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Comentários de leitores

7 comentários

Pagando o pato

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Na linha da picaretagem institucionalizada o Conselho Nacional de Justiça entrou nessa campanha de assediamento feita pela Sun. Gastaram mais de quatro anos desenvolvendo um processo eletrônico todo em java, que segundo se diz nem funciona direito, enquanto o TRF4 já tem desde há muitos anos um sistema completo, funcional e amplamente aceito usando PHP e Mysql. Há um tarbalho de Daniela Garcia Giacobbo disponível em http://www.ciis.com.br/wp-content/uploads/Anais/cap_7/Processo%20Eletr%C3%B4nico%20da%20Justi%C3%A7a%20Federal%20da%204%C2%AA%20Regi%C3%A3o-%20Inova%C3%A7%C3%A3o%20Tecnol%C3%B3gica,%20Efici%C3%AAncia%20e%20Sustentabilidade%20-Daniela%20Giacobbo.pdf que explica bem. Vejam o que a autora diz: "Registre-se que o programa utiliza apenas software livre, com linguagem PHP, sistema operacional Lynux, banco de dados MySQL, que permitem a integração com as plataformas dos tribunais superiores, sendo a interoperabilidade do sistema outro importante ponto a destacar, em termos de inovação tecnológica. O sistema foi desenvolvido por servidores da Tecnologia da
Informação do TRF-4 e da Justiça Federal do RS, de SC e do PR, com baixo custo para a Administração Pública, sem a necessidade de pagamento de royalties. Importante ressaltar a parceria com todos os agentes que interagem no sistema, ou seja, instituições como a Caixa Econômica Federal, a Advocacia-Geral da União, a Fazenda Nacional, o Ministério Público Federal, Ordem dos Advogados do Brasil, entre outros." Como se vê, a incompetência vem dominando a implantação do processo eletrônico no Brasil, embora haja exemplos de projetos de total sucesso, que no entanto não geraram dinheiro no bolso de grandes empresas (e assim não serve). E quem paga o pato por isso somos nós advogados.

Java, a praga tecnológica

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O java é uma praga tecnoloógica que dominou o mundo da internet devido às estratégias da Sun Microsystems, que desde há muitos anos assedia o pessoal da área o eferece vantagens como cursos gratuitos, brindes, e tudo o mais. O programador novato é atraído, e quando pode tentar implantar tudo o que pode em java. Segundo eles a vantagem de se usar o java no processo eletrônico é a possibilidade de se rodar em qualquer sistema operacional, argumento que não passa de uma piada. Assim, quem faz o site não precisaria se preocupar se o usuário vai acessar pelo Windows, pelo Linux ou por qualquer outro sistema pois bastaria nesse caso ter o java instalado no computador. Na verdade isso não passou de uma estratégia de marketing, pois em regra há problemas inúmeros de compatibilidade. Precionada, a Sun Microsystems acabou tornando o java um software livre em 2006, acabando com os argumentos dos muitos opositores, mas o que era para melhorar piorou. É que a comunidade do software livre logo desenvolveu um java próprio, que implementa a linguagem em sua completude mas sem depender dos binários da Sun, para o resultado real é caótico. As distribuições linux, por exemplo, usam um projeto chamado OpenJDK, que faz a função do "Java Runtime Environment" distribuído pela Sun, livre das falhas e bugs. Mas na prática quando falamos em java estamos falando em picaretas, e picaretas não se preocupam em programas respeitando o rigor da linguagem, fazendo tudo na base do "funcionou tá bom". Testam usando apenas o JRE da Sun com suas várias falhas, apenas no Windows, e em alguma versão específica. Muda-se o sistema operacional e o java simplesmente não funciona. E como não poderia deixar de ser, o Judiciário entrou de corpo e alma no Java.

Voltar atrás? Ah, impossível, quando se trata de juízes!

