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Inversão de valores

Suzane Richthofen mostrou que vivemos em uma sociedade vingativa e violenta

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Comentários de leitores

6 comentários

Correto

Cavv (Advogado Sócio de Escritório)

O articulista merece aplausos. Há que se ter coragem para sustentar a posição legalista frente a populista. As mudanças devem ocorrer na eficiência e rapidez na aplicação da justiça, não na inócua mudança (agravamento) da lei. Parabéns Dr. Euro, seu artigo traz luzes onde predominam trevas.

Em todo lugar

preocupante (Delegado de Polícia Estadual)

Não é só no Brasil que crimes hediondos, como o praticado por essa jovem, causam repulsa na maioria das pessoas. Isso é em qualquer lugar deste mundo chamado Terra.
Hoje, em razão do progresso educacional impulsionado pelo poder da mídia eletrônica com WEB (tvs, celulares, smartphones, computadores, etc...), toda pessoa acima de dez anos de idade sabe das consequências penais e sociais da prática de um crime, sobretudo de for ele grave/hediondo. A grande pergunta que talvez não queira calar é: por que, mesmo assim, algumas pessoas insistem friamente/calculadamente em praticá-los, e não estão nem aí para as consequências dessa conduta? Creio que certamente por se sentirem protegidas pelo "Estado de Direito Contemporâneo" que, mesmo na hipótese de uma punição efetiva (o que é raríssimo - diz as estatísticas ser de aproximadamente 10% do total de crimes graves praticados no Brasil), mesmo assim a sanção não produz o efeito minimamente desejado no sentido do (a) criminoso (a) se sentir punido, tanto que, acho (é achismo mesmo, uma vez que nesse momento não disponho de dado estatístico confiável) mais de 90% dos delinquentes voltam a praticar os mesmos e outros delitos depois de terem cumprido suas penas. Discutir esse tema do posto de vista teórico é muito pomposo, mas quando se debruça das tragédias das vítimas do mundo real, se se deixar a razão de lado e se sensibilizar com elas, provoca tristeza, desengano e revolta.

Hipocrisia

CAFILGUEIRAS (Advogado Autônomo - Civil)

Realmente, no Brasil parece que o rabo está abanando o cachorro. A sociedade, na visão dos criminalistas de porta de cadeia é sempre a responsável pelas atrocidades que são contra ela cometidas por toda espécie de degenerados protegidos por leis imbecís, inócuas, e, portanto, injustas tanto quanto o são a maioria dos responsáveis pelos critérios que põem na rua criminosos que a sociedade é forçada a sustentar economicamente e que lá deveriam apodrecer. A única vantagem de se perder tempo lendo um artigo esdrúxulo como este está nos comentários de pessoas que ainda mantêm o bom senso e a correta escala de valores. Como dizia um delegado que já se foi... "bandido bom é bandido morto". Muito justo.

Galhofa

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

....A questão não é mais a gravidade do crime que ela praticou (....). Suzane está com medo de ir para a rua, cheia de pessoas do povo, vingativas, perigosas e prontas para atacá-la. Pode parar. Que saudade do tempo da ditadura quando alguns textos eram substituídos por "receitas de bolo". (Obs. só tenho saudade das receitas).

Errado

Veritas veritas (Outros)

O artigo repisa a visão míope da advocacia criminalista, em geral: no Brasil, não é "a sociedade" violenta. Há os violentos. E são estes bandidos tratados com brandura única (nada nem de longe parecido com "vingança").
Enfim, o artigo erra o alvo de forma tão evidente, que paro por aqui.

O articulista

Observador.. (Economista)

Esqueceu de citar que a Revolução Francesa organizou as leis ao custo de diversas cabeças, julgamentos sumários e mortes aos borbotões.
Fora isso, querer que nossas leis sejam mais justas e nosso sistema penal seja menos permissivo, nada tem a ver com sentimento de vingança.Esta falácia foi criada para manipular corações e mentes fracas que acabam inibidas em se indignar com o mar de sangue que corre no Brasil; com o fato de criminosos cometerem crimes bárbaros e, ainda jovens, alcançarem as ruas novamente.
A moça citada matou os pais de forma covarde e cruel. Deveria pegar uma pena, em instituição correcional decente, que fosse proporcional a isto.
Mas não se investe em cadeias, não temos um sistema penal ao menos razoável e coloca-se a culpa na sociedade.
Só pode ser piada, com as devidas vênias.
A sociedade não é vingativa.Está cansada de ser caçada na ruas, queimada, arrastada, atropelada (alguns tendo o braço jogado no rio, mostrando o apreço do facínora pela dignidade humana) afogada, morta a bala, faca e por aí vai, vendo que NADA ou muito pouco acontece.
É só isso. O dia que, em Bruzundanga, tivermos leis, cadeias e penas decentes, que lembrem que a vítima (antes de ser barbaramente morta) também possui dignidade humana, aí sim, seremos um país civilizado.
Não através de manipulações retóricas que oferecem o mais do mesmo.

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