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Comentários de leitores

7 comentários

Olá vinicius

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Primeiro,e se me permite,gostaria de parabenizá-lo.É que vc.,ao reconhecer o equívoco praticado,admitiu(e isso é incomum em jovens da sua idade).Não se culpe por ter feito um ensino fundamental e médio "regulares".Não sei como a coisa anda hoje,mas qdo. ingressei na Fac. de Direito do Mackenzie,em 1.975,lembro-me de ter ficado "p"da vida porque teríamos aula de português no 1ºano.É isso mesmo(aulas de português na Faculdade).A professora,uma jovem chamada Regina,deixou que outros como eu reclamassem e,depois,tranquilamente propôs fazer um pequeno teste p/demonstrar que "ninguém",ali, sabia o básico(!)Dito e feito.Demonstrada a nossa total ignorância em relação à língua ela informou que seria impossível ensinar com profundidade o português(coisa que já deveríamos saber),mas ela iria explicar os "macetes" e "regrinhas básicas" que nos permitiriam escrever razoavelmente.Agradeço até hoje essas dicas e lamento que muitas faculdades não se preocupam c/isso.Qto.à sua grita em face das tais "pegadinhas" eu concordo,mas lhe asseguro que em qquer.concurso que vá prestar futuramente,elas estarão presentes.Sei tbém.que o exame da OAB,hoje,é bem mais difícil do que há vinte anos atrás,mas,veja,o nº de Faculdades descompromissadas fez baixar o nível e então é preciso exigir mais,para evitar a mediocridade profissional.Estude muito e vá p/o exame confiante.Vc. tem muito tempo e tenho certeza que se sairá bem,em especial pque. é detentor de algo difícil nos dias atuais: a humildade. Parabéns e um grde. abraço.

Atenciosamente.

Lucas Vinicius Souza Franco - Advogado -Direito de Trânsito (Advogado Autônomo)

Caro Fernando José Gonçalves, reconheço sua preocupação com o uso correto da língua portuguesa,realmente meu erro foi como você mesmo disse:inaceitável.Afinal estudantes de direito que se prezem devem ao menos saber o uso correto da língua pátria,eu peco nessa parte,isto se dá ao meu ensino deficitário na rede pública de ensino,agradeço seu conselho e procurarei melhorar nessa parte,mas seu comentário não me informou claramente porque estou errado sobre o exame da ordem.Concordo com você que provas somente escritas é fora de questão assim como prova oral, como fazer isso a nível nacional com um exame que tem mais de 100.000 inscrito a cada certame?
Eu li o outro comentário que você fez e vi que você mencionou perguntas tipo pegadinhas,o que quero saber é ,esse tipo de pergunta afere algum conhecimento mais aprofundado? ela serve somente para eliminar os desatenciosos que não decorram os códigos e as jurisprudências dominantes? seria fora de questão pedir que façam perguntas que levem os estudantes a pensar e não a lembrar do que memorizaram? e se perguntassem questões sobre questões da vida real, em vez de casos ficcionais, seria pedir demais?..sabe,eu estou ainda no 2° ano do curso de direito, e só vejo meus colegas de classe usando esses livros de "fácil" entendimento, ninguém quer saber das doutrinas mais "pesadas",porque como eles mesmo dizem o importante é passar na OAB e nos concursos para carreiras jurídicas,depois se vira para apreender as coisa,primeiro o importante é passar, mesmo que seja a base de decoreba.Eu acredito que seja possível fazer perguntas objetivas que afiram conhecimentos cientifico e crítico do Direito,sem ser necessário ficar perguntando o que está na lei.Eu reitero que também acho necessário o Exame da Ordem.

Prezadíssimos júnior e lucas (est. Direito)

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Prezados Júlio(17)e Lucas;o primeiro,se com 17 anos,daria para ser meu neto;o segundo,cuja idade desconheço,pouco importa.Enfim,por estarem,ambos, navegando no mesmo barco(e incidindo no mesmo erro),além de lançarem as mesmas críticas ao exame da OAB,me permito,humildemente,a uma observação de "avô" (chato? Talvez) e o faço com o mais absoluto respeito e consideração aos dois,estudantes,que são,de direito, disciplina onde,as vezes,uma só vírgula em local errado já faz mudar uma tese (e perder uma causa).
Vejam, vcs. reclamam dos critérios do exame (e até da sua duvidosa finalidade)que,na visão dos dois, não se presta à "AUFERIR" os conhecimentos do candidato.Paremos já,porque tal equívoco seria suficiente para "reprová-los" em qquer. exame, escrito ou oral (e penso que muitos advogados/examinadores aqui não exitariam em fazê-lo)por tratar-se de um erro crasso,rigorosamente inaceitável a um candidato a advogado. É que o exame visa "AFERIR" a aptidão "AUFERIDA" por ambos durante o curso. Um simples deslize que, embora não signifique muito, é suficiente para causar má impressão em quem "afere" os que supostamente "auferiram" (ou deveriam ter auferido)conhecimento suficiente, inclusive da língua pátria.
Infelizmente vivemos hoje numa era de muita "flexão" e pouca "reflexão"- (Lenio L.Strek)-;da preponderância da aparência "sarada",sobre uma mente "atrofiada". Portanto, não encarem esta crítica como destrutiva;ao contrário,analisem-na com cuidado para que, com o passar de algumas décadas, qdo. porventura estiverem compondo uma banca examinadora no exame da OAB e à sua frente se sentar um candidato que cometa um erro desse tipo,não tenham que "reprová-lo". Um forte abraço aos dois e que tenham sucesso nesse exame indispensável.

