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Aposentadoria adiantada

Nem advogados nem juízes lamentam a aposentadoria de Joaquim Barbosa

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Comentários de leitores

102 comentários

Lamentável

ElianeF (Outro)

É um tanto duvidosa essa "sensação de alívio" de alguns, os quais não representam nem de longe o que a maioria da classe jurídica e também por que não dizer o povo. O nosso país ficará desamparado. A corte voltará a ter em sua composição só um monte de vozes uníssonas, que ecoam conforme os ditames dos que ali os colocaram.

Corporativismo do clubinho do mp

Grecmann (Professor)

Creio que os doutos colegas repararam que em meio a tantas críticas de advogados e juízes ao ministro Joaquim Barbosa, o PGR Janot foi exceção a agradecer e tecer elogios apenas porque foram colegas de MP. Esse clubinho do MP está cada dia mais hilário. Queira Deus que os próximos indicados ao STF não mais sejam oriundos desse clube.

Saindo sem tapinha nos ombros...

Pedro Rocha Pimentel (Funcionário público)

Mas quem liga para isso? É claro que a Ajufe não vai sentir saudades do Ministro. Quando este questionou a criação de TRFs à margem da legalidade e publicidade, quem acabou prejudicada? É claro que advogados importantes (leia-se, caros) não sentirão saudades do Ministro. A OAB está impregnada de lobistas e políticas que prejudicam os próprios advogados e a sociedade, e o Ministro não se escondeu, encarou de frente essa entidade "sui generis".
Quem precisa de palmadinhas nas costas quando se tem consciência do bom trabalho feito? Certamente não o Ministro...

Juiz consciente

Ezac (Médico)

Assim como nos juizados de outras varas, onde o juiz assume após duro concurso, o mesmo deveria acontecer no supremo. Este concurso só poderia ser feito por juizes com cinco anos pelo menos em outras varas. Evitaria a justiça por política. E quando algum nomeado, contraria quem o indicou, por seu foro e conhecimento, é mal visto. Ainda vamos lamentar muito a saida do Juiz BARBOSA.

AC-RJ (Advogado Autônomo)

Observador.. (Economista)

Perfeita sua lembrança.Já até assimilamos como "normal" esta tese. De que a população brasileira não tem importância alguma.Que são "os néscios" e não merecem atenção.Não sabem de nada.São mera "massa de manobra"; só lembrados para pagar impostos (quanto mais pobre mais imposto se paga - proporcionalmente - neste país esquisito) e para votar.
O engraçado é que o país está péssimo (basta andar nas ruas)....por causa de quem???
De quem acorda e rala todos os dias ou por causa dos "sábios", encastelados em suas torres e que fazem as regras e dão o norte que os demais (os tais néscios) devem seguir sem reclamar??
Estamos neste caos, passando vexame por nossos "puxadinhos" para Copa e somos motivos de piada na Europa (alguém viajou para lá recentemente?) como um povo despreparado e violento por culpa de quem??
Quando uma nação, uma empresa, um time, uma família ou um grupo vai mal, basta olhar para os líderes (e não para os liderados) e muitas respostas surgirão.

Como seria de se esperar

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

A metade dos advogados consultados, que se mostrou indiferente e até favorável a saída de Barbosa, constitui os de sempre: aqueles que vivem da "politicagem" dentro das seccionais da OAB e, portanto, não têm tempo, não precisam ou não demonstram interesse pela advocacia e tampouco a representam. A outra metade é composta daqueles que defendem ou defenderam os Mensaleiros, para quem Barbosa sempre foi uma grande pedra no sapato, pois não cedeu as pressões desses causídicos, remunerados, a peso de ouro, por "bandidos de colarinho branco" e acostumados a fazer valer as suas opiniões, as vezes compradas com parte desse mesmo ouro e com a mesma voracidade com que depositam os seus honorários, obtidos com a usurpação do dinheiro público (leia-se, do povo), em suas contas correntes. Esse pífio e seleto grupo, que encerra as duas metades, está longe de representar a advocacia como um todo e muito menos de falar em nome da população ordeira, para quem Barbosa foi a única esperança de mudança desse pântano de corrupção em que vivemos. Eu, como apenas mais uma formiguinha desse exército de advogados, ESTOU e sempre ESTIVE com o Min. Barbosa, mesmo nas decisões que também entendi derivarem para o excesso. E por quê ? Porque no Brasil esse excesso foi milhares de vezes menor do que aquele que é cometido pelos donos do país diuturnamente e IMPUNEMENTE.

