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Comentários de leitores

14 comentários

Citação em latim não aspas, smj

AustinPowers (Oficial da Aeronáutica)

Prezado Prof. Vladimir, excelente texto, como de costume.
Só me ficou uma dúvida: s.m.j., as aspas só devem ser utilizadas para citações em língua estrangeira. No entanto, até onde sei, o latim não é considerado língua estrangeira, mas origem da portuguesa, por isso, não seriam utilizadas as aspas, mas apenas uma grafia itálica.
Portanto, o sr. tem certeza de que citações em latim devem vir entre aspas?
Cordial abraço!

Problema antigo. Tem até recurso para isso...rss

sGFREITTAS (Outros - Empresarial)

A melhor de todas na minha opinião,
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"...Em vez de tribunal, alguns colocam areópago."
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AREÓPAGO......MEU DEUS!!! SOCORRO.

Diletantes x Modernistas

Riobaldo (Advogado Autônomo - Civil)

Segundo Arthur Schopenhauer¹, a ciência da erudição deve ser um meio e não um fim ( em si mesmo).O saber é a meta."Assim como as atividades de ler e aprender quando em excesso, são prejudiciais ao pensamento próprio, as de escrever e ensinar em demasia também desacostumam os homens da clareza e profundidade do saber e da compressão, uma vez que não lhes sobra tempo para obtê-los(...)" O uso do vernáculo forense deve ser compreensível, tanto para o juiz sentenciante, quanto às partes litigantes.Linguajar conciso(preciso,exato) e escorreito (que não tem defeito ou lesão) é atributo de poucos, a demandar cultura e domínio da semântica (estudo das mudanças no tempo e no espaço das palavras), sem pedantismo nem afetação.Quanto ao emprego de brocardos ou expressões latinas, quando oportunas, facilitam a compreensão pelos magistrados cultos-iniciados na Flor do Lácio na era ginasial-, . Do contrário, vão continuar a achar que, DELETAR (deleos,es,evi,ere,v.t.Apagar;destruir;desfazer;anular) veio do inglês e não do latim...
(´In`,A arte de escrever, editora L&PMpocket,§3, p.21).

Muito interessante, além de divetido

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

A matéria,sem dúvida, é motivo de gáudio e refrigério. Aos causídicos, obreiros incansáveis na lida diuturna,certamente
apraz-lhes-à vislumbrar que no pináculo do jargão vernacular, ínsito mesmo á linguagem forense, onde ainda reside e resiste incólume e impoluta a vetusca gramatica de antanho,vozes se levantam das profundezas grotais (tais como morcegos em revoada ao cair da noite)com o escopo de tornar a dialética da proeminente classe, mais conforme com os tempos atuais. Picardia e pilhérias a parte, é claro que concordo com a matéria e dou o "maiorrapoio", contanto que não se chegue ao limite da vulgaridade, tipo: É NÓIS.

Muitos contra

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Existe uma "corrente" dentro do poder judiciário que quer popularizar a linguagem jurídica "vernáculo", com o argumento de torná-lo acessível à população.Imagine se todas as atividades sofrerem a mesma ideia! Que desastre seria. O artigo além de engraçado, é bem sugestivo. Seria a hora de se elaborar um vocabulário próprio, adequado e atualizado do vernáculo, em forma de manual, de forma bem didática, ou realmente popularizar a linguagem jurídica de vez.

Vamos às lições?

João B. (Advogado Autônomo)

"representante do parquet"? A quem não sabe (e como o autor deixou em branco) é "membro" do Ministério Público (parquet? É demais!), e não "representante", afinal, ele não está ali representando o MP, ele É o MP.
E outra: Evidente é aquilo que prescinde de provas, logo, "evidência" não é sinônimo de "prova". Se não há provas ainda, o que há são indícios.

O PROBLEMA ESTÁ NO STF e no STJ também...

ius (Advogado Autônomo - Civil)

Monografia de conclusão de curso é "fichinha", tem ministro do STF que "impetra" recurso e "interpõe" mandado de segurança. Não sabem nem ler, pois o Código de Processo Civil é uma cartilha que ensina tudo, notadamente os verbos relacionados a cada um das medidas... é só ler!!!!
No caso dos Tribunais Superiores, tem Ministro que não tem curriculum nem para ser advogado júnior de um grande escritório de advocacia.
E quem tem curriculum, não tem educação...
Onde vamos parar?

