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Volume de informações não é humano, mas operadores do Direito ainda são

Comentários de leitores

4 comentários

Prós e contras

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Como todo sistema novo há a necessidade de um período de adaptação. O PJe , está vivendo essa fase. Não é o melhor dos mundos, nem vai resolver todos os problemas que os processos físicos apresentam, mas a proposta está sendo razoavelmente exitosa.

Situação no brasil

renanbeligoli (Estudante de Direito)

Qual é a situação dessas empresas prestadoras de serviço no Brasil? Já existem? Como está a oferta atualmente?
Creio que precisamos da implantação desses recursos o quanto antes, assim também enfrentaremos a resistência o quanto antes.

Inovação, segurança e comodismo.

alvarojr (Advogado Autônomo - Consumidor)

A própria Seção de SP da OAB fez uma oposição irracional à implantação do PJe.
Boa parte da advocacia não estava preparada para se adaptar ao PJe. Em lugar de buscar auxiliar os advogados a se adaptarem aos requisitos do PJe, a Seccional paulista optou por fazer uma estridente rejeição à implantação de uma inovação que é evidentemente indispensável.
Alardeava-se e ainda se alardeia que o PJe não é seguro como se a tramitação do processo em papel fosse de uma segurança invejável.
Pretextos como a suposta insegurança do PJe e o alegado alto custo da aquisição de um certificado digital geralmente tentam esconder o comodismo do autor da crítica, incapaz de mudar sua rotina de impressão de petições e protocolização pessoal (ou pelo estagiário) no Fórum.
A OAB deve sim exigir do Judiciário a divulgação de relatórios de indisponibilidade do sistema para que aqueles que eventualmente sejam prejudicados com isso possam instruir apropriadamente seus requerimentos de dilação de prazos processuais. Contudo, a crítica à inovação simplesmente pelo apego à rotina não ajuda em nada.
A experiência do PJe mostra que o Judiciário tem sido mais aberto a inovações do que a OAB. Esta adota esse tipo de postura para agradar à velha guarda da classe.
Se temos tido tanta dificuldade com o PJe e com os interrogatórios por teleconferência, que será da adoção do document review e do e-discovery (que o articulista busca mostrar como inovações indispensáveis para se lidar com a gama de informações à disposição dos operadores do direito da atualidade)?
Álvaro Paulino César Júnior
OAB/MG 123.168

que a cúpula do judiciário veja isso

alsan (Servidor)

Que o volume de informações, nos processos judiciais, estava aumentando, todos nós sabíamos... Mas é certo que essas práticas mais avançadas, objeto do estudo do articulista e de diversos eventos pelo mundo, não poderão ser facilmente implementadas no Brasil, porque, a exemplo de técnicas que facilitam a redução da morosidade (videoconferência, etc.), gastaremos muito tempo resistindo à evolução tecnológica, sob a costumeira ideia de que ferem o direito de defesa, a dignidade das partes, etc. Mesmo assim temos que torcer para que nossos Tribunais estejam ligados nessas inovações e busquem difundir seus benefícios, adaptados à nossa realidade e sempre com o espírito aberto às discussões com os profissionais da área.

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