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

O problema é que os juízes nunca voltam atrás em suas decisões. Isso seria a morte para eles, o reconhecimento de que nem sempre estão com a razão (claro, salvo honrosas exceções que se contam nos dedos e não enchem as mãos).
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Um choque de realidade

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Os PJes ainda vão dar o que falar.
Num TRF só distribui ação se for no navegador IE até versão 10, versão entre 8 e 10, o IE-11 não reconhece o PJe.
Em outros só Mozilla.
E agora o conflito do PJe com o Java.
A Oracle por certo não iria querer uma propaganda altamente negativa de ser associada a uma obrigação de Advogados terem de vulnerar seus computadores baixando o nível de segurança da plataforma java, que está associada a uma miríade de aplicações. Até o antivírus que uso, o Kaspersky Pure Total Security, exige java. O Bit Defender, idem, não roda bem sem Java, para falar de dois tops.
A Advocacia trabalha com recursos poucos, e se um computador de trabalho entra em pane por que a segurança foi vulenarada, não tem como bater na mesa e fazer aparecer na hora o suporte de TI de cabeça baixa para ouvir a tradicional chamada...
"O seu computador foi invadido, problema seu!!! Prazo precluso!!! Não há qualquer prova que o PJe tenha entrado em conflito com o Java, é pura especulação!!!!"
O Java é gratuito, o problema é que representa uma linguagem de programação que exige programadores muito bem preparados.
Temos a USP, a UNICAMP, a UFRJ, a UFRS, a UFMG, temos grandes núcleos de engenharia de software, a questão é, algum dos grandes pesquisadores de engenharia de software está respondendo por coordenação da programação do PJe, ou a coisa tende a estar na base do "amigo do amigo do amigo..."????
A tirade de "contra fatos não há argumentos!!!" agora se volta contra os Tribunais. Temos fatos, conflitos da plataforma java com a plataforma do PJe, e temos a questão de que serão necessárias investigações para saber de quem é a culpa, mas os prazos serão suspensos até a investigação que pode nunca acontecer ser concluída?

Ter de vulnerar a própria máquina, inadimissível.

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

No PJeJT a OAB-RJ está instruindo aos Advogados irem ao Painel Java no Painel de Controle do Computador e mudarem o nível de segurança para médio.
O Java em si não é bom e nem mal, é uma linguagem de programação a princípio...uma plataforma de computação. Em 1995 quando foi lançada, não é piada, os alunos da UNICAMP, de Engenharia de Computação, se depararam com anúncio procurando contratar programador Java, exigido dois anos de experiência. Como? O Java havia sido lançado há menos de seis meses.
O problema do JAVA é que vem ser inspirado na Linguagem C, no jargão da informática uma linguagem de alto nível, próxima da humana, que opera na máquina como uma linguagem de baixo nível, próxima a linguagem binária da máquina.
Resumindo, para não aprofundar demais naquilo que não conheço, risco alto de falar bobagens. Não é qualquer programador que programa bem em java.
Por certo a questão dos PJes é se cairão no "efeito Skowa"????
http://letras.mus.br/skowa-a-mafia/1162901/
Eu teria certas preocupações, teria não, tenho, em baixar a segurança da plataforma java no meu computador de trabalho para ajustar às limitações dos programadores do PJe...

Dificuldades - Java

AlexandrePontieri (Advogado Sócio de Escritório)

Não se pode aceitar que um software crie dificuldades para os advogados, principalmente neste momento de transição. Já desinstalei e reinstalei o programa diversas vezes até o sistema teoricamente melhorar, apesar de ainda estar com problemas quando tento acessar a base do STJ. Os problemas estão todos associados ao sistema operacional JAVA. Se nada for feito, muitos advogados terão problemas, principalmente aqueles com mais idade e com menor familiaridade com informática.

Impossível peticionar

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Acabei de realizar a atualização uma praga eletrônica chamada java, usada por todos os processos eletrônicos feito por programadores despreparados e comprometidos com os interesses econômicos da Oracle. Resultado: impossível peticionar no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

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