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Solução de conflitos

Reduzir demanda do Judiciário não vai prejudicar advocacia, afirma OAB

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Comentários de leitores

7 comentários

É mole?

João da Silva Sauro (Outros)

A quem busca iludir o representante ao afirmar que o "advogado receberá mais rápido os honorários porque a solução é mais rápida"?
O grosso da advocacia cobra honorários antecipados, porque sabe que não pode depender de honorários judicialmente fixados para sobreviver. Se a prestação de serviços é contínua, os valores continuarão sendo fixados com base em outros parâmetros.
No fim, a solução demandará muito mais tempo do que o modo judicial, com negociações e reuniões intermináveis buscando a tal da 'conciliação', que em 70% das vezes acabará em execução judicial, caso se sonhe com seu cumprimento. Anotem.

Advogado indispensabilidade a Justiça

Diego Francisco Noleto Nunes (Advogado Autônomo - Administrativa)

Vejo que os representantes buscam de toda forma possível retirar o advogado da busca pelo justo. A verdade e querem os cidadãos desguarnecidos de quem tem conhecimento técnico das leis,escritos com sangue e suor, vejam a quem representam os interlocutores : grandes varejistas, o maior litigante do país ... Preciso dizer algo mais?

Pessimísmo

preocupante (Delegado de Polícia Estadual)

Sem querer ser pessimista, mas realista, essa estratégia não funciona num país como o nosso. Não por outro motivo, mas pelo tipo de ação e pensamento que permeia a cabeça das pessoas envolvidas no processo, exceto a dos jurisdicionados que, em regra, quando procuram o judiciário já se encontram no limite da desesperança. Contando que mesmo no judiciário a vida do jurisdicionado se torna uma via crucis.
A praxe é que no âmbito administrativo o prejudicado sofre todo tipo de descaso e humilhações. Recorre ao judiciário porque não tem outra alternativa, onde também sofre muito com a demora já conhecida dos trâmites do processo. Isso piorando ainda mais com as decisões equivocadas que quase sempre consideram o reclamante/autor da ação um chato apenas porque procurou a justiça, desconsiderando o fato de que ele só procurou a justiça porque não teve mais alternativa. Por isso as decisões, sobretudo nos pedidos de danos morais, não concedem o pedido do autor, e quando concedem, são em valores insignificantes, sem nenhum efeito pedagógico, mesmo contra grandes empresas, como é o caso das prestadoras de serviços de telefonia. Com isso cria-se um ciclo vicioso cujo resultado é o aumento exponencial das demandas judiciais.

Caminho necessário

Lailson Felipe Ferreira (Funcionário público)

Diante dos números, das estatísticas , dos fatos e da realidade que se avizinha, nada solucionará os problemas do Judiciário se não houver uma política e cultura de " NÂO JUDICIALIZAÇÃO". Não se trata de renúncia de direitos, mas do envolvimento de todos os agentes na busca de outros meios de solução, que beneficiará a sociedade. O Judiciário não pode ser o melhor balcão de garantia de direitos.

Outro paliativo

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Com o judiciário já não funciona a contento, certamente que o prejuízo virá tanto para os consumidores tanto quanto para a advocacia.

Gato por lebre

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

É preciso esclarecer que NÃO HÁ nenhuma "reforma do Judiciário" em curso. Todo esse movimento tem por fim único agravar os históricos problemas, nada tendo de "novidade" ou de caráter reformista.

Interesses

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A questão não é tão simples como se coloca. Diminuir o número de processos em curso pelo Judiciário de fato não irá alterar em nada o mercado da advocacia, mas é fato que todo esse pessoal citado na reportagem estão interessados, em verdade, em engessar a atuação dos advogados, de modo a deixar o cidadão comum desguarnecido.

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