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Balanço 2013

Grupo Claro lidera ranking de reclamações no Procon-SP

O grupo Claro ocupa o topo das empresas com maior número de reclamações registradas em 2013 na Fundação Procon-SP, com críticas de 2.246 consumidores. É o que aponta relatório divulgado pelo órgão no dia 15 de março, quando foi comemorado o Dia do Consumidor. O Cadastro Estadual de Reclamações Fundamentadas de 2013 apresenta ranking com 50 empresas que foram alvo de processo administrativo, sem solução na fase inicial do atendimento ao cliente.

O setor de telecomunicações historicamente ocupa lugares altos no ranking de reclamações de consumo do estado. Além da Claro, também aparecem na lista Vivo (3º lugar), Oi (4º) e Tim (7º). As cinco maiores empresas ou grupos empresariais do setor ultrapassaram a marca de 6,6 mil reclamações fundamentadas no ano passado.

O Itaú Unibanco é o segundo colocado no ranking. Das 20 empresas líderes em reclamações, 8 são instituições bancárias. Na área de produtos, aparelhos celulares e computadores são os que apresentam mais problemas — juntos, representaram cerca de um terço do total desse segmento.

O Procon-SP reúne fornecedores do mesmo grupo, apresentando na lista o nome de como a empresa é conhecida pelo público. O total de atendimentos para consultas, orientações e queixas no ano passado foi de 790.476 (62% na capital). Esses atendimentos geraram 254.126 cartas às empresas, sendo 85% dos casos solucionados nessa fase inicial.

Metodologia questionada
Os advogados Gustavo Viseu e Ricardo Motta, sócios da área de Relações de Consumo do Viseu Advogados, avaliam que, embora o Procon publique anualmente o ranking com amparo no Código de Defesa do Consumidor, há inconsistências na forma de divulgação adotadas.

Eles avaliam, por exemplo, que é inadequado considerar o número absoluto de reclamações, sem considerar a proporcionalidade dos registros. “É natural que empresas com maior número de clientes, por exemplo as grandes instituições financeiras e empresas de telefonia, figurem no topo da lista. Por outro lado, empresas menores por razões óbvias possuem um menor número de reclamações, o que faz com que não figurem nas primeiras posições do ranking.”

Viseu e Motta criticam ainda o critério de indicar empresas que pertencem a um mesmo grupo econômico. “As operações dessas empresas são independentes e muitas vezes de natureza comercial diferente, bem como sua política de atendimento, por isso não é justo que sejam indicadas em bloco, sem que ocorra a individualização do número de reclamações de cada uma delas.” Com informações da Assessoria de Comunicação do Procon-SP.

Nome fantasia/ fornecedor Atendidas Não atendidas Total
Claro/ Net/ Embratel1.7994472.246
Itaú Unibanco4511.4461.897
Vivo/ Telefonica1.0335031.536
Oi1.1503101.460
Bradesco6216901.311
Banco Votorantim3649381.302
Tim Celular680282962
Santander427490917
Caixa Econômica Federal189680869
Pão de Açúcar/ Extra/ Casas Bahia587217804

Clique aqui para ver a lista completa.

Revista Consultor Jurídico, 17 de março de 2014, 19h53

Comentários de leitores

3 comentários

quem crítica

Cid Moura (Professor)

Nao conhece a lei. O procon ñ divulga a lei pq quer. O cdc obriga este ato. Parabéns procon. Sp. Que é independente Por ser desvinculado da Ad Direta.

Obrigado, procon de são paulo. É utilissíma a informação.

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Não consigo perceber qual é o objetivo de uma crítica feita sobre o DADO ESTATÍSTICO.
Para mim, a presunção é de que os DADOS SÃO CREDÍVEIS. Ora, o PROCON de SÃO PAULO NÃO DISSE que os DADOS ALCANÇAM o BRASIL e, especialmente, QUE os DADOS DEVERIAM ALCANÇAR TODOS QUE TÊM RECLAMAÇÃO, MAS NÃO PROCURAR a ENTIDADE.
ASSIM, A INFORMAÇÃO SE LIMITA - E JÁ É BASTANTE, porque no Rio de Janeiro não vejo divulgação idêntica! - a NOS FORNECER os DADOS que PODEM COLETAR, com base nas RECLAMAÇÕES que CHEGAM a ELES.
OBRIGADO, portanto, PROCON de SÃO PAULO.

Irreal

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A cada dia o PROCON demonstra de forma mais clara sua TOTAL INCOMPETÊNCIA. Ora, as empresas citadas na reportagem lesam todos os dias MILHÕES de consumidores, milhares de vezes mais do que os números apresentados.

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