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Atividade ininterrupta

Corregedor-geral da Justiça do Trabalho acaba com “férias dos advogados”

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Comentários de leitores

10 comentários

Misturando goiaba com jabuticaba

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Vejo que o cinismo, a hipocrisia, e a falta de vergonha na cara dominam a discussão do tema, para não dizer outra coisa. Ora, qualquer pessoa que tenha um mínimo contado com a atividade forense sabe muito bem que suspensão de prazo para os advogados ABSOLUTAMENTE NADA TEM A VER com suspensão das atividade judiciais. Apenas para exemplificar, aqui na Comarca de São José do Rio Preto neste mês de maio os prazos para os advogados ficaram suspensos em várias varas judiciais. Motivo: as varas cíveis foram transferidas para outro prédio, pelo que não seria possível o atendimento e acesso aos autos MUITO EMBORA OS SERVIDORES ESTIVESSEM TRABALHANDO NESTE PERÍODO. Outro exemplo. A Justiça Federal aqui em São José do Rio Preto suspendeu todos os prazos processuais nesta semana, 26 a 30 de maio. Não se realizam audiências, nem cargas, e só se atende aos casos urgentes. Motivo: inspeção geral. Os servidores e magistrados estão trabalhando, mas os prazos estão suspensos porque é necessário cuidar das atividades de inspeção, que não se tornaria possível simultaneamente ao atendimento aos advogados.

Tiro no pé

E. Coelho (Jornalista)

Concordo com os comentários do Prætor (Outros), realmente a OAB deu um tiro no pé.
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Porém, há algo a ser ponderado:
- Salvo engano os dirigentes da OAB são sempre vinculados aos grandes escritórios, então, o tiro no pé foi dos advogados autônomos. Aqueles podem contar com os seus colegas e tirar férias em qualquer época do ano, estes não podem sequer pensar em tirar férias.
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O jeito é aguardar o novo CPC para assegurar um período razoável de férias.

corta pra mim

joão gualberto (Advogado Autárquico)

É preciso preservar o sapato velho, moroso, deficiente, burocrático da Justiça - então, cortem-se os dedos !!!

Escolha

Veritas veritas (Outros)

Mudar o nome para susensão de prazos em nada altera a burla à regra constitucional que determina a ininterruptibilidade do funcinamento da Justiça. As férias forenses eram justas e adequadas, mas a hipocrisia e o populismo da classe dos advogados acabou com elas. Agora resta respeitar a Constituição e planejar bem os períodosa de descanso dentro do cenário que foi desejado.
O fim das férias forenses foi péssimo para os magistrados e para os serventuários, que, ou não conseguem tirar suas devidas férias ou tiram-nas e encontram, na volta, todo ou parte do serviço por fazer por não haver quem o faça durante seu afastamento.

Férias dos advogados

José Carlos Silva (Advogado Autônomo)

Concordo plenamente com a mudança do nome de férias para suspensão. Afinal, o objetivo é beneficiar os advogados. Ocorre que no período "oficial", a Justiça para. Deveriam sim, suspender os prazos, mantendo-se, inclusive, os Tribunais abertos. Sem a obrigatoriedade de prazos e comparecimento às audiências, os advogados que quisessem, poderiam aproveitar o menor fluxo para examinar processos e até mesmo Despachar algum, caso necessário. Como está, mesmo que o advogado não queira parar, não pode ir ao Fórum, pois o encontrará fechado. Afinal os serventuários já gozam dos seus períodos individuais de férias. Não há porque pararem no final do ano também. Férias duas vezes ao ano bastam as dos Juízes.

Complemento

AC-RJ (Advogado Autônomo)

Muito pertinente o comentário do Sr. Zé Machado. É óbvio que esta medida provocará férias de 90 dias para os juízes. Uma sugestão para evitar que isto ocorra seria a obrigatoriedade que eles e os servidores também tirassem férias nesse período. Seriam escaladas algumas varas para plantão judiciário e só. O problema estaria resolvido.

Parabéns à burrice da oab!

Rodrigo Moura Soares (Advogado Associado a Escritório - Civil)

A culpa de tudo isso é da OAB! Parabéns aos dirigentes que, simplesmente, acabaram com um sistema que, se não era perfeito, pelo menos atendia a boa parte dos advogados. Quiseram defender um judiciário mais ativo, mirando no problema do pouco tempo de trabalho, mas, ao invés de atacar os problemas de gestão, acabaram com as férias forenses, que nunca foram o principal problema do Judiciário. No sistema antigo, advogados poderiam, se quisessem, gozar de 60 dias de férias. Assim como os magistrados. Hoje, não podem tirar nenhum dia, e conseguiram conceder aos magistrados 80 dias de férias: 60 regulamentares mais os 20 dias do recesso. PARABÉNS OAB!!!

Palhaçada

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Esse negócio de férias não pega bem porque aí juízes vão parar por mais de noventa dias em suas férias despudoradamente. Substituir a palavra férias por suspensão de prazos seria o ideal, inclusive por 15 dias no mês de julho. O resto é palhaçada inconsequente de quem adora fazer molecagens.

A culpa não é da OAB

Leandro Melo (Advogado Autônomo)

E eu não defendo a OAB nunca, mas a culpa é dos magistrados e serventuários, que não conseguem diferenciar suspensão de prazos de férias coletivas: Se os prazos estão suspensos ninguém precisa trabalhar? Mas sempre há muita coisa para se fazer nos cartórios, muitas decisões a serem proferidas, mas suspendeu os prazos no recesso, some todo mundo.

Parabéns

Veritas veritas (Outros)

Cumpriu-se a Constituição e cumpriram-se os anseios da OAB, que batalhou por isso quando da EC45/94.

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