Consultor Jurídico

Artigos

“Reposição por canetaço”

Renuncio ao auxílio-moradia, fruto da briga entre Executivo e Judiciário

Comentários de leitores

17 comentários

Boa atitude

preocupante (Delegado de Polícia Estadual)

Se o poder judiciário tivesse 51% de magistrados honrados como esse, o órgão a que pertence seria outro (muito melhor) e o Brasil seria outro (muito melhor).

Parabéns!

João Yuji Moraes e Silva (Advogado Autônomo - Internet e Tecnologia)

Parabéns ao Magistrado pela nobre atitude, ainda há esperança no Judiciário!

Psicopatia?

N. Abreu (Advogado Sócio de Escritório)

Parabéns ao ilustre Dr. Celso Fernando Karsburg, juiz do Trabalho em Santa Cruz do Sul (RS) - que não conheço nem sei como costuma decidir em sua judicatura.
O que leio acima, contudo, é suficiente para conquistar minha admiração.
Ando verdadeiramente cansado de assistir - impotente - magistrados agirem como querem simplesmente porque têm poder - o mesmo poder que ninguém mais tem de decidir e ao fazer justiça, melhorara vida alheia, ou na hipótese oposta, tornar a vida do jurisdicionado um verdadeiro inferno.
O pior de tudo, ao meu ver, é que aquele que assim agem, o fazem sem "nenhum pingo" de remorso, assemelhando-se a verdadeiros psicopatas - com todo o respeito aos que não se enquadram nesta figura de imagem.
Ora!, como é possível que se institua um "benefício" como o que é criticado no contundente desabafo do brilhante magistrado?
Saiba que o desalento relatado em seu artigo, Dr. Celso, não é apenas seu e - digo por mim -, diminue a admiração e o respeito que aqueles que se beneficiem poderiam ter.

Parabéns

LeandroRoth (Oficial de Justiça)

Muito nobre a atitude do juiz. No Distrito Federal, com atitudes de semelhante honestidade, o deputado Reguffe se elegeu Senador com quase 60% dos votos com pouquíssimo dinheiro de campanha (vencendo Magela, candidato do Lula, que gastou rios de dinheiro).
.
Porém, como dentro do Judiciário o voto popular não faz nenhuma diferença, acho que tudo o que esse grande magistrado vai conseguir é o ódio dos colegas...
.
Confesso que como servidor público não sei se eu teria força de vontade suficiente pra renunciar a um benefício (e meu salário não é de juiz federal). Mas em um país em que faltam leitos de hospital, e as pessoas morrem dentro da ambulância, literalmente, porque não tem vaga no nosocômio, acho muito íntegra e louvável a atitude do juiz articulista.
.
Valorização não é só dinheiro. É também o Judiciário ser apreciado pela opinião popular e fazer valer a força de suas decisões.

Classe desunida

Leitor - ASO (Outros)

O maior problema da magistratura é a desunião e a falta de senso corporativo. Os tão propalados pesos e contra pesos a serem exercidos pelos poderes exigem ações efetivas de autopreservação. Não adianta dizer: é uma injustiça o que estão fazendo com o Poder Judiciário, mas continuar se comportando como "gado indo para o abate". Não funciona apenas expressar indignação. A grande justificativa para não CUMPRIR A CONSTITUIÇÃO(que determina o reajuste geral e anual) é de que isso produzirá efeito cascata. Essa conversa é "cascata" prá boi dormir. O STF achou uma alternativa PARA FAZER CUMPRIR A CARTA CONSTITUCIONAL e preservar o Poder Judiciário frente aos demais Poderes. O Legislativo dá o próprio reajuste e o executivo faz o que quer com o Congresso. Acordem, senhores magistrados, o direito é uma criação direcionada à realidade, e não o contrário.

Trombeta e desinformação

Levoratto (Outros)

O ilustre magistrado não deve ter lido a liminar do STF nem a Resolução do CNJ. Foi reconhecido um direito previsto em Lei Complementar, cuja percepção é dependente de requerimento. Para quem não precisa ou não quer, basta não requerer. Outros, mais nobres, podem requerer e fazer sua doação para a Santa Casa ou outra instituição filantrópica. Os Evangelhos ensinam que ao fazer o bem com uma mão que a outra não veja. Fora isso, sou cético em relação ao altruísmo individual que desconsidera que a maioria dos juízes do Brasil são honestos e vivem exclusivamente do seu salário, defasado no seu poder de compra e de custo apequenado diante dos rombos assustadores e bilionários na bolsa da viúva a pretexto da Copa do Mundo (que foi uma vergonha) e do patrimônio da Petrobrás e tantas outras empresas públicas. Digno é o obreiro do seu salário.

