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Eleições 2014

Dez senadores tentam reeleição, mas somente cinco conseguem

Das 27 cadeiras em jogo nas eleições deste domingo (5/10) para o Senado, dez pertenciam a senadores que tentaram a reeleição. Desses, cinco renovaram os mandatos por oito anos: Alvaro Dias (PSDB-PR), que venceu com 77% dos votos válidos, Fernando Collor (PTB-AL), Kátia Abreu (PMDB-TO), Maria do Carmo Alves (DEM-RN) e Acir Gurgacz (PDT-RO).

Entre os senadores que tentaram a reeleição e não conseguiram estão Eduardo Suplicy (PT-SP) e Pedro Simon (PMDB-RS), que, juntos, somam 60 anos de atuação no Senado. Suplicy, na Casa há três mandatos, foi derrotado pelo ex-governador de São Paulo e ex-presidenciável José Serra (PSDB-SP), que também passou pelo Senado, entre 1995 e 2003.

Já Simon foi um candidato de última hora. Ele, que havia anunciado que não concorreria, assumiu a candidatura que era de Beto Albuquerque (PSB-RS), convidado a concorrer na chapa presidencial de Marina Silva (PSB-AC) como vice. Sem uma campanha forte, Simon ficou em terceiro numa disputa acirrada, que envolveu o o ex-governador Olívio Dutra (PT-RS) e o jornalista Lasier Martins (PDT-RS), estreante na política. Martins acabou eleito por uma diferença de apenas dois pontos percentuais.

Os outros senadores que não se reelegeram foram Mário Couto (PSDB-PA), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) e Gim (PTB-DF). Couto chegou a ser líder de seu partido no Senado e ficou na Casa por um mandato. Mozarildo estava há dois. Gim começou como suplente e, em 2009, assumiu o mandato de Joaquim Roriz, que renunciou.

Mário Couto será substituído por Paulo Rocha (PT-PA), ex-deputado federal que chegou a ser citado na Ação Penal 470, o processo do mensalão, sendo absolvido pelo Supremo Tribunal Federal.

O substituto de Gim será o deputado federal Reguffe (PDT-DF), que foi o parlamentar com maior votação proporcional nas eleições de quatro anos atrás. Já Mozarildo, que ficou em quarto lugar na eleição, dará lugar a Telmário Mota (PDT-RR), ainda desconhecido em nível nacional e cujo único mandato foi o de vereador em Boa Vista.

Da Câmara para o Senado
Paulo Rocha e Reguffe são apenas dois dos novos senadores que tiveram mandatos de deputado federal recentemente ou ainda têm. Nove dos eleitos do domingo, exatamente um terço das vagas em jogo, apresentam essa característica.

Ronaldo Caiado (DEM-GO), deputado há quatro legislaturas e que tem em seu currículo uma campanha presidencial, em 1989, ocupará a cadeira de Cyro Miranda (PSDB-GO). O ex-jogador de futebol Romário (PSB-RJ), deputado com um mandato, será senador na vaga de Francisco Dornelles (PP-RJ), candidato a vice-governador na chapa de Pezão, no Rio de Janeiro.

Duas deputadas chegam substituindo senadoras. Rose de Freitas (PMDB-ES), que em 2011 tornou-se a primeira mulher a participar da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, entrará no lugar de Ana Rita (PT-ES). Já Fátima Bezerra (PT-RN) ocupará o posto de Ivonete Dantas (PMDB-RN).

Os outros três deputados federais que tomarão assento no Senado a partir de 2015 são Wellington Fagundes (PR-MT), no lugar de Jayme Campos (DEM-MT); Davi Alcolumbre (DEM-AP), substituindo José Sarney (PMDB-AP); e Gladson Cameli (PP-AC), na saída de Anibal Diniz (PT-AC).

Alcolumbre e Cameli baterão uma marca quando tomarem posse, em 1º de fevereiro de 2015: passarão a ser os senadores mais novos da Casa. Atualmente essa condição pertence a Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que tem 41 anos e foi empossado com 38. Alcolumbre tem 37 anos e Cameli, 36 — idades que manterão até a data da posse. A idade mínima constitucional para um cidadão lançar-se candidato a senador é de 35 anos.