Não é perfeito, porém necessário

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Como todo exame eliminatório,e portanto de cunho "binário",(passa ou não passa)é claro que vários fatores individuais se acham embutidos nesse processo e nele atuam pontualmente com maior ou menor intensidade. Há pessoas muito bem preparadas,mas que não conseguem realizar nada sob "pressão" e a simples consciência do fato de estarem sendo avaliadas,ainda que momentâneamente,acaba por comprometer psicologicamete o seu desempenho,não obstante efetivamente reunissem capacidade para aprovação,numa outra circunstância de aferição do conhecimento.Isso é um fato.Também não se olvide que algumas questões,absolutamente inúteis, porquanto nunca o candidato topará com quaisquer delas na vida,dificultam a realização da prova.Somam-se a isso "as pegadinhas",que exigem bastante atenção, tudo num ambiente coletivo,competitivo e com horário para começar e terminar.Afora isso,aspectos normais em qualquer tipo de exame,não parece existir algo de tão inusitado nessa prova,sempre exorcizada,de sorte que a maioria,reprovada, respeitadas as exceções,s.m.j., representa mesmo aqueles que não estão minimamente preparados para o exercício pleno da lida.Vejo esse exame como absolutamente necessário e não só na nossa profissão,mas em todas as demais, já que um simples diploma de curso superior,convenha-se,não representa lá muita coisa,mormente qdo. se sabe que, no Brasil,infelizmente e em regra, o ensino passou a ter um caráter meramete mercantilista.

A morte do Direito e o triunfo da Exame da Ordem.

Lucas Vinicius Souza Franco - Advogado -Direito de Trânsito (Advogado Autônomo)

O exame da ordem é extremamente necessário para o Brasil,afinal temos mais de 1.200 faculdades de Direito, e a pergunta que fica é:essas faculdades tem um ensino de qualidade?..Mas a pergunta mais importante é: a forma como é feita o exame da ordem realmente aufere o conhecimento dos estudantes sobre o Direito?.
A forma como são feitas as perguntas fica claro o estado em que está o Direito, o conhecimento jurídico exigido no exame da ordem é algo ridículo do ponto de vista científico e crítico, assim como os concursos públicos para carreiras jurídicas, a verdade é o Direito está sendo destruído pela prova da OAB e pelos concursos públicos, e o pior de tudo isso é a inércia dos estudantes e dos juristas(ou seria operadores do direito?ou seja,pessoas que operam o Direito, e não pessoas que pensam o Direito)que não lutam por exames que auferem realmente o Direito,ou seja, o Direito associado à realidade social,e não essa dogmática de quinta categoria, que não passa de pura decoreba dos códigos e da jurisprudência dos tribunais, e o Direito dos cursinhos(ah esses cursinhos, que tem um mercado bilionário ensinando um Direito sem qualquer coerência científica e senso crítico,sendo algo extremamente formal) que é praticamente os mesmo dos concursos públicos e do Exame da Ordem.E assim vamos nós caminhando para um abismo,onde o Direito é algo simplificado,facilitado,esquematizado...afinal a relação do Direito com o Mundo da vida é algo nada complexo, não é mesmo?
OBS: O pior de tudo é usarem os resultados do exame da ordem como critério para auferir a qualidade das faculdades de Direito.E a prova do Enade também não é lá aquelas coisas.

Utopia? Palavras ao vento.

Junior17 (Estudante de Direito)

Poderia ser Rui Barbosa discursando, mais foge do positivismo, os argumentos fundados em sonhos, ou realidades subjetivas que não existem, como vemos no texto, apenas sonhos. Desde a implantação do Exame de Ordem,segundo o seu autor, que até hoje ninguém sabe quem é o dono da ideia, não teve uma edição da prova da OAB que não houvesse erro na correção da prova. Observem, na correção da prova. A prova da OAB virou um pandemônio social, motivo de exclusão, reserva de mercado, e até hoje não cumpriu o seu papel social de auferir conhecimento. Se diferente fosse não teríamos pessoas escrevendo textos científicos que não observam a realidade. Se vivo, talvez Rui Barbosa discursasse:" A prova da OAB é necessária, porém é imprescindível, é fundamental que ela seja colocada nas mãos de pessoas preparadas, livres de interesses, de modo que esta ferramenta jurídica não se perca no tempo e não se afogue nas suas irregularidades e injustiças". Até lá vamos Sonhando então.

Examinar de forma adequada

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Como de praxe, o Presidente da OAB/SP tangencia os problemas vivenciados pela advocacia e pela Instituição. Ninguém duvida da importância do exame de Ordem, assim como ninguém duvida da necessidade do ser humano beber água todos os dias. Entretanto, há uma infinidade de reclames de bons profissionais do direito, com sólida formação, a respeito dos abusos cometidos na prova da OAB. Decoreba, correções equivocadas, etc., atormentam os candidatos, sem que a Ordem esteja preocupada com isso. Exame sim, mas exame justo e bem feito.

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