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Mudança de cultura

Temos urgência em estimular soluções que dispensem intervenção do juiz

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Comentários de leitores

7 comentários

Jose Antonio Dias (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

_Eduardo_ (Outro)

O problema da arbitragem não é a resistência dos juízes, mas sim das próprias partes.

Se o senhor indicar para seus clientes a arbitragem como solução do conflito e eles assim aceitarem, nada poderá o juiz fazer.

Com o devido respeito, muito se fala em métodos alternativos de resolução de conflitos, exigindo-se do próprio judiciário a iniciativa para tanto. Entretanto, esta iniciativa deve ser justamente das partes e de seus procuradores, que se assim entender, devem procurar estes meios alternos de solução. Cabe, também, uma mudança de cultura, especialmente das partes para valorizar o trabalho do advogado que se empenha nestes outros métodos. Aliás, se litigar fosse economicamente custoso, por certo as pessoas procurariam outros méotodos e remunerariam dignamente os procuradores que se empenhassem em soluções alternativas. O problema é que o sistema é por demais cômodo, pois litigar é barato e conveniente.

Soluções extra judiciais

Jose Antonio Dias (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Não seria melhor dispensar o Juiz! Quando alguém recorre a Justiça é porque se esgotaram todos os caminhos amigáveis. A Conciliação é o recurso final para por fim às desavenças. Se a Conciliação é rejeitada, outro remédio não existe sem ser a decisão judicial. Por outro lado a arbitragem existe e é um excelente caminho para soluções judiciais. Pena que a maioria dos Magistrados são contra, pois não querem perder seus empregos como funcionários públicos e as vantagens que isso proporciona.

É uma pena...

Leopoldo Luz (Advogado Autônomo - Civil)

.. que a cúpula da Justiça paulista não se foque na divulgação pela mídia das melhorias gestão que está ou pretende estar aplicando nesse poder estadual (e não são poucas).
A divulgação da tese "lixar o pé para caber no sapato" por um lado não tem e não terá repercussão positiva na sociedade e por outro, passa uma imagem - aliás falsa - de que a esta Justiça não estaria progredindo.

Conciliadores públicos

Duns Escoto (Outros)

Se o "mercado" não entende os benefícios da conciliação, porque não criar conciliadores públicos remunerado pelas partes?

Como pressuposto processual, haveria a necessidade de tentar uma conciliação prévia com um profissional de conciliação e não um servidor, um leigo ou um estagiário que preenchem os cargos de conciliadores nesses CEJUSCS.

Outros estados possuem conciliadores públicos. E o TJ-SP?

Prelúdio

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

O artigo está em completa dissonância do prelúdio de introdução ao estudo do Processo Civil. O problema principal, dentre outros, é de falta de boa gestão e formação de profissionais ligados ao poder judiciário. Como admitir-se pensar que sendo o juiz o destinatário das soluções de conflitos, não deva ser provocado para tal! Solução tupiniquim para casos tupiniquins. Assim não dá!

O problema é histórico e cultural

Parra (Advogado Associado a Escritório - Civil)

Em que pese o acesso à informação seja algo para comemoração da democracia, não podemos admitir o uso do Judiciário como um verdadeiro SAC (serviço de atendimento ao consumidor). Observo no dia-dia que muitos sequer procuram resolver os conflitos através dos canais apropriado, optando por provocar o Estado em busca de uma solução. Nós como advogados temos papel fundamental nessa mudança que é cultural.

o problema é o interesse da advocacia

analucia (Bacharel - Família)

se dispensar o juiz, a OAB teme que se dispense o advogado, logo tudo é interesse de reserva de mercado. Na conciliação extrajudicial querem manter o monopólio do advogado, porém as faculdades e o Exame da OAB não avalia este conhecimento, logo a conciliação pode se tornar burocrática e onerosa. No Juizado Especial quando há advogado os acordos são mais difíceis, pois muitos advogados preferem processo mais longo do que acordos.

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