Quid pro quo

WLISSES FEITOSA (Funcionário público)

Como conterrâneo de Clóvis Beviláqua, não há como não chorar de rir deste texto primoroso, pra lá de hilário, que desnuda essa seara do linguajar "juridiquês" que causa tanto quiprocós aos meros mortais.

O mal também se verifica em sentenças e despachos.(1)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Concordo integralmente com a crítica apresentada pelo autor do artigo. Todavia, esse mal não é exclusividade de acadêmicos, advogados, delegados, mas afeta também juízes e promotores em todas as instâncias.
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É comum, por exemplo, deparar-se o advogado com despachos com a seguinte redação: “intime-se-o”, ou “intimem-se-os”, ou ainda, “intimem-se-as”.
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Qualquer bom conhecedor da língua portuguesa fica horrorizado diante de expressões como essas. Os gramáticos então, devem dar cambalhotas coléricas!
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E não é apenas nisso. São frequentes sentenças e acórdãos obscuros, contraditórios. A esmagadora maioria não explicita o fundamento legal, isto é, não expõe com clareza nem indica que ou quais normas legais estão sendo aplicadas no caso concreto. É raro ver uma decisão judicial que diga, “aplica-se ao caso o artigo tal do da lei ‘X’”. Por quê? Já vi acórdão em que, provocada a turma julgadora a dar o único fundamento exigido pela Constituição Federal, o fundamento legal, ou seja, qual a lei aplicada ao caso, negou-se a dar ao jurisdicionado a única resposta que por direito deveria receber. Afinal, “se ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei” (CF, art. 5º, II), então, o dever de fundamentar uma decisão judicial (CF, art. 93, IX) que condena ou obriga alguém a fazer ou deixar de fazer alguma coisa não é outra coisa senão o dever de indicar qual ou quais as disposições legais que o órgão jurisdicional está aplicando no caso para resolver a lide. No entanto, isso nunca é feito. Por quê?
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(CONTINUA)...

O mal também se verifica em sentenças e despachos.(2)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

(COTINUAÇÃO)...
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Por que essa resistência dos juízes em dar o fundamento legal de suas decisões e, em vez disso, preferirem apresentar fundamentos obscuros ou genéricos, que se aplicam a qualquer caso, sem atentar para as especificidades do caso concreto?
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Como se vê, o mau uso das palavras não é exclusividade de uma classe dos operadores do direito. É um mal geral, que nos juízes ganha gravidade ainda maior, porque significa uma violação ética, já que ao tomarem posse do cargo juram respeitar, cumprir e aplicar a Constituição e as leis, mas, ao agiram como agem, quebram esse juramento, e isso representa uma violação ética e moral. Uma indecência. Juízes deveriam dar o exemplo, porque enquanto órgãos jurisdicionais, deveriam ser os repositórios das últimas reservas morais da nação, e nunca usar truques para extinguir processos em detrimento da parte e da função social para a qual o processo foi concebido como forma civilizada de resolver conflitos de interesses.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Artigo oportuno

Voluntária (Administrador)

O artigo é de grande utilidade aos profissionais do Direito, principalmente para os estudantes. Um dia um parente que é engenheiro recebeu um mandado judicial cobrando um imposto.Procurou-me nervoso porque o mandado falava em pagar a dívida em 24 horas "sob pena de constrição". Ele acreditava que seria preso em 24 horas se não pagasse. Seria mais fácil a compreensão se fosse usada outra palavra, algo mais simples.

Que alfinete grande...

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

A alfinetada ultrapassou a tela....

Que alfinete grande...

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

A alfinetada ultrapassou a tela....

e os modismos?

Ciro C. (Outros)

o atual é (re)escrever (re)colocando parenteses na frentes das palavras.
Já observou?
Fora as palavras: niilismo, sofisma, solipisismo..
Chato demais!

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