Lamento!

Neli (Procurador do Município)

Sou advogada,há 35 anos e lamento a aposentadoria precoce do Ministro.Um absurdo aposentar na "flor da idade" quando se poderia aposentar em 2024.Por outro lado ,o ministro embasou "a minha tese":advogados e membros do Ministério público não deveriam fazer parte dos tribunais superiores.O cargo deveria ser provido por desembargadores.Lógico que há a maravilhosa exceção do Min.Celso de Mello,mas, repiso-me:para o STF/STJ deveriam ser elevados apenas desembargadores.Alguém que sempre foi parcial, no "final da carreira" passar a ser imparcial?Outro ponto:um acinte ser o presidente da República "o dono da nomeação".É a politização do STF que não é tribunal político não,mas, técnico, porque seus olhos estão voltado para a Constituição Nacional.Nem mais,nem menos e ao sair da interpretação constitucional o STF tem a politização que deveria deixar para os políticos.No mais, invejo o Ministro Barbosa: ele tem um curriculum que não terei nem daqui a mil encarnações.Que Deus o abençoe .

Não desagradou apenas aos "poderosos"

Luís Justiniano (Advogado Sócio de Escritório - Administrativa)

O tempo dirá que frutos essa decisão produzirá para o país. Hoje, o que se sabe é que o Ministro revelou que não se dispõe a exercer, ainda que temporariamente, o importante papel social de voz dissonante na corte.
Aplaudo, como advogado, as críticas feitas a atitudes objetivas apresentadas nessa matéria do Conjur. Particularmente aquela derivada de seu perfil autoritário, de absoluto desprezo pelo exercício da advocacia.
Recordo-me de presenciar numa sessão de Turma do STF uma cena inusitada e lamentável:
Um colega, após distribuir memoriais, conseguia, se não estou enganado já nos terceiros embargos declaratórios em feito da relatoria do Ministro Barbosa, que sua manifestação fosse lida. O caso não era de nenhum poderoso. Era de um simples servidor público, prejudicado gravemente por um julgamento totalmente contrário aos precedentes da corte.
A cena inusitada foi a reação do Relator: Duro com o advogado e tentando justificar o erro, disse que não havia recebido os memoriais. Em réplica, o advogado informou que não havia entregue pessoalmente memoriais a ele por que tivera um pedido de audiência negado. Não satisfeito, o Ministro Barbosa afirmou, em seu costumeiro tom de deboche que não seria razoável que sua agenda estivesse aberta para advogados em terceiros embargos declaratórios. Altivo e corajoso, o colega respondeu, já não mais da tribuna, não por ele, mas por seu cliente e por toda a advocacia algo como: “não fui recebido nos terceiros embargos, mas também tive audiências negadas nos segundos e nos primeiros embargos. Sua agenda nunca está aberta a receber advogados". O Ministro silenciou.
Não se deve esperar que Magistrados sempre agradem advogados.
Mas se espera e exige que ao menos os respeitem (respeitando os cidadãos).

nem advogados nem juízes lamentam a aposentadoria de joaqui

Llewellyn Davies Antonio Medina (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

A magistratura brasileira sofrerá uma grande perda...Perderemos todos, perderá a sociedade civil; perderá a ética; a independência com que o magistrado deve exercer seu ofício. Ganham aqueles que não se deram por impedidos no julgamento do "mensalão", a despeito de terem atuados como advogados para os denunciados.

Alguns são severos com uns, nem tanto com outros...

