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Nem na ditadura

Por ordem de Barbosa, advogado de Genoino é retirado à força do STF

Comentários de leitores

90 comentários

Meticuloso...

preocupante (Delegado de Polícia Estadual)

Creio que a atitude do advogado foi meticulosamente calculada, pois sabia que não haveria outra reação do Ministro senão a que se pôde ver, por se tratar de autoridade intransigente (talvez única dos tribunais superiores) com os desmandos dos agentes públicos infiltrados nos poderes desta tão maltratada, vilipendiada e ameaçada república federativa do Brasil.

Joaquim barbosa e a expulsão do advogado.

Roque Z Roberto Vieira (Advogado Autônomo - Civil)

JOAQUIM BARBOSA e a EXPULSÃO DO ADVOGADO.
O Ministro Joaquim Barbosa ao expulsar um advogado da Tribuna, acaba por condenar sua própria” GREI ”. O advogado Luiz Fernando Pacheco dirigiu-se corretamente ao Presidente com o termo técnico “...PELA ORDEM...”, de uso obrigatório para os advogados. Agiu também corretamente, quando cobrou a pauta de um processo prioritário, por trata-se de julgamento de RECURSO DE URGÊNCIA, onde o escopo da lide, era o risco de vida de um presidiário, seu cliente. Lamentável a INÉRCIA dos demais colegas advogados que presenciaram o INJUSTO, e permaneceram inertes diante de uma afronta não só, à Ordem dos Advogados, mas principalmente à DEFESA PLENA DA CIDADANIA. Lembrem-se.: “...Onde estiver presente um advogado é a OAB que está presente...” .O ministro Joaquim Barbosa equivocou-se. Sempre ensinei aos meus alunos, que a voz do advogado é a voz da cidadania e a voz do seu cliente e familiares, que depositaram e confiaram naquela defesa, sua vida e suas aflições. A OAB e o Estado Democrático de Direito não podem pacificamente quedar-se inerte diante desse episódio inusitado, sob pena de configurar um perigoso desvirtuamento da ordem jurídica. Calar a voz do advogado justamente no momento e no local mais sagrado para a advocacia, ou seja, “ A TRIBUNA DO ADVOGADO “, além do desrespeito, significa suprimir a VOZ DA DEFESA, o que impõe reação imediata, ou seja, medidas oportunas capaz de inibir reiteração de conduta análoga, evitando para o futuro, risco do gravoso contágio à todo Poder Judiciário em suas Instâncias inferiores. (Roque Z em 13.06.14).

E se fosse outro

PEDRO (Advogado Autônomo - Civil)

E se fosse um outro advogado e outro processo não ligado ao mensalão ? Talvez o ministro tivesse contemporizado. O pedido do advogado do petista foi inoportuno. E buscou visibilidade. A Dilma já o havia chamado de advogado molenga.E ao que se sabe ele não reclamou da presidente.

Apoiado minis joaquim barbosa

FlávioFdeLima (Contabilista)

Imagine se todos os advogados dos condenados fossem ao plenário "exigir", que ponham em pauta, absurdo esse advogado deveria eh ter sido preso junto com o José Genoino, pois para participar do mensalão, teve muita saúde e agora vem querer ficar de boa em casa, CADEIA NELES! Parbens! Joaquim, sou seu fã e pena q irá se aposentar!

Acima de qualquer controle

Roberto MP (Funcionário público)

Se o ministro JB agiu com abuso de autoridade ou desvio de conduta está imune (isto é Brasil) ou salvo de qualquer sanção (de algum sansão não rs rs) pois é ele quem preside a mais alta corte do País (STF) assim como também preside o órgão que exerce a função de controle externo do Judiciário (CNJ). Destarte, está rindo pras paredes e vai sair sobranceiro.

É necessário ter Urbanidade!

Floriberto Sampaio Canejo (Bacharel - Criminal)

Não sôa bem comentários descortêzes. Percebo certa ignorância. E o que mais me impressiona, são trocas de "farpas", desnecessária e discordial. É salutar a URBANIDADE entre as pessoas, é necessário humildade. Tanto de quem fala, quanto de quem escuta, e isso, aprendemos desde cedo, ainda quando criança. Percebo que, existem alguns profissionais que se enquadram perfeitamente em tais perfis. É notável àquele que fala bem e pede bem. Quem fala mal, escuta mal. Genuíno não é digno de privilégios! E nem exemplo a ser seguido...

