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Em São Paulo

Número de ações de mutuários contra construtoras sobe 40%

O número de reclamações contra bancos e construtoras levadas ao Judiciário por mutuários cresceu 40% na cidade de São Paulo. É o que aponta balanço de 2013 feito pela Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências (Amspa), com base no ano anterior. Levantamento da entidade registrou 3.352 reclamações contra os dois setores entre janeiro e dezembro do ano passado — desse total, 1.776 casos viraram ações judiciais.

Em 2012, eram 2.748 mutuários descontentes e tramitavam 1.264 ações judiciais. Entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão atraso na obra (35%), seguido das taxas SATI e corretagem (22%), dificuldade na compra da casa própria (18%), leilões de imóveis (10%), cobrança de juros sobre juros (8%) e problemas no imóvel (7%).

Na região do ABC Paulista, houve aumento 48% nas ações impetradas. A região de Guarulhos e da Baixada Santista registram índices próximos ao da capital paulista, enquanto Campinas e região teve crescimento de 11% nas ações.

A Amspa diz ter criado um projeto para prestar assistência virtual aos mutuários de todo o país com problemas no imóvel, em um chat no site da entidade. A página também dá acesso a cartilhas que esclarecem dúvidas e apontam cuidados relevantes antes de fechar o negócio. Com informações da Assessoria de Imprensa da Amspa.

Revista Consultor Jurídico, 22 de fevereiro de 2014, 7h28

Comentários de leitores

1 comentário

Agora é tarde

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O número vai aumentar ainda mais porque o Judiciário está amplamente preparado para conferir proteção absoluta aos bancos e construtoras. O cidadão comum lesado nem sabe direito quem é o juiz da comarca, pois não foi ensinado a pensar nisso, enquanto bancos e construtoras já fizeram a lição de casa há muito tempo, estabelecendo todo um sistema de troca de favores que acaba por neutralizar a vigência da lei regularmente promulgada pelo Legislativo.

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