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Injustiça econômica

Para especialista, tributo sobre consumo no Brasil faz o pobre financiar o Estado

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Comentários de leitores

8 comentários

Agradecimentos

Maria Luiza de Araujo Barbieri (Advogado Autônomo - Empresarial)

Agradeço aos colegas pelos comentários pertinentes que ampliam e aprofundam o nosso conhecimento a respeito da matéria.

injustiça econômica

Marcos Philippe Cruvinel Goulart (Advogado Autônomo - Tributária)

Discordo em parte! Em primeiro plano, num país que arrecada 1 trilhão anualmente deveria pensar em gastar melhor esse dinheiro. Concordo quanto a tributação sobre consumo. Mas isso não pode implicar em aumento de tributação sobre patrimônio. Já é pesada demais. Além de injusta. Ex. Quem vende um imóvel hoje e declara o valor correto do negócio. ? Acredito que nem a professora Derzi. Não sendo assim é melhor migrar capital e bens pro exterior.

Muito bem colocado, Sr. Vignon

Igor M. (Outros)

Somente acrescentando ao seu comentário, um erro comum é não fazer a discriminação dos tributos e sua incidência por classe social. Por isso, coloca que as pessoas pobres pagam impostos como, por exemplo, o Imposto de Renda (quando é dispensado até da declaração), ou então uma pessoa sem imóvel (ou imóvel de baixo valor) paga o Imposto de Renda sobre Lucro Imobiliário. Sem essa discriminação, chega-se a conclusão equivocada de que pobres pagam mais impostos.
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Não à toa, o IBPT aponta todo ano que é a classe média quem tem que trabalhar mais dias em um ano para pagar tributos. É o único instituto a fazer a pesquisa de forma correta.
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Por fim, cumpre a mim fazer uma observação de -- mais -- este artigo: porque nunca se fala da contraprestação do Estado quando se discute tributos e sua possível reforma?

Não é bem como a colega diz!

Vignon (Advogado Autônomo - Tributária)

A discussão de que ricos pagam menos impostos do que pobres, atualmente uma discussão acadêmica que está muito em voga, e é fácil de rebater. Os ricos pagam impostos duplamente progressivos. Uma alíquota única de 15%, já seria progressiva. Quem ganha mais, paga mais. Quem ganha o dobro, paga o dobro de impostos.
Portanto, nosso imposto de renda é duplamente progressivo. Quem ganha mais paga progressivamente mais, em vez de 0%, no caso do Salário Mínimo, ricos pagam 27%. Fim da discussão.
A outra questão esquecida, é que se um rico poupar 90% do que ganha, tipo Warren Buffett, ele deixa de pagar 90% do ICMS, IPI, Cofins e outros impostos que os que consomem todo seu salário no ato, pagam.
Este é o principal erro dos que afirmam que pobre paga mais imposto que rico.
Rico pagará muito mais imposto, só que como poupa 90% do que ganha para sua aposentadoria, falta computar o ICMS e IPI sobre estes 90% quando forem gastos.
Além do imposto sobre herança, que só é pago na morte.
Alguns estudos fazem um outro erro maior ainda, que é incluir o ICMS e IPI que pobre paga sobre compras que ele faz com dinheiro emprestado. Empréstimo não é renda. Sem incluir obviamente o empréstimo como “renda”, que de fato não é. Aí, o imposto total pago pelos pobres, comparado com a renda efetiva, fica superestimado.
Portanto, dizer que Warren Buffett paga menos impostos porque simplesmente não gasta tudo que recebe é enganar descaradamente para os leitores que não entendem de Economia.
E dizer que pobre paga muito imposto de consumo porque toma dinheiro emprestado no início da vida, é também mentir com estatísticas.

Reforma tributária já

J. Ribeiro (Advogado Autônomo - Empresarial)

Realmente a tributação covarde e desproporcional dos imposto indiretos estão diretamente relacionadas aos produtos de necessidade da população, como a energia elétrica, combustíveis, produtos da cesta básica e alimentos, vestuário, tornam o custo Brasil e a injustiça fiscal evidentes.
Diferente dos impostos incidentes sobre a renda e o patrimônio, individualiza o contribuinte e sua capacidade contributiva.

Piketty e seu pensamento estatista

Pedro Valle (Estudante de Direito - Tributária)

É de se notar o desconhecimento da advogada sobre a economia e suas OUTRAS escolas de pensamento. Ela começa bem, até citar e concordar com Piketty.
Doutora, aprofunde-se sobre a escola austríaca de economia e tudo ficará mais fácil de ser compreendido.

Artigo "Thomas Piketty e seus dados improváveis" por Hunter Lewis.
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1855

Além do mais

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

A inflação atinge em cheio a base da pirâmide social, gerando aflição;

Vespeiro

André Delgado (Outros - Administrativa)

Parabéns à professora Mizabel Derzi. Este tema, conforme visto na última eleição presidencial, foi citado bem genericamente pelos candidatos. É um tema que não rende votos, e ainda por cima mexer na base de cálculo e alíquotas dos impostos é altamente impopular. E como muitos políticos só pensam na próxima eleição, o tema fica de escanteio.
Basta relembrar da tabela que vigorava em 1968, que variava entre 3% e ia até 50% (decreto 58.400/1966). No entanto, não teve continuidade. Alíquota de 50% ou mais é comum em outros países, que supostamente nos espelhamos, e não são tidos como confisco. Já por estas bandas, nosso políticos, aprovando uma medida dessas, não seriam "aprovados" nas urnas das eleições seguintes.

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