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Senso Incomum

Entre sábios, néscios, comunicação tautológica e o 'louco de palestra'

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46 comentários

"Os néscios de plantão"

Clayton T. Santos (Estudante de Direito)

Boa tarde professor, sou aluno do curso de Direito, tomei conta da existência do senhor e sua coluna através de um professor meu (Professor Fábio - Dir. Constitucional/Administrativo), e confesso ao senhor que desde então, leio sempre a sua coluna. A dessa semana me identifiquei muito, principalmente quando o senhor fez essa colocação:
"Isso sim é um troço que me incomoda: a ignorância propositiva. O sujeito não se contenta em não saber; é preciso que o “não saber” seja compartilhado entre todos.
Foi simplesmente brilhante o seu posicionamento, nos dias atuais o que mais tem se visto é isto, "os néscios de plantão", em seu "mundinho virtual sem lei".

Contraprestação

JOAOBATISTA0001 (Advogado Autônomo)

Aqui embaixo o céu tem a mesma cor.

O teatro palco (palestras e seus derivados) tem muito a ver com o teatro corte. Na corte (absolutistas), há um cultivo à fantasia enquanto teatro da própria corte. É uma fantasia das pessoas com suas próprias vidas. A ficção se cruza com a realidade para se transcender a vida de comer e dormir.

Ora, me parece que tais manifestações são meras formas de participação no folhetim para suavizar a realidade.

Se saíssemos daqui de baixo e livres da gravidade da terra (senso comum), perceberíamos que é impossível emergir novos paradigmas de apresentações cronometradas. Sem gravidade, o sangue se concentra na cabeça, mas, com ela, fica nas pernas!

Não há conhecimento em estado passivo (ouvinte). Depois, a linguagem falada é carregada de vícios figurados. Por fim, o (tele)expectador não está em condições de adequadas de refletir pela velocidade da "informação".

A situação faz o ladrão ou o ladrão faz a situação?

Sem ossos, não há ofícios.

Cá, até aceito; lá, não!

danielporto (Outros)

Professor Lênio, torço para que continue a escrever esta coluna semanal, saborosa por demais, e que não esmoreça ante esse ódio manifestado nos comentários.
Mas faço um apelo: só não pare de publicar suas obras! Veja, até tolero perder as colunas (embora com tristeza), mas a perda jurídico-cultural que seria ficarmos privados de sua produção teórica verdadeira (livros e artigos científicos) assusta só de pensar.
Portanto, faça esse favor a quem ainda gosta de estudar as grandes questões e não quer se entregar ao "Tempos Modernos" que tem se transformado a praxis jurídica: siga firme com a produção científica!
Grande abraço.

Brasil, onde a nescidade tem encontrado terreno fértil.

Samuel Cremasco Pavan de Oliveira (Advogado Autônomo)

"Isso sim é um troço que me incomoda: a ignorância propositiva. O sujeito não se contenta em não saber; é preciso que o “não saber” seja compartilhado entre todos. Se possível, imposto aos demais (imagine como seria um mundo governado por essa gente?)".
Professor, eu imagino que esse mundo seria bem parecido com... o nosso amado Brasil dos últimos 12 anos e, ao que tudo indica, dos próximos 4. Seguimos ladeira abaixo. Lamentavelmente.

Retratação

PedroPCP (Advogado Autônomo)

Venho aqui retirar o que disse anteriormente. Refleti sobre as últimas colunas e cheguei à conclusão de que eu estava errado. Afinal, discutir a educação e o ensino jurídico, ainda que de uma forma irônica e ácida, é deveras interessante...
Resolvi me retratar, mesmo sabendo ser piegas, porque essa epopéia do professor Lenio contra os estelionatários do ensino, de certa forma, me veio à memória enquanto lia "Tenda dos milagres" este domingo:
"Triste época dos médicos literatos, mais interessados nas regras da gramática do que nas leis da ciência, mais forte na colocação do pronome do que no trato dos bisturis e dos micróbios. Em vez de lutar contra as doenças, lutavam contra os galicismos, e em vez de investigar as causas das endemias e combatê-las, criavam neologismos: anidropotecas para substituir galochas. Prosa tersa, vernácula, clássica; ciência falsa, pífia, reacionária.
É lícito afirmar ter sido Pedro Arcanjo quem, com seus livros quase anônimos, com sua luta contra a pseudociência oficial, pôs fim a tão melancólica fase da gloriosa escola. O debate em torno da questão racial arrancou a faculdade da retórica barata e da teoria suspeita e a reintegrou no interesse científico, na especulação honrada e original, no trato da matéria."
Mais não é preciso dizer!

