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Clima de paz

Nalini quer flexibilizar revista de advogados em fóruns

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A revista de advogados no momento da entrada dos profissionais nos fóruns de São Paulo vai ser flexibilizada — e pode até acabar — em breve. A revelação foi feita pelo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Renato Nalini, em entrevista exclusiva à revista Consultor Jurídico. A revista foi determinada durante a gestão do desembargador Ivan Sartori à frente do TJ-SP e representou mais um atrito na relação entre o ex-presidente da corte bandeirante e a advocacia.

José Renato Nalini disse que “no momento em que é repensado se é necessária a vigilância privada a um custo elevado”, é necessário discutir a revista obrigatória com a própria classe. De acordo com ele, o único caso preocupante envolvendo a segurança das instalações do Judiciário foi o de Rio Claro — em janeiro de 2012, quando uma bomba dentro de uma caixa com pregos e esferas de chumbo explodiu no fórum, deixando dois funcionários feridos — mas, nos últimos anos, não houve outras ocorrências de gravidade.

Em novembro de 2013, o presidente da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcos da Costa, já havia enviado a Ivan Sartori um ofício pedindo a revogação dos critérios adotados para o controle da entrada de profissionais. Além da revista eletrônica, o TJ-SP adotou, especialmente no Palácio da Justiça, a apresentação de carteirinha da Ordem, e o profissional deveria informar ao vigilante o local ao qual se dirigia. Na época, Marcos da Costa informou que as medidas são constrangedoras e "violam as prerrogativas profissionais dos advogados", de acordo com nota publicada no site da OAB-SP.

Questionado sobre a relação do TJ-SP com promotores e advogados, ele disse que o processo eletrônico não é mais um grande empecilho, pois a novidade está sendo bem recebida pela advocacia, após uma primeira reação contrária, e também se colocou contra o estabelecimento de um prazo para que o Ministério Público desocupe as salas em alguns fóruns. Segundo ele, ainda que o MP necessite de prédios próprios, até mesmo por conta de seu tamanho e relevância para a Justiça, “não faz sentido fazer uma desocupação forçada”, consequência também da boa relação entre juízes e promotores em diversas comarcas, especialmente no interior paulista.

A entrevista completa com o desembargador José Renato Nalini, em que o novo presidente do TJ-SP mostra seus planos, explica como pretende reduzir gastos e aumentar a receita do Judiciário e fala sobre a necessidade de incentivar práticas não-litigiosas para reduzir a quantidade de processos que dão entrada na Justiça, será publicada pela ConJur neste domingo (12/1).

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 6 de janeiro de 2014, 17h11

Comentários de leitores

11 comentários

Igualdade

Leninha Nascimentto (Jornalista)

Partindo do principio que "todos são iguais perante a lei" a adoção de medidas de segurança deve ser estendida aos demais cargos, funcionários, etc.

Entendi

Brecailo (Advogado Autônomo - Consumidor)

Foi um magistrado que assassinou sua ex-esposa, de forma ardil, e retirou toda a pele dos dedos para dificultar o reconhecimento do corpo. Foi um magistrado, ex-presidente do TRT da segunda região que desviou milhões na construção do prédio do Fórum Trabalhista. Foi um magistrado em São José do Rio Preto que pediu exoneração, antes do Tribunal, sob suspeita de pegar dinheiro da guias de levantamento. Foram Desembargadores do Rio de Janeiro investigados por venda de sentença. Foi o Ex-Presidente do TJ do Paraná, que teve sua aposentadoria revista, por suposto enriquecimento ílicito. O CNJ afastou treze juízes. Cada profissão tem sua banda podre!

Preconceito contra a advocacia

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Realmente eu não entendo o preconceito do Prætor (Outros) em relação aos advogados, nem porque ele perde tanto tempo tentando denegrir a imagem da advocacia. Ora, sempre será possível um advogado cometer algum ato ilícito, da mesma forma que também um médico, juiz, motorista, promotor, contador ou farmacêutico podem cometer, mas o referido comentarista está sempre a citar somente os advogados como "suspeitos". Há alguns meses o ex-marido de uma juíza entrou no fórum armado e matou a magistrada com alguns tiros. Será que ele teria sido barrado pela segurança, se existente? Porque não dizer "Deus queira que nenhum produto ilícito ou arma sejam repassados por ex-maridos de juízas a clientes no interior dos fóruns"?

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