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Jubileu de prata

Ministros homenageiam Celso de Mello pelos 25 anos de atuação no STF

Os ministros que compõem a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal homenagearam, no final da sessão de julgamento desta terça-feira (2/9), o ministro Celso de Mello (foto) pelos 25 anos de atuação na Corte, completados no último dia 17 de agosto.

O ministro Gilmar Mendes deu início às homenagens, e afirmou que o decano é um dos mais completos juízes a integrar o STF em todos os tempos. “Tem dado uma colaboração vital para a jurisprudência constitucional, especialmente pós 88, em que tem atuado de forma tão criativa, trazendo subsídios de constitucionalismo brasileiro, visitando todas as nossas construções, e também do constitucionalismo em geral”, disse.

O presidente da 2ª Turma, ministro Teori Zavascki, disse ser admirador permanente do trabalho do colega. "Para mim, privar agora da convivência diária do ministro Celso, representa motivo de grande honra.”

Em nome do Ministério Público Federal, o subprocurador-geral da República, Odim Brandão Ferreira, disse que Mello tem “empenho juvenil” nas causas. “Não pode haver motivo de satisfação maior de alguém que tem sua causa julgada no STF saber que o decano do Tribunal se importa com ela como se fosse sua primeira causa”, afirmou.

O homenageado agradeceu as palavras a ele dedicadas e afirmou ser um grande privilégio poder participar do convívio dos ministros, representantes do Ministério Público e advogados ao longo desses 25 anos. “Para mim tem sido motivo de constante enriquecimento. É uma forma de aprender com as lições ministradas nos votos tão substanciosos, nos doutos pareceres e nas peças processuais produzidas”, afirmou. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.

Revista Consultor Jurídico, 2 de setembro de 2014, 21h00

Comentários de leitores

1 comentário

Em tempos de eleição...

Bruno F. Vieira (Estudante de Direito)

Dizem que um bom político nunca anda sozinho. E quanto a um ministro do STF?

Pois eis que em São Paulo, aguardando o embarque para o meu vôo de volta à Brasília avisto na mesma fila, o decano da corte, Ministro Celso de Mello, esperando – sozinho – na fila a hora de embarcar. Sem a toga claro, Mello esperava como tantos outros “anônimos” no lotado aeroporto. Aliás, para ser mais preciso, o ministro estava no final da fila, muito atrás dos passageiros prioritários e mesmo de passageiros VIPs, portadores de cartões de platina e congêneres.

Não estou somente exaltando a atitude do ministro em não furar filas ou embarcar em jatinhos particulares. Não estou louvando o fato do ministro ter consciência de que seu cargo exige discrição e não holofotes. Ou ainda que é possível ser contundente sem perder de vista a etiqueta e o respeito (uma virtude tão necessária num órgão colegiado). Não estou enaltecendo a virtude do ministro em escolher ser previsível e hostilizado ante a possibilidade de ser tornar um falso herói.

Vê-lo esperando solitária e solidariamente na fila encheu-me de orgulho justamente pelo fato dele ser mais um entre centenas naquele saguão e ao mesmo tempo ser um dos mais lúcidos ministros da Suprema Corte. Um defensor de direitos e garantias fundamentais mas sobretudo um juiz preocupado com sua principal tarefa: proferir votos com coerência e integridade.

Quantos Celsos haveriam ali no saguão? E no Brasil? Roguemos para que os espaços e a esfera pública deste país sejam tomadas por gente do quilate de Celso de Mello, Eduardo Campos, e Ulysses Guimarães! Que assim seja.

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