O magistrado mais uma vez correto

WILTON PAESANO (Advogado Autônomo - Civil)

É evidente que faltou tato ao advogado expulso pelo Presidente do nosso STF; a sua expulsão decorreu da falta de sua polidez e insistência num ato cujo efeito já havia ocorrido; eis que seu processo não estava em pauta, o advogado não teria o direito de falar na tribuna; avançou, indevidamente, mas por previdência do Ministro pôde falar, então, agradecendo a oportunidade e feita a fala, encerrasse e saísse satisfeito do lugar; não ! ao contrário, de dedo em riste, se insurge contra o Ministro Presidente; o que quer ? ser expulso, como foi; e/ou ser conduzido preso, por desacato, eis que sua palavra não foi autorizada. A verdadeira advocacia é a pratica do bom senso e de discussão de idéias para o encontro da melhor solução; quando criminal, mostrar a inocência do acusado, se possível. Os réus do mensalão são bandidos da pior espécie, visto que logrando obter a confiança do povo brasileiro, nas sombras, lhes tiravam riquezas sem cerimônia. Ora, abusar da confiança é ato de traição, é crime de lesa pátria porque interferiu no tesouro da |Nação. Então, esses tais não merecem qualquer consideração e devem pagar a pena de seus nefandos atos encarcerados; e, não deveriam gozar de nenhum benefício. O advogado expulso, talvez por vultosa quantia pretendia afrontar o Ministro Presidente de um dos Poderes da República imaginando com isso angariar simpatia de vários que por terem seus pedidos contrariados pelo notável Magistrado fazem coro contra sua ética, decência, consciência jurídica e capacidade de paladina defesa nacional. Isso não é advocacia; é politicagem rasteira. A advocacia exige de todos que nela digladiam justeza nas idéias, nos atos, na ética, na decência, na educação, no respeito, no bom senso. Caro colega expulso, que pena, seu golpe falhou.

Onde andarão a AMB a AJUFE a ANAMATRA ETC. ETC. ETC.

Adriano Las (Professor)

Como podem essas instituições silenciarem diante de tamanha agressão ao Poder Judiciário e ao seu Ministro Presidente, que histórica e insuperavelmente o representa? Como podem, com o seu silêncio, chancelarem o comportamento grotesco e inescrupuloso daquele advogado? Será pelo fato de o MINISTRO JOAQUIM BARBOSA ter sido contra à ampliação de TRFs? Será que não percebem o que está acontecendo? Vão mesmo se alinhar ao advogado maloqueiro em desfavor de toda a magistratura? Está tudo ignobilmente dominado. Passamos - e muito - do fundo do poço.

Quantos se atrevem...

J.Koffler - Cientista Jurídico-Social (Professor)

Observo que, em três páginas de comentários, há um certo equilíbrio entre os indignados com a postura do ministro-presidente e aqueles que defendem o intempestivo causídico provocador. Até aí, parece-me que, "entre mortos e feridos, salvaram-se todos".
Causou-me estranheza, todavia, que o período de exceção ("ditadura militar") tenha sido trazido a lume mais de uma vez, travestido de odioso verdugo. Por que? Por acaso, aqueles que o mencionaram viveram durante essa fase transitória entre a balbúrdia total e a redemocratização? Creio que não, ou se o viveram, estavam cegados pelos arroubos juvenis típicos da época (em toda América Latina), em que vogava, em lugar destacadíssimo, a grosseira e falsa figura do "salvador da pátria", Ernesto "Che" Guevara, um reles e oportunista guerrilheiro.
Àqueles que mencionaram pejorativamente a Contrarrevolução de 64, digo-lhes que ou são cegos, ou falam sem conhecimento de causa. A intervenção militar foi necessária e, mais que isso, ostensivamente solicitada pelo povo, cansado de ver os desmandos de governos alinhados com os comunistas que outrora cobriram de tormentosas nuvens os céus do continente e de outras partes do mundo. Tanto é assim que foram estrondosamente derrotados e expulsos a pontas de baionetes.
Apenas me cabe um reparo, um "mea culpa" mais que pertinente: se tivéssemos feito adequadamente o dever de casa, hoje o Brasil não estaria passando pelo pior período da sua história pátria, paradoxalmente promovido por aqueles mesmos celerados que intentaram aqui fincar a odiosa bandeira da foice e do martelo, enlameando e ensanguentando nosso vibrante pavilhão nacional.
Uso afirmar àqueles que tanto adoram o comunismo: o que os impede de mudar-se para uma Coreia do Norte, Cuba, Venezuela, Equador...?

