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Distribuição vetada

Lei que proíbe sacolas plásticas em São Paulo volta a valer, decide TJ-SP

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Comentários de leitores

10 comentários

Sou contra

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Sem querer ingressar aqui no mérito da questão jurídica, sou radicalmente contra o uso das famigeradas "sacolinhas" em supermercados. Basta olhar para qualquer caixa para se verificar que 90% do tempo que o consumidor passa ali é direcionado a abrir "sacolinhas" e acondicionar produtos, enquanto os demais ficam esperando na fila. Existe uma "sacolona" que os próprios supermercados vendem pelo preço de 4 ou 5 reais que resolve a questão. Como são grandes, o acondicionamento dos produtos é rápido, mas como metade do povo brasileiro vive de bolsa família ou é funcionário público, com todo o tempo do mundo para ficar abrindo "sacolinhas", ninguém quer gastar os 4 ou 5 reais com a "sacolona", que dura vários anos. Que se proíba essas "sacolinhas" que só servem para dar trabalho e se libere os consumidores dessa famigerada perda de tempo.

É a orgia ambientalista!!!

Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil)

Esse ambientalismo brasileiro, tosco, torto, canhestra, vergonhoso, em suma: terceiro-mundista, na acepção de querer copiar o que se faz noutras plagas, é por demais deletério. E, sobretudo, camufla o que está (ou pode estar) por trás dessas medidas, ditas eugênicas ao meio-ambiente: no caso, o ganho dos supermercados que deixarão de comprar as tais sacolas (eles serão, por acaso, obrigados a fornecer embalagens aos produtos que vendem? Já se viu que eles passaram a vender sacolas aos lientes...veja-se que alguém ganhou muito com essa legislação, agora apoiada ingenuamente pelo judiciário). Eu não acredito em nenhuma 'boa idéia' nesses propósitos ambientalistas: o mesmo ocorreu com a proibição do fumo em lugares públicos (uma medida certa, mas que poderia sofrer ajustes para garantir aos fumantes locais apropriados): acredito que alguma negociação, por trás dessa medida, não deu certo...algum dia saberemos!

Grandes interesses n/ podem ser contrariados

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

É o Judiciário Brasileiro seguindo a tradição.

Não dá para entender

Gusto (Advogado Autônomo - Financeiro)

Lamentavelmente, o Judiciário, a cada dia aos olhos dos jurisdicionados, e também da comunidade jurídica, principalmente os advogados, vem se mostrando mais parelho a zona de meretrício do que um Poder da República. Não é possível e não dá para entender como se muda de entendimento de uma hora para outra, cada um (juiz, desembargador, ministro) faz o que quer, na hora que quer e como quer, e todo o resto segue como cordeirinhos atendendo ao pastor. O pior não é isso: nessa nefasta decisão, apenas esqueceram-se da população, aqueles que usufruem, mediante pagamento, dos produtos dos supermercados. Vão carregar as compras onde? Talvez o Judiciário ceda seus suntuosos automóveis para se fazer de carreto...

Sacolas

W H Pingo (Funcionário público)

Onde está o ganho ambiental? O que usarão pra descartar o lixo doméstico? Vão jogar no vaso e dar descarga? NÃO. USARÃO SACOS PLÁSTICOS QUE TERÃO QUE PAGAR. E O PESO DO PLÁSTICO NO MEIO AMBIENTE AUMENTA. Um saco (comprado) para por lixo tem peso 2 ou 3 vezes maior que as sacolinhas grátis. Vai acumular lixo em casa para aproveitar o saco? Cuidado com as bactérias.

Srs candidatos...nem uma só palavra sobre o Judiciário...

Mig77 (Publicitário)

O judiciário não recebeu sequer uma crítica nos debates para presidente da república nessas eleições.O judiciário reina absoluto, com salários gigantes e carimbos sempre molhados para sentenças trabalhistas céleres a favor dos juízes.A sacola do supermercado??? Ora ...são só sacolas plásticas !!!

Estadual

Resec (Advogado Autônomo)

Uma lei estadual resolveria de vez o problema.

Realidade

Roberto Carlos Parcianello (Outros)

É bastante cômodo carregar nossas compras nas sacolinhas, eu mesmo, por comodidade, não dispenso a sacolinha. Não queremos saber o quanto elas poluem o meio ambiente, o quanto abarrotam lixões, mananciais, degradando o meio ambiente e por aí a fora, afinal de contas nem moramos perto deles. É duro encarar a realidade, mas é preciso haver mudança no hábito. Constatei que a ilusão começa quando acreditamos no hábito e termina quando detectamos a nossa "real" realidade. O ego não gosta de cair em si, ele gosta mesmo é do hábito que o confirma e o afirma. Na verdade nem precisaríamos de decisões judiciais, mas qual é a sua realidade?

Sacolas

claudenir (Outros)

Bom dia a todos.

Depois de várias decisões a favor agora essa contra.
Eu nao sou do direito mas da pra ver claramente que esse nosso judiciário é uma piada.

a a todos.

Um mundo de ilusões...

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Quer dizer que outras "42 (decisões) anteriores" sobre a matéria divergiram na conclusão acerca de leis semelhantes? Somente o consumidor paulistano será "diferente" dos consumidores de outros 42 municípios? Muito interessante!
E o "castelo de ilusões" sobre a justiça e a igualdade vai se desfazendo a cada decisão...
De centavo em centavo (já embutido no preço final das ditas sacolas) os grandes bancos e redes varejistas vão enchendo o "papo"...
E se precisar passar no mercado ao final do dia, carregue o pote de margarina no seu bolso...

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