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27 comentários

Repensar é mesmo preciso

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Qualquer momento é momento para se repensar as profissões mais importantes. Veja-se por exemplo a crise em que se encontra a medicina, após os médicos atuarem de forma corporativa visando impedir o surgimento de novos cursos visando causar défict de profissionais para cobrarem o que querem pelos serviços. Não se pensou a profissão, e essa ausência de pensar causou uma crise altamente prejudicial ao interesse coletivo. A advocacia, tal como qualquer outra profissão, precisa sim ser reprensada a todo momento, mas não pelos motivos elencados pelo Prætor (Outros). Em primeiro lugar, os honorários advocatícios são reconhecidamente caros, da mesma forma que o são os serviços médicos e todos os demais que reclamam profissionais bem preparados. Mas essa "caristia" não significa, nem de longe, que a advocacia esteja sendo bem remunerada. Ao contrário disso, a maior parte dos advogados é pessimamente remunerada, resultado da permanente mitigação dos honorários advocatícios pelos juízes e pelo chamado "custo brasil", além da permanente violação às prerrogativas da classe. Veja-se que ainda esta semana Presidente Dilma acabou por vetar norma tributária que favorecia a advocacia, causando um tributação trípla, que obviamente é repassa ao cliente. Por outro lado, nem de longe a "apropriação indébita e o patrocínio infiel", que de fato existe, é um grande problema. A maior parte dos advogados brasileiros são profissionais honestos, sendo impossível obviamente em meio a 815 mil advogados em atuação fazer com que absolutamente todos atuem nos termos do que diz a lei. A propósito, magistrados são só 16 mil, e é difícil uma mês sequer sem que dois ou três deles sejam pegos "com a mão na butija".

Momento de parar e pensar

Veritas veritas (Outros)

A crise de confiança na advocacia deveria ser motivo de reflexão da classe sobre: o altíssimo valor do serviço jurídico no país (que é a raiz da existência de um órgão que, não fosse isso, não teria porque existir, a Defensoria Pública), o sistema de dupla remuneração pelo mesmo serviço (os honorários sucumbenciais + contratados), o ajuizamento de demandas frívolas e destinadas apenas à procrastinação de obrigações, maior transparência em sua instituição e uma corregedoria mais efetiva para coibir a apropriação indébita e o patrocínio infiel, dentre outras irregularidades. Enfim, é momento de se pensar como resgatar, perante a população, o prestígio da nobre classe dos advogados.

na mosca

afixa (Administrador)

classe menos ética que a maioria das outras. proponha uma causa e dê uma volta um dia de tarde no fórum; converse com outros advogados, 9 em 10 dirão que seu advogado errou, que não escolheu o melhor caminho; que você pode se arrepender no futuro...
fico feliz (ainda) em saber que professores tem mais credibilidade que os juízes.

Pensamento raso

Kelsen da Silva (Outros)

Sem discutir a qualidade da relação cliente-advogado no Brasil, acredito que a população vincula a confiabilidade do advogado com o resultado obtido em litígio. O povo não entende que a panacéia jurisprudencial e cada-juiz-julga-como-quer, é questão fora de controle dos advogados, portanto, imprevisíveis, gerando descontentamento. O próprio caos legislativo brasileiro, ÚNICO no mundo, contribui para isso. Não é fácil prevenir e remediar conflitos nessa balbúrdia legislativa e judicial. Para um leigo a culpa é de quem? DO ADEVOGADO! Fácil não?

Resultados não me surpreendem

Veritas veritas (Outros)

Os números ganham dimensão quando se sabe que boa parte da população brasileira litiga em Juízo (100 milhões de ações numa população de 200 milhões). Ou seja, falam com conhecimento "de causa".

olha só...

Thiago (Funcionário público)

Hj descobri que tenho a mesma credibilidade do Silvio Santos e do Datena...

E a "credibilidade" da pesquisa?

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Convenhamos: mas que método esdrúxulo de se apurar suposta confiança em dada classe de profissionais! Quando sua casa pega fogo você chama o bombeiro e ele vem apagar o fogo. O fogo não opina sobre a credibilidade do bombeiro. Mas quando seu inquilino não paga o aluguel, quando o vendedor da casa não entrega o imóvel, quando a casa é construida foram dos padrões contratuais, aí você chama o advogado, e é o advogado quem vai demandar contra todo esse pessoal (locatário inadimplente, o construtor desonesto), e é esse pessoal quem opina sobre a "credibilidade" do advogado.

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