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Vale-tudo eleitoral

Informações falsas em redes sociais são usadas como armas em jogo político

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O domingo de eleição (26/10) começou com a veiculação, nas redes sociais, da notícia de que o doleiro Alberto Youssef, um dos delatores do esquema de corrupção na Petrobras, morrera vítima de envenenamento. O desmentido veio na sequência, pela Polícia Federal. Mesmo assim, não a tempo de evitar a contrainformação. Até o início da tarde, internautas ainda incrédulos questionavam em seus perfis se o fato realmente procedia.

A intensa polarização entre os candidatos do PT e PSDB, o uso ostensivo do marketing de imagem e a predominância dos ataques pessoais marcaram a corrida presidencial de 2014. Mas, em eleições no melhor estilo "vale-tudo", outro instrumento acabou por chamar a atenção: as mídias sociais.

A rede foi pequena para tantas manifestações. Nela, encontra-se tudo: de "memes" que satirizam os candidatos a informações nem sempre verdadeiras, com o fim de nortear ou enganar os eleitores. A notícia sobre Youssef, que, segundo informações confirmadas pela Polícia Federal, havia sido internado por causa de um problema cardíaco, é o exemplo mais recente.

A notícia diz que o doleiro fora envenenado na carceragem da Polícia Federal e atribui o fim do delator a mais um caso de "queima de arquivo". Uma página falsa atribuída ao portal G1 chegou a ser montada e a imagem passou a circular no Facebook e nos Whatsapp a fim de dar credibilidade à informação. A PF decidiu levar o caso à Justiça Eleitoral.

Recentemente, um dos responsáveis por cuidar das redes sociais nas campanhas tucanas foi acusado de divulgar notícia falsa de que apenas os eleitores de Aécio Neves deveriam ir às ruas no dia 26 de outubro, pois os apoiadores de Dilma Rousseff só votariam no dia 2 de novembro, "para evitar confrontos violentos". O post teria atribuído a decisão ao Tribunal Superior Eleitoral.

Leia abaixo a mensagem sobre o doleiro que circulou na internet:

URGENTE - O doleiro Alberto Youssef acaba de FALECER depois de ser levado a um hospital na tarde deste sábado (25), em Curitiba.

O Dr. Gileno Setubal, plantonista informou a dois jornalistas que faziam plantão no local, o óbito. Por recomendação expressa de uma pessoa desconhecida, após ter feito o comunicado foi proibida que a informação seja divulgada até o final da votação neste domingo.

Assim como no caso Celso Daniel o PT providenciou uma queima de arquivo. Provavelmente o doleiro faleceu por envenenamento e não por enfarte como será anunciado domingo pela noite. O mesmo PT que neste sábado fez um ato de vandalismo na sede da editora Abril, acaba de realizar mais um crime. Queima de arquivo contra quem poderia depois de apresentadas as provas arruinar com a provável eleição de Dilma.

Não sei se é tempo útil, mas tente repassar esta mensagem para o máximo de eleitores. Não podemos votar o 13 neste domingo. É endossar além da corrupção, a segunda morte de quem sabia demais. Isso é usado no oriente médio, e em ditaduras. Estou chocado.

Roberto Feldmen - Jornalista - DRT 0765

 é correspondente da ConJur no Rio de Janeiro.

Revista Consultor Jurídico, 26 de outubro de 2014, 15h21

Comentários de leitores

1 comentário

Tendenciosa?

preocupante (Delegado de Polícia Estadual)

Não se endenciosa ou não mas o artigo só citou exemplos relacionados à candidatura de Aécio, quando o Brasil todo sabe que o PT dispôs de um exército de simpatizantes criando, montando e distribuindo vídeos ofensivos à imagem e honra do candidato Aécio. Teria sido mera coincidência?

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