Diogo Duarte Valverde (Advogado Associado a Escritório)

Infelizmente, o Brasil é um país no qual alguns são muito severos com indivíduos independentes como Joaquim Barbosa e muito amigáveis com figuras muito mais deletérias, ligadas ao poder. Temo que essas associações estejam sendo duras com o ministro por motivos nada virtuosos.

Perigo

PauloFuentesbr (Outros)

Era o dia 21 de Agosto do ano de 1961 e o então presidente Jânio da Silva Quadros, o presidente mais popular do Brasil, o qual usou em seu lema de campanha uma vassoura, alegando que iria varrer a bandidagem do país, anuncia à nação e ao mundo o seguinte...:
- "A pressão de "forças terríveis" o obrigava a renunciar¨.
Jânio ainda tinha alguns anos de mandato para cumprir e acabou morrendo sem falar quais eram estas "forças". Com sua saída, teve início uma crise e que depois de muita baderna e bagunça outra alternativa não houve do que os militares tomarem o poder, pois se deixassem da forma que estava caminhando a nação, estaríamos fadados a irmos direto para o comunismo.
Maio de 2014. Joaquim Barbosa, presidente mais ousado que o Supremo Tribunal Federal já teve, tendo ainda à frente mais 10 anos de mandato anuncia a sua aposentadoria precoce.
Joaquim Barbosa foi o ÚNICO que teve coragem de mandar poderosos para a prisão, fazendo justa ou injustamente uma faxina no que ele achava ser correto e ai vem as perguntas...:
- Será que as mesmas forças ocultas que afastaram Jânio voltou a aparecer !!!???
- Quem ganha e quem perde com a aposentadoria precoce do ministro Joaquim Barbosa !!!???
Não sei o porque Jânio renunciou e nem o porque o ministro JB está querendo se aposentar, mas creio que, somente o tempo poderá nos dizer isso.
ACORDA BRASIL
Paulo Fuentes
www.paulofuentes.br
https://www.facebook.com/paulo.fuentes.589

O Pensamento da População

AC-RJ (Advogado Autônomo)

O texto induz que "somente" a população em geral gostou da atuação do Ministro Joaquim Barbosa. Infelizmente é verdade. No nosso país o que o povo pensa não possui importância alguma.

Generalizar é um problema sério!

W.R. (Bacharel - Criminal)

O título demonstra que é generalizada a felicidade pela saída do ministro Joaquim Barbosa, mas apenas pela fala de seus representantes é que não se pode chegar a esta conclusão. O problema do Brasil e seu povo é achar que a todo momento deve-se agradar, bajular, lustrar o sapato do outro para que este seja carismático, bem visto, bem educado. Um cargo como o de juiz, procurador ou qualquer outro não pode ter como escopo o agrado ao próximo e é a isto que o ministro Joaquim Barbosa nunca se submeteu, tentando fazer apenas o seu papel como servidor da pátria, como defensor da lei. Fica evidente que a nossa justiça e política tem outros propósitos.

Perda Irreparável ao "Judiciário - Justo" do Brasil

SNRADVOCACIA (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Infelizmente penso ser infeliz a reportagem do CONJUR, em se preocupar em ouvir somente os advogados e mangistrados que com certeza tem interesse em causas que beneficiam inúmeros corruptos que contaminam o nosso País. Uns oportunizando a ampla defesa de "delubios" outros decidindo abrandar utilizando-se de "juridiquês" e palavras bonitas para insistirem e contribuirem para a dissiminação da impunidade. Agora quando aparece alguém e fala o que deve realmente ser dito, sem frescuras, todos se incomodam e criticam a atuação firme do Ministro, que obviamente, comete erros e exageros em deteminadas ocasiões.
Por tal razão e infeliz reportagem da Conjur é que ainda prevalece e subiste em nossa realidade a famosa frase do famoso (que coincidência) Rui Barbosa: "De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.
Ótima aposentadoria Ministro e Justiça séria com certeza sentirá saudades....

