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Comentários de leitores

4 comentários

Sentença exemplar, condenação merecida.

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Felizmente, ainda se obtêm decisões da natureza desta que está sendo divulgada. Felizmente, ainda podem os Patronos dos Réus guardarem as esperanças, quando o Autor, relacionado à Elite de Poder do seu Estado, não consegue fazer prevalecer um pedido que, pelos fundamentos da SENTENÇA, confirmada na INSTÂNCIA SUPERIOR, bem demonstra a TEMERIDADE do PEDIDO.
Felizmente, o JUDICIÁRIO agiu, atuou, e o fez com ponderação e colocando nos "iis" o devido ponto. Porque pedir é fácil e, quando se imagina forte, chega até a ser doce, porque a presunção é de que "levamos de barbada"! Mas os Autores, de modo geral, vinculados ou não aos poderosos políticos, têm que aprender que MODERAÇÃO e PONDERAÇÃO devem presidir um pleito. Certa vez, em viagem de Curitiba para São Paulo, assisti a um ex-Governador do Sul, na época Deputado em Brasília, "despejar" sobre a Aeromoça do voo toda as sua arrogância e, imaginava, "poder político", ao exigir que ela o deslocasse para um lugar mais confortável e isolado do avião, que estava lotado. E o interessante é que muitos dos passageiros que lá se encontravam poderiam ser eleitores do referido político. Todavia, em sua soberba e arrogância, nem se deu conta ele de que tal comportamento poderia faze-lo perder votos. E é o que ocorre quando um Autor de uma ação não olha para o seu próprio umbigo, para se dar conta de que é tão Cidadão quanto qualquer outro. E, não o fazendo, não avalia que o judiciário, como se refere o Prof. Lênio Streck, comentando uma pesquisa realizada com os Magistrados de Israel, poderia ter tomado um bom "café da manha" e, assim, disposto a FAZER JUSTIÇA e coibir os abusos!
E, meu Deus, será que o Autor não sabia que NÃO PODERIA alterar o pedido depois da Contestação?

Efeito bumerangue

J. Ribeiro (Advogado Autônomo - Empresarial)

Como todos sabem o ex governador do Paraná, Rubens Requião, quando ainda governador daquele Estado, teve desentendimentos com desembargadores do TRF4, por utilizar a TVE politicamente, desrespeitando as decisões judiciais e taxando-os, com certo desprezo, que não condiz com o status da maior autoridade de um Estado.

Trabalho exemplar

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A propósito, sentença completamente incomum, com uma linguagem técnica, lógica interna e fundamentação raramente vistas.

Apenar e valorizar

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Não conheço o caso, mas se as informações divulgadas estão corretas a sentença foi acertada. É preciso responsabilidade para litigar, e também é preciso valorizar o profissional da advocacia que atua com apuro e se sagra vencedor. É uma pena, no entanto, que decisões como essas atinjam apenas adversários políticos, e sejam uma notável exceção na regra geral de se condenar em valor irrisórios quando o perdedor é o Estado ou o poder econômico.

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