judiciária.

O anúncio da desistência foi feito na revista da Law Society of England and Wales. Segundo a entidade, a decisão da Corte de Apelação da semana passada, que manteve os cortes, é robusta o suficiente para inviabilizar um recurso à Suprema Corte do Reino Unido. A Ordem prometeu continuar batalhando, mas na base da conversa diretamente com o governo, e não mais na Justiça.

Com o fim da briga judicial, o corte na assistência judiciária já começa a valer. Em vez de 1,6 mil bancas cadastradas para prestar o serviço, o governo agora só vai aceitar 527 escritórios. O prazo para os interessados lutarem por uma vaga já está aberto e vai até maio. Além disso, também deve ser colocada em prática nova redução dos honorários advocatícios.

Topo da página

Revista Consultor Jurídico, 3 de abril de 2015, 8h53

Comentários de leitores

3 comentários

Quem sofre é a população

GCS (Defensor Público Estadual)

Com uma simples canetada o governo demonstra que quem manda na Inglaterra é o dinheiro e não os direitos. Esse é o fundamento da necessidade de defensoria estruturada e autônoma. Vejam o que ocorreu com o sistema que a Ana Lúcia /Daniel quer instituir no Brasil. A crise econômica sempre prejudica os carentes. Ninguém reclama quando reduzem ipi de carros, mas sempre gritam quando gastam mais com a defesa da pessoa hipossuficiente.

Quem sofre é a população

GCS (Defensor Público Estadual)

Com uma simples canetada o governo demonstra que quem manda na Inglaterra é o dinheiro e não os direitos. Esse é o fundamento da necessidade de defensoria estruturada e autônoma. Vejam o que ocorreu com o sistema que a Ana Lúcia /Daniel quer instituir no Brasil. A crise econômica sempre prejudica os carentes. Ninguém reclama quando reduzem ipi de carros, mas sempre gritam quando gastam mais com a defesa da pessoa hipossuficiente.

No Brasil a Defensoria quer monopólio de pobre

analucia (Bacharel - Família)

No Brasil a Defensoria quer monopólio de pobre.

Em suma, este discurso de "ajudar pobres", mantém muita gente da área jurídica na mordomia. Ou seja, os pobres sustentam a mordomia das "classes superiores", tanto no Brasil como na Inglaterra.

Comentários encerrados em 11/04/2015.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.