Análise do discurso

AnaP. (Psicólogo)

Em matérias como estas, é possível ver a seção de Comentários como um rico pavilhão onde o cidadão comum pode, enfim, apreciar e escolher qual dos advogados contrataria ou não. É possível conhecer quem se esforça por ter controle emocional, quem opina de forma imparcial e com competência, quem leva em conta o fato em si - e quem emite seu parecer confirme quem assina a atitude, de um lado ou de outro, se o ministro ou se o advogado. Naturalmente, aos exaltados é necessário apenas a paixão. Dizia Bruce Lee que
"Se você coloca os princípios à frente da paixão, você ganha. Se põe a paixão à frente dos princípios, você perde."
Que a OAB saia em defesa de um advogado somente pelo fato de ser advogado, permitam-me dizer que isso é algo que assusta ao cidadão.
E, por fim, seria até possível dar um algum crédito ao intempestivo advogado se ele estivesse a defender um homem pobre, sem roupas de marca e sem cuecas, que tivesse roubado algo de comer. Mas supõe-se que o advogado nem esteja lendo os comentários: enquanto o país estiver como está, a esta altura, já terá sido convidado para um cargo elevado, com salário atraente, talvez no mesmo hotel para o qual foi convidado José Dirceu.
Agora, chamar o advogado de Excelência, atentando-se para o significado da palavra, é muita delicadeza do Ministro.

Título

Paulo Roberto Vieira Camargo (Advogado Autônomo - Civil)

Pelo que se lê das manifestações o Consultor Jurídico deveria trocar a manchete para "Advogados em sua maioria repelem comportamento do colega defensor de mensaleiro". Esta manchete retrataria a verdade dos fatos !!!

Re-ratificacao

Paulo Roberto Vieira Camargo (Advogado Autônomo - Civil)

Quanto ao advogado Tecio Lins , autor da nota defensora do comportamento odioso do advogado do ladrão (por decisão transitada em julgado) Genoino, a omissão de seu voto no CNJ acabou por chancelar marmelada no concurso para JUIZ do TJ do Rio de Janeiro. Esses e' o caráter dos advogados "defensores" da classe, sem instrumento de mandato.

Houve um tempo.....

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Parece mentira, mas houve um tempo em que "advogado de marginal chegava sempre depois do cometimento do delito; nunca antes ou durante, se prestando a função de escudo humano entre o seu constituinte e a polícia, no âmbito das "negociações para a sua prisão", ainda na fase de exaurimento do delito. Houve um tempo em que o causídico só deixava o paletó, quando saia do escritório no final do expediente, durante os finais de semana, nas férias ou n'outras ocasiões não relacionadas com a lida, ao invés de retirá-lo,"imediatamente", para servir de "cobertura" ao rosto ou às mãos algemadas de seus clientes presos, evitando a exposição na mídia. Houve um saudoso tempo em que as teses jurídicas eram discutidas acaloradamente em plenário (as vezes até de forma ríspida) mas nunca acintosa, deselegante, desrespeitosa ou jocosamente. Houve um tempo em que o advogado sentia orgulho da sua profissão; respeitava e se fazia respeitar (e isso nunca foi problema nem para ele, nem para quem o respeitava,em reciprocidade). Houve um tempo em que o advogado se sentia no direito e "obrigação" de dizer "não", à certas causas que violavam as suas próprias convicções, deixando para a Defensoria Pública o mister da defesa nesses casos. Houve um nostálgico tempo em que a "pessoa" do "advogado" e a sua atividade se distanciavam da "pessoa" e da"atividade" do seu cliente, e isso era imediatamente percebido por todos. Mas,principalmente,houve um tempo em que o nobre ofício era exercido exclusivamente com muito estudo do direito; consciência da sua função social,dignidade e honradez, tempo esse em que se defendia sem agredir, se sobressaía pela palavra e se discutiam idéias, dentro de uma arena onde só se travava o "bom combate".Feliz de quem viveu isso, como eu.

