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Comentários de leitores

6 comentários

Excelente ! A questão é: como lidar com o egoísmo jurídico?

Maurício da Silva Martins (Advogado Autárquico)

Excelente artigo! Mas fica a questão: como o Direito pode lidar com o "egoísmo jurídico" institucionalizado em que o que importa é apenas a decisão única, singular, especial para determinado caso concreto, mas que são impossíveis de universalizações e mais...ainda causam prejuízo ao interesse público e ao bem comum?

Excelente diagnóstico

Felipe Soares (Advogado Assalariado - Criminal)

Muito bem esmiuçada a problemática da pós-humanidade e da dissolução de estruturas coletivas pelo anti-ethos do liberalismo.
Agora a conclusão reformista achei péssima.

Claro, lúcido, perfeito

J.Koffler - Cientista Jurídico-Social (Professor)

Ratifico o comentário de Observador (Economista), parabenizando o articulista, permitindo-me acrescentar algo mais.
Desde Lacan e sua histórica conferência no XVI Congresso Internacional de Psicoanálise (Zurique, 1949), restou acatada em sua totalidade, sua teoria sobre o "estágio do espelho como formador da função do 'eu'", apresentada por esse estudioso treze anos antes (1936) na versão anterior desse Congresso. O indivíduo recém nascido, em poucos meses, já trata de identificar-se com seu meio (pessoas e objetos) através de sua imagem e gestos refletidos num espelho.
A psicoanálise contemporânea caracteriza nossa época como "o tempo da inconsistência do Outro" (Fernández, 2014) em razão da falência dos ideais e o retrocesso do lugar da figura do pai. Em seu lugar, o hiperdesenvolvimento tecnológico "motoriza a mundialização econômica e instala o mercado como o grande Outro que hoje reina e manda até o ponto conseguir subordinar a sociedade e o estado à sua própria lógica global" (idem).
Assim, a questão de ordem que comanda a sociedade hoje não é "o que eu quero?", mas sim "o que o Outro quer que eu queira?" - o Outro significando o grande mercado. O individualismo - segundo minha convicção - subsumiu-se no que denomino de "individualismo grupal", orientado por ideologias falsas ou de fragilíssima fundamentação. Em outras palavras, é o tempo do "Outro falso".
Nada mais é o que se percebe e se sente, mas sim o que o Outro deseja que nós percebamos e sintamos. Em suma, é a hegemonia da mentira e do engano consciente.
Parabéns ao articulista.

Paradoxos atuais e individualismo sem limites pervertem a d

taciana faria neves (Advogado Autônomo - Civil)

Excelente texto, parabéns.
A leitura desse artigo,muito bem escrito e lúcido,remete a nós leitores a uma grande reflexão,não apenas ao que está por vir ,mas principalmente,para mim, o que não pode ameaçar a nossa consolidação democrática.

Despadronização

Sergio Tamer (Advogado Autônomo - Administrativa)

A despadronização do contexto social é um fenômeno que vem se acentuando nos últimos 50 anos e decorre do esgotamento do modelo de "sociedades de massas" , típica de um largo período até os anos 60 nas democracias. Nas ditaduras - sejam elas religiosas ou não - não existe esse fenômeno social e todos estão "padronizados" na base do cacete. Viva a democracia e a fragmentação social em nome da liberdade! Há quem se desoriente com esse fenômeno social como o ilustre professor e articulista. É natural...

Parabéns !

Observador.. (Economista)

Um texto-alerta de qualidade ! Não há muito o que acrescentar. Talvez lembrar que uma sociedade assim, torna-se uma sociedade de idiotas sem noção. Capazes de monstruosidades inexplicáveis em sua busca pelo prazer sem limites ou contestação.
A impunidade e a condescendência com qualquer crime só piora um quadro já ruim.

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