Ataque de MAVs

Bruno Bzrr (Advogado Autônomo - Tributária)

Professor, além dos "ataques" nas conferências físicas, você pode estar sendo vítima de MAVs (Militância em Ambientes Virtuais). A verdade incomoda muita gente, e não é absurdo imaginar que estão lhe atacando por todos os lados para miná-lo no exercício de sua atividade tão necessária e sempre tão incompreendida. Grande abraço e sigamos nos indignando!

Loucos das redes sociais

PD (Advogado Autônomo)

Nos congressos nos quais participei em Natal-RN (EBEC - Constitucional) durante três anos consecutivos eu conheci e vi, pessoalmente, o Dr. Lênio ser poupado (e todos nós), pois não vi um sequer palestrante "neopentecostal" exagerado, muito menos loucos de "comentário" se apresentando e detendo o tempo de palestra!!!
De outro bordo, tenho que reconhecer que os tempos estão difíceis em termos de se aceitar pessoas que pensam diferentemente (convivência, minimamente, pacífica e harmoniosa dos contrários), em especial nas redes sociais... Pode ter certeza que, em divergindo da ideia (em vez de não ler, não ir, não comprar o ingresso, mudar o canal... Ou tentar nos ajudar a ver um contraponto decente), tentarão, os “loucos da internet”, sob o manto de um falso anonimato (se quiser, sempre se descobre quem é) perdendo, efetivamente, a "timidez" e batendo mais pesado do que o fazem, pessoalmente, em algumas palestras, ter sempre razão, todavia, com o propósito, não do avanço de uma sociedade plural, mas de total desconstrução pessoal de quem pensa diferente – onde, quando e como todos saem perdendo...
O que fazer??
Coragem de continuar navegando, mesmo quando o "tempo" fica ruim, os ventos fortes e os mares bravios...
Fraterno abraço!!!

The Skeptic

Rodrigo Beleza (Outro)

Professor, essa aqui li na revista "The Skeptic". Faço uma tradução livre:
"Quando uma pessoa morre, não sabe que morreu. Não sente mais nada. Não é ruim para ela, só para os que estão em volta: parentes, amigos, etc. O mesmo acontece com um estúpido."
Podia ter usado seu brilhante termo "néscio" no lugar de estúpido, mas a melhor tradução era essa mesma.

injustiça

Luiz Alberto (Advogado Sócio de Escritório)

Caro Prof. Lenio
Fiz pós graduação em processo civil com o saudoso e excepcional prof. Ovídio, na PUC. Confesso que num primeiro momento tive dificuldades com suas ideias e divergências com a "vala comum". Rendi-me, entretanto, à sua lógica e à sua cultura processual que iam além do que ordinariamente se conhece para adentrar nas origens e nas razões, nos 'porquês' do processo civil. Infelizmente, até hoje, o prof. Ovídio não teve o reconhecimento que merece, embora eu esteja certo de que isso ainda vai acontecer. Grato pela atenção e pelo brilho de seus textos.
Luiz Alberto Hoff

Lênio para ministro do stf!

Philippe Abuchaim de Ávila (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Brilhante.
Não me canso de me deliciar com os saberes de V. Ex.ª;
Agora me paro imaginando a farta sabedoria que poderia ser compartilha pelo exaltado entendimento se ocupante de uma cadeira de Ministro de STF.
Brilhante. Estupendo. Cativo.
Parabéns!

