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Cultura machista

Participação política da mulher no Brasil não merece maiores festejos

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Comentários de leitores

4 comentários

A desigualdade política traz desigualdade social

Ivy Farias (Jornalista)

Bom dia a tod@,

Gostaria de parabenizar a autora e este site por publicar texto que aborda uma questão tão óbvia, mas que tem passado batido.

Preciso, porém, dizer que as mulheres não reclamam: elas buscam seus direitos. Sua participação minoritária em nada tem a ver com competência. Muito pelo contrário pois há estudos do Banco Mundial que demonstram que uma sociedade com mais mulheres participantes do processo legislativo há mais políticas de desenvolvimento social já que as mesmas não se preocupam apenas com uma ou outra questão e sim com a promoção de todo um cenário para melhoria das condições de vida.

A política de cotas é, infelizmente, necessária. O ideal é que as mulheres naturalmente estivessem envolvidas e os partidos não barrassem suas candidaturas caso estas passem de 30%.

Além disso, algo a um ponto importante a ser discutido pela sociedade. O que é melhor: uma mulher que não faz piadas da política e com propostas coerentes ou um palhaço que entra em rede nacional dizendo "vote em branco, eu tô de branco"?

Pelo em ovo

Paulo H. (Advogado Autônomo)

Com todas às vênias à ilustre articulista, mas não vejo nenhum problema com o sexo dos representantes do povo, se majoritariamente são homens, ou se fossem mulheres, que importa?

Por outro lado, na minha compreensão, é de todo natural que nas mais diversas áreas ora predominem (numericamente) homens, ora mulheres, ou que haja uma proporção próxima à igualdade. O que não é da natureza das coisas, o que é artificial e forçado, é pretender que em todos os setores haja sempre uma proporção numérica "igualitária" entre homens e mulheres.

Creio que....

preocupante (Delegado de Polícia Estadual)

Creio que se as mulheres demonstrassem um comportamento diferenciado dos homens na gestão da coisa pública e como representantes do povo no legislativo, demonstrando competência administrativa, honestidade e trabalho em prol do bem comum, não precisaria de cotas e nem temer represálias "machistas' na política. Isto porque os eleitores (masculinos ou femininos) votariam em massa nelas e não neles. Eu seria um dos primeiros.

Mais do mesmo

preocupante (Delegado de Polícia Estadual)

As mulheres não podem culpar o comportamento machista pela baixa taxa de eleitas a cada eleição comparando com a taxa de homens. O principal motivo, diga-se, é que as mulheres têm decepcionado na gestão política tanto ou mais do que os homens. Digo isso tomando como exemplo a atual Presidente da República que tem demonstrado, não sei se por incompetência ou maldado motivada por questão ideológica, está fazendo uma péssima gestão. A título de exemplo, vejam o nível de corrupção a que chegou seu governo; vejam o caos nas questões da educação de péssima qualidade, da insegurança pública, da saúde pública (e até a pirvada) na CTI, milhares de pessoas humildes morrendo à mingua por falta de atendimento, o gravíssimo problema de infraestrutura para escoar a produção industrial, agrícola, etc, do desmonte do plano real e o consequente aumento da inflação. No município onde nasci, a algumas dezenas de quilômetros de João Pessoa, PB, a primeira e até agora única prefeita fez a pio administração já conhecida naquela pacata cidade, onde nada realizou para beneficiar a população. Por outro lado, terminou o mandato milionária, graças a corrupção (peculato, fraude em licitação, improbidade administrativa, etc). Aqui no Rio Grande do Norte a atual governadora está finalizando seu mandato com um dos piores índices de aprovação, graças, também a incompetência e a corrupção generalizada no governo. A mídia local e nacional tem demonstrado o que estou dizendo. A última prefeita que o eleitor natalense teve a infelicidade de eleger fez a pior gestão que a história já registrou, com completa incompetência administrativa - ruas esburacadas, o lixo sem ser recolhido a pondo de a cidade ter se tornado um grande lixão, completo caos administrativo e corrupção desenfreada.

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