Advogado "folgado"

thunder cuta (Delegado de Polícia Federal)

O Ministro Joaquim Barbosa, perdeu uma grande oportunidade de "sair por cima" ....era só dizer ao advogado: " Tenho dezenas de processos para serem pautados e obedeço, rigorosamente, a ordem de chegada". Tenho receio de seu viés ditatorial. Não aceita ser confrontado. E, como disse, em entrevista o advogado, ele teria medo de "perder" no voto do plenário. Já existem rumores de que, se Dilma fosse reeleita, daria indulto natalino aos mensaleiros.

Ambos estão errados.

Neli (Procurador do Município)

Ambos estão errados.O advogado errou ao não agir com urbanidade, como também o próprio ministro Barbosa que deveria agir com urbanidade errou.Direito é bom senso, urbanidade para que se chegue à justiça. Quem agride verbalmente(ou por escrito) é porque não tem argumentos para a fundamentação ou ,o que é pior ,não sabe argumentar.Lamentável é o presidente do STF não levar a julgamento o pedido do condenado para a prisão domiciliar ou trabalho externo. O bom juiz é aquele imparcial,que não lê o nome da parte,mas, sim,apenas o caso concreto e o pedido."De lege ferenda" ministros dos tribunais superiores deveriam ser desembargadores e não advogado ou membro do Ministério Público, que na vida profissional agiram como parte.No mais, boa Copa do Mundo a todos que não vença a seleção da CBF,porque minha Pátria no futebol se chama Santos F C!

Dra. Bia

Carviso. (Advogado Autônomo)

"Advogado de GENOINO é retirado a força do STF". Dra., seu comentário é perfeito. Esse é o sentimento da grande maioria

Uma agressão à advocacia.

Ronaldo Lastres (Advogado Autônomo - Criminal)

Concordo com as lúcidas palavras do colega Marcos Alves Pintar. Independente de cores partidárias, pois nas questões de Justiça não cabe o sectarismo político, vale afirmar que não pode, o julgador, pertença ao órgão que pertencer, ocupe o cargo que ocupar, reter em seu poder indefinidamente recursos que, por sua urgência, deveriam ser postos em mesa, na primeira sessão, independente de pauta. Ao advogado é lícito, após reiterados pedidos de colocação em mesa para julgamento pelo plenário, sem resultado, levantar questões de ordem nesse sentido. Assim, a decisão do Presidente do STF de mandar retirar à força o advogado constitui-se em agressão a todos os advogados. A pedra dos anéis dos advogados não é vermelha de vergonha, antes significando a luta que deve enfrentar contra o arbítrio e a intolerância. Como bem lembrou o ilustre presidente do IAB, Técio Lins e Silva, nem nos anos de chumbo houve tamanha agressão à advocacia. Quanto a outros casos idênticos, sem solução, cabe aos respectivos defensores tomarem as medidas que julgarem conveniente. O advogado retirado manu militari da sala do STF, defendia apenas o seu cliente, que lhe havia confiado o devido mandato. Ronaldo Lastres Silva, advogado, OAB/RJ 20.174.

Análise do discurso

AnaP. (Psicólogo)

Em matérias como estas, é possível ver a seção de Comentários como um rico pavilhão onde o cidadão comum pode, enfim, apreciar e escolher qual dos advogados contrataria ou não. É possível conhecer quem se esforça por ter controle emocional, quem opina de forma imparcial e com competência, quem leva em conta o fato em si - e quem emite seu parecer confirme quem assina a atitude, de um lado ou de outro, se o ministro ou se o advogado. Naturalmente, aos exaltados é necessário apenas a paixão. Dizia Bruce Lee que
"Se você coloca os princípios à frente da paixão, você ganha. Se põe a paixão à frente dos princípios, você perde."
Que a OAB saia em defesa de um advogado somente pelo fato de ser advogado, permitam-me dizer que isso é algo que assusta ao cidadão.
E, por fim, seria até possível dar um algum crédito ao intempestivo advogado se ele estivesse a defender um homem pobre, sem roupas de marca e sem cuecas, que tivesse roubado algo de comer. Mas supõe-se que o advogado nem esteja lendo os comentários: enquanto o país estiver como está, a esta altura, já terá sido convidado para um cargo elevado, com salário atraente, talvez no mesmo hotel para o qual foi convidado José Dirceu.
Agora, chamar o advogado de Excelência, atentando-se para o significado da palavra, é muita delicadeza do Ministro.

