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Deuses ausentes

O Judiciário sou Eu — o juiz Rei Sol e seu escraviários

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23 comentários

O exmo sr juiz

Ernandes Mourao (Bancário)

Aquele que é pago para aplicar a lei faz o que faz. Dizem por ai o jargão popular que existem pessoas que se consideram Deuses e o Juiz (rarissima excessão) tem certeza. Eu sou graduado em direito e sou totalmente descrente e desencantado da tão chamada "justiça". Aquele que é pago para garantir direitos age inversamente.
Um antigo amigo meu Ex-"Juiz de Direito" da comarca de Santa Luzia MG, simplesmente pediu pra sair totalmente do emprego de juiz. Olhe que ele é uma pessoa que conheço pessoalmente e é de uma competencia ímpar. Quem quiser saber os motivos pesquisem. Ele mesmo não concordava com o sistema e forma como as coisas funcionam. É uma decisão de extrema lucidez e coragem.

Que críticas são vazias...?

J. P. Leite (Estudante de Direito - Ambiental)

Engraçado...

A "patotinha leninista" critica o vazio do texto. Afinal, só o mestre pode escrever textos irreverentes e divertidinhos no ConJur. Se a gracinha não é do Oráculo, logo vem a crítica: "que gracinha sem propósito, epistemologicamente vazia"!!! Porém, se o autor fosse outro...

Por outro lado, alguém estranha que o texto tenha irritado um leitor que corajosamente se esconde sob a alcunha de "prætor"? Realmente, para utilizar a palavra escolhida pelo magistrado romano fake, patético.

Generalização patética

Mestre-adm (Outros)

Generalização patética extraída da vivência de um estagiário. Esperava mais de um professor universitário.
Aliás, estou pensando em escrever um relato, com base na minha experiência (que também pode ser generalizada de forma injusta) sobre o Professor Público Rei-Ausente, que passa textos para seus alunos e vai flanar. Que fala de tudo na aula, menos da matéria. Que manda terceiros corrigir provas. Que aprova todos os alunos, porque não dá trabalho. Que não sofre nenhuma cobrança por qualidade de ensino. Que chega tarde e sai mais cedo, quando vai. Que usa o "tempo para pesquisa" para fins menos nobres. Convenhamos!

Fantástico

PAULO VITOR Habermas (Outros)

Um dos melhores textos que li no CONJUR, nos 12 meses que o conheço.
Gostaria de deixar aqui o meu alívio por saber que não estou sozinho nesse mar de dogmatismo e senso comum teórico. Era escraviário na justiça federal, voluntário, diga-se, e também saí com uma semana de carga. Deixei a excelsa vara um pouco frustrado, pensei que encontraria ali o paraíso do jurista; encontrei, todavia, mais do mesmo.
Enfim, espero que a situação epistêmica em que vivemos possa ser solucionada, ou haverá cada vez mais juízes-Sóis, a avocar exclusivamente para si a figura do poder judiciário (ou, na consagrada expressão "ESTADO-JUIZ").

Mimimi de estagiário

Mestre-adm (Outros)

O "doutor" ouviu um mimimi do estagiário e decidiu construir uma tese sociológica. Imagine se fossemos generalizar o que se diz de professores de universidades públicas.

com o fim da máquina da punição...

Voldyriov (Outros - Trabalhista)

"Um texto como esse que nos oferece o articulista representa um desserviço com relação à causa daqueles que lutam por um judiciário democrático e que se apresente como expressão da responsabilidade política da atividade que desempenha"

Pergunto-me se falavam a mesma coisa para Kafka quando escrevia "Na Colônia Penal" ou "O Processo"... desserviço de verdade é a total supressão de qualquer crítica, seja direta ou por alegorias.

Será que somos todos idiotas?

Luciano Alves Nascimento (Advogado Autônomo - Administrativa)

Dizer que o texto nao retrata a realidade e tipico daqueles que vivem desse sistema podre. E muita cara de pau.

Será que somos todos idiotas?

Luciano Alves Nascimento (Advogado Autônomo - Administrativa)

Dizer que o texto nao retrata a realidade e tipico daqueles que vivem desse sistema podre. E muita cara de pau.

Sensacional!

Renato H (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Sem dúvida um dos melhores textos que já li nos últimos tempos. Parabenizo o autor principalmente por sua escrita impecável que não nos permite tirar os olhos das palavras sequer para piscar, bem como pela proeza em realizar uma crítica ao Poder Judiciário de forma totalmente polida e realista.

(Não) Quero acreditar!

FELIPE CAMARGO (Assessor Técnico)

Quanta ousadia dizer que o rei está nu! Ainda mais "sem respaldo em elementos empíricos mínimos". Imaginem se uma criança ouvir isso e passar a ter dúvida da existência de papai noel! Quanta irresponsabilidade, senhor articulista, estragar o mundinho de fantasias dos homens de bem...