Vindos do Executivo
Há também os casos de novos senadores que vêm do Poder Executivo. Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Omar Aziz (PSD-AM) são os dois governadores que renunciaram a seus mandatos para concorrer ao Senado, e tiveram sucesso. Eles substituem, respectivamente, Antônio Aureliano (PSDB-MG) e Alfredo Nascimento (PR-AM).

Otto Alencar (PSD-BA) deixou o posto de vice-governador da Bahia para se candidatar. Conquistou vitória surpreendente sobre Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e substituirá João Durval (PDT-BA). Outro vice que chega para ocupar uma cadeira é Roberto Rocha (PSB-MA), vice-prefeito de São Luís. Ele também alcançou um triunfo que as pesquisas não indicavam, batendo Gastão Vieira (PMDB-MA). Entrará no lugar de Epitácio Cafeteira (PTB-MA).

Dois ex-prefeitos que concluíram seus mandatos recentemente também obtiveram sucesso nas urnas e ambos substituirão colegas de partido. Um deles é Dário Berger (PMDB-SC), que dirigiu as cidades de São José e Florianópolis, cada uma por oito anos, e agora chega para ocupar o lugar de Casildo Maldaner (PMDB). O outro é Elmano Férrer (PTB-PI), prefeito de Teresina até 2012, que fez campanha com o apelido de "Véin Trabalhador". Ele renderá João Vicente Claudino (PTB-PI).

Outro novo senador oriundo do Executivo é Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE). Prefeito de Petrolina por três mandatos, foi também secretário estadual por três vezes, em diversas pastas, e, mais recentemente, ministro da Integração Nacional. Contou com uma arrancada na reta final da campanha para derrotar o ex-prefeito de Recife João Paulo (PT-PE), e será o substituto de Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).

Nomes conhecidos
As eleições de 2014 para o Senado também ficam marcadas pelo retorno de nomes conhecidos da Casa e da política nacional. Tasso Jereissati (PSDB-CE), ex-governador do Ceará, teve mandato entre 2003 e 2010, não conseguiu reeleição imediata e agora substitui Inácio Arruda (PCdoB-CE). José Maranhão (PMDB-PB) governou a Paraíba em três oportunidades e também foi senador entre 2003 e 2010. Retorna agora na vaga de Cícero Lucena (PSDB-PB).

Um terceiro nome com história no Senado está de volta à Casa, mas representado por outra pessoa. Trata-se de Simone Tebet (PMDB-MS), que ocupará a vaga deixada por Ruben Figueiró (PSDB-MS). Simone é filha de Ramez Tebet, senador de dois mandatos e presidente do Senado entre 2001 e 2003. Com informações da Agência Senado.

Veja os senadores eleitos:

UF Senador 
DFReguffe (PDT) 
ESRose de Freitas (PMDB) 
PRÁlvaro Dias (PSDB)
MSSimone Tebet (PMDB)
RJRomário (PSB)
PAPaulo Rocha (PT)
SCDário (PMBD)
SPJosé Serra (PSDB)
GORonaldo Caiado (DEM)
PEFernando Bezerra Coelho (PSB)
MGAntonio Anastasia (PSDB)
PBJosé Maranhão (PMDB)
TOKátia Abreu (PMDB)
AMOmar Aziz (PSD)
ROAcir Gurgacz (PDT)
CETasso Jereissati (PSDB)
RSLasier Martins (PDT)
PIElmano - O veín trabalhador (PTB)
APDavi Alcolumbre (DEM)
SEMaria do Carmo (DEM)
RRTelmário Mota (PDT)
RNFátima (PT)
MARoberto Rocha (PSB)
MT Wellington Fagundes (PR) 
BAOtto Alencar (PSD)
ALCollor (PTB)
ACGladson Cameli (PP)

Revista Consultor Jurídico, 6 de outubro de 2014, 17h15

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