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Exclusiva aos juízes

Quarentena estipulada pela OAB precisa ser revista

Comentários de leitores

4 comentários

Onde a exceção já virou regra.

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

A questão se resume, objetivamente, em três assertivas: 1. Estamos no Brasil e essa inquestionável situação já seria, de sobejo, suficiente para se admitir, SIM, a exceção como regra, ou seja: o Magistrado aposentado vai mesmo emprestar o seu nome e 'status' ao escritório que o contratou -pensar diferentemente é utopia- 2.Se os integrantes da banca não querem se sujeitar a quarentena do "juiz grávido", que o contratem após o parto - 3. Todos sabemos como as coisas funcionam por aqui e, não fosse isso não haveria tanto interesse na procura de um ex-juiz/desembargador desempregado já que, como sabido, nem sempre tais figuras despontam como expoentes de conhecimento do direito,mas, antes, muito mais pelo destaque que a função lhes proporcionava.A verborreia do Dr. Mariz e companhia pode muito bem servir como "cantiga de ninar", mas nunca como argumento sério num país que não é sério. Simples assim !

Pergunta simples

Roderictus (Advogado Autônomo)

Porque a legislação impede que o juiz julgue causas em que as partes ou advogados são seus genitores, por exemplo? É porque todo juiz é corrúpto? É porque ele vai beneficiar seu pai? Não... mas é para que a minoria não favorecer ninguém.
Porque admitir um advogado que está impedido de advogar?
É um ônus do escritório. Só querem o bônus?

Ingerência e simpatia

Antonio D. Guedes (Professor Universitário - Tributária)

Os doutos magistrados aposentados, exatamente por isto, têm sua subsistência razoavelmente garantida, o que não deslustra seu direito e sua dedicação ao trabalho, mas torna o problema da quarentena menos pessoal, digamos. Ao escritório, basta deixar para contratá-lo ou associá-lo após o decurso da quarentena. O EAOAB e a CRFB não determinam a extensão dela ao escritório, mas também não impede que normas ordinárias o façam. E mesmo não havendo suspeitas generalizadas de ingerência e tráfico de influência, o currículo do magistrado obviamente desperta mais simpatia entre clientes e ex-colegas.Quanto à suspeição de carência técnica que porventura embasaria a admissão "urgente" do juiz, não é ela motivo de contratação de profissionais por escritórios e portanto é radical extrapolação do debate rejeitar a "quarentena estendida" por esta suposição, que não ostenta muito suporte lógico.

Pelo entendimento dos articulistas...

Leandro Melo (Advogado Autônomo)

Escritório que tenha entre seus advogados procuradores do Estado poderia advogar contra o mesmo ente público.
Interessante! Eu me rendo.

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