...

Claudio Viana (Administrador)

"E se você só quer se divertir, vá assistir às palestras de professores neopentecostais, que fazem piada com qualquer coisa", essa foi fantástica

É isso

pmv (Advogado Sócio de Escritório - Eleitoral)

O Brasil é um país de nesciontólogos!

Como sempre.

Paulo A. M. Filomeno (Advogado Associado a Escritório - Civil)

Já esta passando da hora de colocar todas as suas colunas num livro e distribuir nas faculdades de direito. Assim talvez, o estudo melhore muito.
Além da inteligência irônica, pugna sempre pelo aprofundamento do estudo do direito.

Edital...

Bruno Pellizzetti (Advogado Autônomo - Civil)

Essa do edital foi a melhor piada do ano.
Gasto 5 segundos procurando pelo significado da palavra ou critico o vocabulário do articulista? Eis o diagnóstico de loucura.

Dr. Lênio fala dos que não entendem Kelsen, mas nunca explic

daniel (Outros - Administrativa)

Dr. Lênio critia os que não entenderem Kelsen, mas ele mesmo nunca explica sobre a sua visão de Kelsen.

Proposta

R. Canan (Advogado Associado a Escritório)

Em tempo de denúncias, seria interessante um texto que sai do senso comum sobre a tal delação premiada. Com um alerta: consideradas as paixões políticas, pode preparar-se para uma enxurrada de nesciedades...

Ótima Coluna

Dijalma Júnior (Assessor Técnico)

Esse fato revelado quanto aos convites recebidos pelo Prof. Ovídio, bem retrata a sistemática educacional que é imposta nas universidades de direito.
Quanto à coluna, parabenizo-lhe pelo excelente texto. Sou leitor assíduo desta Coluna, sempre (re)lendo, o que me motivara a aprofundar meus conhecimentos.
De minha graduação, recordo-me - e conto nos dedos da mão direita - as disciplinas que me trouxeram substrato científico para a vida profissional e acadêmica. Meus colegas de sala apenas diziam que o importante era "obter o canudo".
Agradeço, pois, pelos ensinamentos que eu, particularmente, consigo extrair de suas Colunas.
Estou a iniciar a leitura de Hermenêutica Jurídica e(m) Crise, esperando, ao final, poder debater com você.

Temas chatos

PedroPCP (Advogado Autônomo)

Há tempos não me manifesto aqui nos comentários, porém, jamais deixei de acompanhar a coluna. Sempre admirei o Senhor pela coragem, inteligência e conhecimento. No entanto, essas três últimas colunas me aborreceram um pouco... com tantos temas interessantes para debate, ficar escrevendo sobre os néscios e traçando estereótipos (como o aluno ou professor ideal...) vulgarizam os teus textos. Não fazem jus à sua altura. Então, por favor, volte a escrever sobre temas mais interessantes!
-
A propósito, não sei se algum dia eu já disse, mas sou um grande admirador do seu trabalho.
Abraços,
Pedro

Para sofisticação dos néscios

Joesley (Servidor)

Ao ler, lembrei de um livro.

COMO VENCER UM DEBATE SEM PRECISAR TER RAZAO
EM 38 ESTRATAGEMAS (DIALETICA ERISTICA)
Autor: SCHOPENHAUER, ARTHUR

Não pare, por favor!

JAIRO V. LEITE (Advogado Autônomo)

Caro, professor, creio não poder colaborar com você apontando seus erros e fazendo críticas pertinentes, tamanha é a minha ignorância, mas gostaria que jamais deixasse de escrever neste espaço, já que a leitura de seus artigos sempre me trazem um pouco de luz (também para outros leitores, certamente), aguça minha curiosidade pela leitura de bons livros, e acredito que ajuda a formar mentes brilhantes (como a sua), mesmo as daquelas pessoas que usam este espaço para "desconstruir" o articulista. Portanto, faça como diz o ditado gaúcho "quem corre por gosto não cansa", e não pare de escrever, por favor!

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