Crítica do Direito???

D'Amaral (Advogado Sócio de Escritório)

É espantoso o que se produz atualmente como crítica do direito. Um texto como esse que nos oferece o articulista representa um desserviço com relação à causa daqueles que lutam por um judiciário democrático e que se apresente como expressão da responsabilidade política da atividade que desempenha. Uma narrativa completamente solta, cuja "fonte primária" vem de um "ouvi dizer", cheia de afirmações vazias, sem respaldo em elementos empíricos mínimos e conformadas por uma narrativa com um tom iconoclasta, pouco recomendável para textos que almejam alguma pretensão de cientificidade. Um panfleto político, enfim, que se permite a licenças poéticas altamente questionáveis, como, por exemplo, nos momentos em que o texto (parece) equiparar, em termos políticos, o Antigo Egito ao absolutismo Francês. Algo bárbaro! De resto, vale anotar que se a descrição contida no texto tiver algum respaldo na realidade ela será, definitivamente, reprovável. Mas, do ponto de vista científico, o artigo apresentado pouco contribui para superá-la.

Parabéns pelo Texto

Hilton R C Costa (Advogado Assalariado - Administrativa)

A mensagem passada pelo texto foi totalmente compreendida por mim e acredito pela maioria dos leitores.O Que acontece hoje é um arroubo de autoritarismo disfarçado no judiciário e seus irmãos "menores".O Juiz de Direito, digo servidor público, apropria-se do trono como se ele fosse o Rei e os estagiários e assessores, a plebe, sintoma tão forte que extrapola até para o cotidiano , como do recente caso que foi parado na blitz pela agente de trânsito. A sentença de seu amigo desembargador se voltou contra o mesmo através da opinião pública que com certeza não quer a volta do absolutismo.

Show

Claudio Viana (Administrador)

Texto maravihoso.

Em uma palavra

Prætor (Outros)

O texto me pareceu patético. Problemas como os narrados no texto devem ser enfrentados em qualquer organização pública e privada e podem ocorrer inclusive no meio universitário, de onde o articulista provém.

Calma, professor

R. G. (Advogado Autônomo)

Existem milhares de juízes espalhados pelo Brasil e tirar conclusões a partir de particularidades pode acarretar na banalização da crítica. Apenas criticar o Judiciário e não trazer contribuições para alterar o estado de coisas também não ajuda... Será que dessa forma o artigo está realmente auxiliando para o avanço das pesquisas de teoria do Direito?

Desabafo

Jefferson Santana (Advogado Autônomo - Criminal)

Nem precisei utilizar demasiadamente a imaginação, pois, como já trabalhei com assistente de juiz de direito, revivi algumas lembranças, principalmente daquelas que remetem ao trabalho autômato e que me fizeram procurar outras saídas.

Hoje advogado e sinto na pele a perseguição dos assistentes que lá ficaram.

Pura realidade

Luciano Alves Nascimento (Advogado Autônomo - Administrativa)

O Judiciario esta repleto de pessoas assim e eu ja vi varios estagiarios fazendo sentenças no laboratorio de informatica da faculdade.
Hoje, advogando, muitas vezes sou agraciado com modelos de acordaos que nao se relacionam com o caso concreto e o resultado dos embargos de declaraçao e sempre o mesmo: "o magistrado nao e obrigado a enfrentar todos os argumentos das partes."
Essa e a rotina do judiciario, exceto quando as partes tem sorte e seu caso e distribuido a um juiz que trabalha ou quando ha interesse de alguem importante em jogo. Neste caso, havera ate revisor em apelaçao no TJRJ .

Pura realidade

Luciano Alves Nascimento (Advogado Autônomo - Administrativa)

O Judiciario esta repleto de pessoas assim e eu ja vi varios estagiarios fazendo sentenças no laboratorio de informatica da faculdade.
Hoje, advogando, muitas vezes sou agraciado com modelos de acordaos que nao se relacionam com o caso concreto e o resultado dos embargos de declaraçao e sempre o mesmo: "o magistrado nao e obrigado a enfrentar todos os argumentos das partes."
Essa e a rotina do judiciario, exceto quando as partes tem sorte e seu caso e distribuido a um juiz que trabalha ou quando ha interesse de alguem importante em jogo. Neste caso, havera ate revisor em apelaçao no TJRJ .

Realidade comum

deffarias (Assessor Técnico)

Infelizmente, a história narrada é muito comum. Falo por experiência própria.

Metáforas

Gilberto Silva e Sousa (Estudante de Direito)

Gostei muito do texto. De fato, alguns nunca conseguem separar o absolutismo/autoritarismo da mera competência para decidir. E como as metáforas são ótimas para explicar tudo isso (como aparecem no texto), confirmando a tese de que a literatura é bem melhor do que os livros de direito para entendermos essas realidades (como diz Lênio Streck).

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