Lamentável

preocupante (Delegado de Polícia Estadual)

Com a aposentadoria e consequente saída do Ministro da mais alta corte deste país, quem mais perde são os homens e mulheres honestos, sérios, trabalhadores e avessos à hipocrisia, e que para sobreviverem não precisam nem querem, por questão de honra subjetiva, se beneficiando como se fosse seu do poder e recursos dos órgãos do Estado.

Saudades Joaquim Barbosa

Lexandre (Outros)

Sou advogado e lamento profundamente a aposentadoria do Ministro.
E digo mais, triste é um país que teve o Ministro como ídolo, fossemos um país realmente sério, democrático e sem tanta impunidade jamais a população teria como herói alguém que lutou tanto pelo fim da impunidade e não se curvou diante dos poderosos. Assim, ainda que muitas vezes o Ministro tenha sido uma pessoa autoritária , o Brasil precisava de alguém com tal coragem. Fez bem o Ministro. chegou a conclusão que sozinho é impossível mudar o que foi construído para não funcionar.
Uma diga, seja inteligente, suma do país, vá viver sua vida com sua família nos EUA, lá o Sr. poderá viver e aproveitar a vida, não terá o risco da insegurança, não terá pressões, viverá em um país mais justo e fuja do país antes que ele acabe de vez, pois isso aqui não tem mais jeito, é questão de tempo para sermos dominado pelo poder paralelo que está destruindo a nação, ou quem sabe, um dia ainda sejamos invadidos pelos EUA e libertados, afinal é a última esperança que resta.

Instituições em frangalhos

PAULO FRANCIS (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Todo dia perdemos alguém de valor. Estamos vivendo as instituições pública ficam em frangalhos. A OAB é uma delas. Tornou-se um clube.

Título infeliz! Continuação

ratio essendi (Administrador)

... Costumava dizer em sua simplicidade: - " Minha filha, diga-me com quem andas, que te direi quem és!!!"
Sem mais.

Título infeliz!

ratio essendi (Administrador)

Registre-se, de início, estarem algumas associações de Magistrados e poucos advogados de poderosos, ricos e influentes a anos-luz de representarem a comunidade jurídica brasileira! Os críticos do probo Min. JB se esquecem de um pequeno, mas relevante detalhe: por fecunda iniciativa do Min. Marco Aurélio, por ocasião de sua Presidência na Suprema Corte, restou concebida a TV JUSTIÇA - a qual passou a transmitir em tempo real as sessões de julgamento do STF, atendendo à imperativos de transparência. Nessa esteira, o povo brasileiro pôde ver e acompanhar o processamento e julgamento de inúmeras causas de relevância para o país, mercê do impacto social, político, econômico e jurídico que ostentavam. E ao contrário do que muitos causídicos letrados pensam ou tentam supor, o povo não é tão bobo, ingênuo e ignorante quanto possa parecer em razão de sua baixa escolaridade, de uma maneira geral. Todos vimos o comportamento e a postura assumida pelos Ministros do Supremo em recentes julgamentos de grande interesse nacional. Cada qual tire suas próprias conclusões - o que se afigura mesmo salutar em uma democracia. Mas, com todo o respeito devido, na minha modesta compreensão, a origem das críticas apenas denota e, mais - mesmo ratifica, a retidão e hombridade com que o Min. JB honrou a toga e deixou aos brasileiros um fio de esperança na concreção da Justiça, embora, admita-se, tenha restado vencido pelo sistema. Seria mesmo contra-intuitivo esperar outra reação de poucos advogados dos poderosos e de algumas associações corporativas. Por fim, todo esse cenário me trouxe à mente lembranças do meu saudoso avô, já falecido. Homem simples, um típico trabalhador brasileiro iletrado, mas de uma perspicácia e sabedoria de vida incomuns. Continua ...

Equívoco da manchete do CONJUR

PAULO FRANCIS (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Tenho certeza, de que se fossem consultado, grande números de advogado lamentariam a saída de JOAQUIM BARBOSA.
A pesquisa do CONJUR, por sua natureza, só é feita entre os criminalistas de escol.

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