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Comentários de leitores

5 comentários

Prisão preventiva de maniofestações em SP

Bia (Advogado Autônomo - Empresarial)

Também concordo com o fato de coibir ABUSOS policiais. Mas não vi por parte dos comentaristas que apenas "apedrejam" a polícia, enquanto INSTITUIÇÃO, dando a entender que desejariam que ela simplesmente não mais existisse, defenderem que também devem ser SEVERAMENTE punidos aqueles manifestantes que cometeram, INQUESTIONAVELMENTE (posto que filmados por toda a mídia) BARBÁRIES contra o patrimônio público e privado (QUEM reembolsará o Grupo Caltabiano?????), culminando com o ASSASSINATO do cinegrafista do Grupo Bandeirantes. Como cidadã desiludida de nosso país do pão, do circo e, agora, também do paraíso dos criminosos estrangeiros, para onde passaram a vir na certeza da impunidade, peço que dêem sua opinião também sobre o direito de "livre" manifestação de uma "Sininho", por exemplo, que escancaradamente CONFESSOU sua participação ativa nas atividades dos "black bocks". Deveria ser ela mantida SOLTA, como está até hoje? A que ponto chegará a sociedade brasileira, refém nas mãos dos criminosos de toda espécie, com leis penais que somente os beneficiam, deixando toda a sociedade, IMPOTENTE, à mercê da violência? É isso que desejam para seus descendentes?

Quem diz a verdade?

Ian Manau (Outros)

Acreditar em um policial à paisana, que deve ter "criado" delitos, seria uma forma de coibir o direito de opinião? Afinal, portar artefatos significa mesmo que se tenha usado?

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LeandroRoth (Oficial de Justiça)

O professor Saulo Ramos já dizia que o poder tende ao poder, ou seja, não há poder que não tenda a ser utilizado de forma abusiva.
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Por isso, apesar de ser contra os crimes praticados nestas manifestações (como o delito de dano), concordo com o colega quando diz que abuso de autoridade devia dar ensejo à demissão do servidor. Se continuar dando cesta básica, e olhe lá, como ocorre hoje, os abusos continuarão.

Polícia Francesa

rodolpho (Advogado Autônomo)

Na França, durante o governo de Sarkozy, as manifestações de rua, com veículos incendiados, e depredações generalizadas, tomou conta de todo o país, sem que a polícia francesa se atrevesse a cometer a centésima parte dos abusos que a polícia brasileira comete.
Acontece que na França as manifestações são integradas por milhares de veteranos de guerras, e, se a polícia francesa tentar, sequer, cometer os abusos que a polícia brasileira comete essa polícia será trucidada e irá para o cemitério.

Fernando Grella

rodolpho (Advogado Autônomo)

O Sr. Fernando Grella se apossou do chamado “livre convencimento do juiz” capitulado no artigo 155 do Código de Processo Penal, para criar o que ele intitula “livre convencimento da polícia”, só que omitindo que o livre convencimento do juiz é regrado e contido por norma constitucional que determina a fundamentação e a exigência de satisfação à sociedade, sob pena de responsabilização penal, civil e administrativa.
Essa transformação do Estado de Direito em Estado policial já foi sinalizada pelo governo paulista quando o governador Alckmin tentou, sem sucesso, impor a lei de criminalização dos menores de idade.
O que precisamos criminalizar, conforme lecionou o Ministro Gilmar Mendes, são os atos de autoridades que mantém presos provisórios e sem condenação durante 14 anos. É mandar para a cadeia promotores que submetem pessoas inocentes a terríveis processos criminais sem prova alguma. É tornar o abuso de autoridade crime punível com demissão do cargo, indenização pessoal, não do Estado, mas do próprio agente público, e prisão de cinco a dez anos em regime fechado.
A revolução russa começou em 1905 com a repressão czarista contra manifestações justas do povo, e deu no que deu. O czar e toda a família foram executados a tiros em 1918.

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