Celso Fernando Karsburg juiz do Trabalho.

Renato Adv. (Advogado Autônomo - Civil)

Do senhor Juiz do Trabalho Celso Fernando Karsburg de Santa Cruz do Sul (RS).
Parabéns senhor Juiz Celso a renunciar sobre a questão vergonhosa do auxilio moradia, desejo ver muitos outros mais tendo essa atitude corajosa e respeitosa para com o cidadão que muito trabalha e muito pouco recebe, com exceção de muitos funcionários de elite da PETROBRAS / PT.
Outra observação:
São voltados para algumas pessoas que comentam e criticam a atitude e a maneira do Juiz montar e explanar as razões de sua renúncia no CONJUR.
Sujeitos grosseiros, explico: Se o Juiz ou qualquer outra pessoa não ser transparente no que diz e nas suas ações, é ruim ou quer esconder algo, se é claro, objetivo, franco e honesto, é por que quer aparecer, ora bolas caros comentaristas, creio, que vocês deveriam se mudar para Cuba ou para a Coreia do Norte, pois ali, nada e ninguém pode se manifestar e abrir a boca conforme as suas convicções morais e pessoais, assim estaria bom para os senhores críticos de plantão.
Não se preocupe senhor Juiz Celso Fernando Karsburg, pois a democracia é assim mesmo, ou seja, alguns a favor outros contra.
Parabéns Juiz Celso, atitude exemplar.
Renato Carlos Pavanelli.

Sem discrição, não vale!

mfontam (Advogado Sócio de Escritório - Administrativa)

Esse magistrado quase mereceria ser elogiado, mas por ter dado ampla publicidade de seu ato, muito além do que deveria, deixou dúvidas da motivação de sua atitude. Atos dessa natureza devem ser discretos, sem estardalhaços ou sensacionalismos. Por isso, não considero que mereça qualquer elogio por parte da sociedade.

Parabéns ao magistrado!

Suzana Proc (Procurador Federal)

Parabéns a este magistrado que, antes de tudo, mostrou ser corajoso e extremamente razoável.
Recomendo a seguinte leitura: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/05/1456097-procurador-geral-investiga-auxilio-moradia.shtml

Curioso !

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

É curioso mas as vezes uma pequena parte de um todo consegue ser mais importante do que o próprio todo. Ver esse pronunciamento vindo de um Juiz ( em ultima "ratio" beneficiário deste auxílio) abrindo mão dele, me incentiva a continuar advogando e me faz crer que podemos fazer deste país um lugar bem melhor. Parabéns, Insigne Magistrado.

Vigilância

Gustavo P (Outros)

Prezado articulista Celso Fernando Karsburg :

Por gentileza, apenas para manter a coerência, vc pode também renunciar ao vale-alimentação e aos 60 dias de férias?

Além disso, por óbvio, prometeu e penhorou a palavra de honra, agora deve cumprir: veremos, na transparência pública, ao longo dos meses seguintes, se o 'nobre' magistrado realmente renunciou ao auxílio-moradia.

No mais, aconselho ao 'republicano do mês' que compre uma confortável poltrona, para esperar sentado a mera correção do seu subsídio, que jamais irá sair.

Vinícius Abreu

Gustavo P (Outros)

Perfeita análise.

Veja como é engraçado: juiz bom só é aquele que faz voto de pobreza, pois ai não gera INVEJA.

E foi pra galera!

Vinícius Abreu (Outros)

Se ele renunciasse ao salário, então, a galera iria ao delírio.
Mini projeto de Eliana Calmon detected.

Parabéns

Carlos André Studart Pereira (Procurador Federal)

Parabéns ao nobre magistrado!

Espírito republicano

JUNIOR - CONSULTOR NEGÓCIOS (Professor)

Eis aí um Juiz (com letra maiúscula) com verdadeiro espírito republicano.

Migalhas

Observador.. (Economista)

Respeitosamente, sem entrar no mérito do que é certo ou errado (em um país pobre), acho que não devemos tratar nenhum dinheiro público como migalhas.Precisamos, todos, mudar o Brasil.
Assim penso.

Parabéns

Bernardo Vieira (Estudante de Direito)

Deveras digna, sua atitude. A partir do momento em que o PJ, responsável pela interpretação e aplicação das leis, deixa de observá-las em detrimento próprio, o estado perde sua aura democrática. Afinal, nem tudo está perdido.

Comentar

Comentários encerrados em 18/10/2014.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.