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Luto na advocacia

Morre a advogada Cleide Previtalli Cais,
ex-subprocuradora-geral da República

Cleide Previtalli Cais [Divulgação]Morreu neste sábado (14/6) a advogada Cleide Previtalli Cais, sócia do Cais, Doniak, Rangel Ribeiro & Matta Nepomuceno advogados. Bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Direito Processual Civil pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Cleide Cais foi advogada do Banco de Desenvolvimento do Estado de São Paulo (Badesp) e procuradora da República em São Paulo.

Por merecimento, foi promovida ao cargo de Subprocuradora-Geral da República, tendo atuado junto ao Superior Tribunal de Justiça. Aposentou-se dos quadros da Procuradoria da República no ano de 1996, passando desde então a dedicar-se à advocacia, atuando nas áreas do direito tributário, administrativo e cível.

Seu marido, Homar Cais, foi presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região entre 1991 e 1993. Durante sua gestão, em 1992, o desembargador afastou o juiz João Carlos da Rocha Mattos por conta das ameaças que sofreu. 

"Conheço muitas coisas a respeito das condutas profissionais e pessoais de Vossa Excelência e de sua mulher [Cleide Previtalli Cais, à época procuradora-chefe da Procuradoria da República em São Paulo]", afirmou o juiz em carta a Cais. E advertiu: "Levarei tudo às últimas consequências". 

Rocha Mattos voltou a ser titular da 4ª Vara por conta da prescrição da punição disciplinar e porque o Ministério Público Federal não propôs, na ocasião, uma ação penal. Anos mais tarde, foi condenado por venda de sentenças, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha no processo da operação anaconda, deflagrada em 2003.

Pesar
Cleide Previtalli Cais é autora da obra O Processo Tributário (Editora Revista dos Tribunais), tendo trabalhos publicados em diversas revistas especializadas. Além disso, era sócia do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp). Em nota, o Iasp lamentou a morte da advogada e afirmou que Cleide Cais foi um exemplo de envergadura intelectual e moral. O presidente do Iasp, José Horácio Halfeld Rezende Ribeiro, desejou força à família.

O presidente do Movimento de Defesa da Advocacia (MDA), Marcelo Knopfelmacher, publicou nota de pesar lamentando a morte. “É com muita tristeza que recebemos a notícia do falecimento da Dra. Cleide Previtalli Cais. Advogada, esposa, mãe e grande amiga, não poderia deixar de mencionar a satisfação de ter convivido com essa pessoa extraordinária em meu primeiro estágio, com quem tanto aprendi. Vai deixar muitas saudades a todos que a conheceram e que com ela conviveram”, disse.

*Notícia alterada às 19h do dia 16/6 para acréscimo de informações.

Revista Consultor Jurídico, 16 de junho de 2014, 15h53

Comentários de leitores

1 comentário

Sempre o MP ufa ...

Roberto MP (Funcionário público)

Quer dizer, o juiz corrupto que seria condenado anos mais tarde, deixou de ser condenado antes, evitando os prejuízos (de ordem moral e material) que causou porque o Ministério Público não formalizou a denúncia, ou seja, não cumpriu seu papel constitucional. Essa é uma amostrazinha grátis das numerosas mazelas do "Fiscal da aplicação da lei" (Fiscal da Lei como se autodenominam). E fica por isso mesmo. Eu, por causa deste modesto comentário corro o risco de ser processado. Mas, eu corro esse risco, para ver a coragem dos "dois pesos e duas medidas".

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