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Comentários de leitores

5 comentários

O SILÊNCIO dos INOCENTES é o que me INCOMODA.

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

SIM, PORQUE BRAVATAS e "ESTRATÉGIAS", que nada mais são que A PRÓPRIA ADMISSÃO de que os PAPÕES NÃO ERAM TÃO BICHOS como os TERRORISTAS querem fazer crer, NÃO ME ESPANTA. LEIO A REPORTAGEM, apenas para SABER até que ponto a engenhosidade humana "enfeita" seus atos e os qualifica. Mas, o que mais me preocupa, é o SILÊNCIO dos que FORAM VÍTIMAS dos TERRORISTAS, seja no momento em que realizavam seus "golpes", em que muitos perderam a vida, seja no momento em que assaltavam, para arrecadar dinheiro, seja no momento em que sequestravam. As ruas Barão de Petrópolis, o Centro da Cidade, a área lateral ao Museu de Arte Moderna foram TESTEMUNHAS da ações dos TERRORISTAS, em boa hora "espantados" do caminho do PODER, que teria feito do BRASIL de HOJE uma DITADURA IGUAL ou PIOR daquela de FIDEL CASTRO. E isto, porque os TERRORISTAS eram IMPIEDOSOS e CRUÉIS. Na sua Cartilha de TERRORISTA era explicado que, para que a MISSÃO fosse vitoriosa, alguns deveriam morrer. Eu, hoje, uso a expressão MISSÃO, mas não era essa a expressão que usavam. A minha memória não guardou o vocábulo que usavam. Eu pretendera estudar na FACULDADE NACIONAL de DIREITO, mas meu CURSO de DIREITO foi feito, desde 1961, na Faculdade do Catete ou nos Cursos de Direito da Pontifícia Universidade Católica, ÚNICOS LUGARES onde o ESTUDO de DIREITO ainda ocorria. Porque o CACO, da FAC. NACIONAL de DIREITO, repleto de comunistas e da esquerda mais radical, só buscava FAZER BADERNA e DESORDEM. Que isto seja dito, sim, porque é preciso que os MAIS JOVENS COMPREENDAM que os TERRORISTAS eram FEROZES e CRUEIS, vivendo para, apenas, realizarem assembleias do CACO em plena madrugada, quando só eles se encontravam presentes na área onde a assembleia ocorria. OS ESTUDANTES SÉRIOS dormiam!

advogados contam estratégia....

hrb (Advogado Autônomo)

Pelo que menciona o Dr.José Carlos Dias não era tão hostil assim, como às vezes temos lido por aqui, a Justiça Militar, que, pelo jeito, sem burocracia deu-lhe ouvidos, reconhecendo-lhe a verdade, e nem tanto para soltar os detidos. Pior agora quando temos presos do mensalão buscando fraudar a execução da pena...

Nada mudou

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O Brasil é o País do cinismo e da hipocrisia. Pouco mudou em matéria de Justiça desde o chamado "fim da Ditadura Militar". Os advogados continuam a todo tempo criando verdadeiros malabarismos para fazer prevalecer o direito, ao passo em que o Judiciário continua a ser um apêndice do Executivo, como sempre foi. As torturas continuam (agora sob outro enfoque público devido aos rios de dinheiro que o Estado deposita nas empresas de mídia), da mesma forma que os assassinatos e os despararecimentos forçados. A única diferente é que na época dos militares alguns cidadãos repudiavam os crimes, clamavam por responsabilizações, o que hoje não existe mais. O Estado e seus agentes fazem o que querem, enquanto a grande maioria não se importa.

militares deveriam ter criado a defensoria, assim não precis

analucia (Bacharel - Família)

militares deveriam ter criado a defensoria, assim não precisaariam ter torturado ninguém, basta inventar algum crime e os acusados seriam "defendidos" pela Defensoria e ao final condendados, como é a maioria dos clientes da defensoria, logo ficariam presos "legalmente". Afinal, Estado que acusa e Estado que defende é uma aberração brasileira que nem a VEnezuela ousou copiar ainda...

Excelente reportagem.

Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil)

Naquela época,na verdade um pouco depois, final da década de 70, quando comecei a advogar, fiz algumas incursões na área penal.Também se fazia sentir o espectro da ditadura na delegacias de Polícia com referência à advocacia criminal. Não nos esqueçamos de que a POLÍCIA CIVIL também foi utilizada para os fins de perseguição política Daí que certos policiais, mesmo os que nunca tiveram nenhuma ação desse tipo, emburravam com ADVOGADOS, olhando-os de cima para baixo; um simples porteiro de Delegacia indagava, com todo ranço de 'otoridade', o que o ADVOGADO queria ali, obstruindo, com corpanzis gorilescos, a entrada ao recinto da Delegacia a ADVOGADOS não tão conhecidos quanto aqueles mencionados na reportagem. Também usávamos de estratégias para localizar nossos presos, os quais sofriam os mesmíssimos tormentos dos presos políticos (a ainda sofrem grandes barbaridades nos porões de Delegacias e outros recintos policiais - que me faz criticar a chamada Comissão da Verdade que em vez de se ocupar do passado deveria se ocupar das torturas nossas de cada dia, hoje):entrávamos com pedido de Habeas Corpus em nome de uma pessoa fictícia. Quando o Oficial de Justiça apresentava o mandado de constatação ao plantonista, este, verificando que não havia nenhum preso com aquele nome, franqueava, com ar de falsa solicitude,a entrada do Oficial aos cárceres para a busca;encontrando-se este na soleira dos porões, anunciava, não o nome anteriormente apresentado ao policial plantonista, mas o nome do preso realmente procurado;à apresentação deste,estava gerada a confusão -pois o oficial de justiça era inviolável - e a solução era, vejam só: o oficial lavrava certidão informando que NÃO encontrara o paciente procurado; em troca, este era solto. TUDO PELA LIBERDADE!

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