Reação do Advogado foi devido à violação às prerrogativas

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Por mais que eu veja e reveja o vídeo do incidente, prezada Bia (Advogado Autônomo - Empresarial), não visualizo nenhuma postura desrespeitosa do Advogado. Ele só levantou a voz, na verdade, quando Barbosa procurava interrompê-lo. Quando o áudio foi suprimido, o Advogado naturalmente levantou a voz mais ainda, e somente passou aos berros quando foi retirado da tribuna pelos seguranças, quando tinha suas prerrogativas de advogado violadas. Ele falou ao todo por 80 segundos. Se Barbosa tivesse tido um pouco mais de paciência, o Advogado certamente falaria por mais 15 ou 20 segundos, e a manifestação teria se findado sem maiores consequências. Caberia ao Presidente dizer "recebo a manifestação do Advogado e procurarei dar solução ao caso o mais rápido possível" continuando no julgamento. Mas a baixa estima do Ministro falou mais forte. Quando ele se viu criticado, procurou interromper a fala do Advogado, e só aí o Causídico naturalmente se exaltou porque sua prerrogativa de reclamar verbalmente da violação de preceito de lei ou regimento estava sendo violada. Assim, o colega Pacheco não desrespeitou o Ministro. O que ele fez foi retrucar em face à violação de sua prerrogativa profissional, a partir do comportamento do próprio Joaquim Barbosa. Por outro lado, volto a frisar o que já disse abaixo (e esse o ponto mais grave de erro no posicionamento da maioria). Irrelevante o que se discutia nos autos do processo principal, quem eram as partes ou seus advogados. O pedido do Advogado era absolutamente cristalino no sentido de que Barbosa trouxesse os agravos a julgamento pelo Plenário, e nada mais do que isso. Barbosa poderia depois da fala do Advogado decidir que traria o processo a julgamento, que não traria, mas não poderia impedir o Advogado de falar.

Racionalidade foi para o espaço II

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Ao longo dos últimos anos, no final de audiências, em várias ocasiões os clientes me perguntam: quem era aquele homem ali de terno e gravata, que nada dizia? Foi com constrangimento que eu esclareci que se tratava do advogado da parte contrária, muito bem trajado, polido, mas inerte como uma múmia. Penso que a advocacia precisa iniciar urgentemente uma reflexão interna para saber o que quer. Ora, fazer uma "petiçãozinha" básica baseada em um modelo achado na internet, permanecer inerte na audiência distribuindo com elegância sorrisos enquanto a ilegalidade domina a vida judiciária é muito fácil, cômodo, mas qual a lógica de se contratar advogado para a solução de um litígio se a atuação do causídico não faz nenhuma diferença real? Hoje, as autoridade públicas já falam abertamente na dispensabilidade do advogado. Há projetos de lei em andamento adiantado prevendo o que eles chamam de "métodos alternativos de solução de litígios", na qual a figura do advogado é excluída. Mais das vezes, juízes e seus vassalos alegam que a presença do advogado apenas dificulta o andamento dos processos e não raro eles comprovam que as alegações do causídico são pífias, contraditórias, longas, desnecessárias. Se há atrasos no andamento o advogado nada faz. Teme por represálias, e está mais interessado em estar bem vestido e "respeitado" pelas autoridade devido a sua submissão e inaptidão para exigir a vigência da lei em favor de seu cliente. Poucos realmente enfrentam a realidade da profissão, e encaram de frente os problemas, como o fez o colega no STF. Assim, nós advogados temos que decidir. Vamos continuar a ser os engravatados almofadinhas que não faz diferença alguma no processo? Ou ao contrário seremos os defensores da ordem, encarando os desafios de frente?

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