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Senso Incomum

Colocam até fantasia de mulher para matar a filosofia

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24 comentários

Permitam-me!

Luiz Parussolo (Bancário)

Peço vênia aos nobres juristas, inclusive ao altruísta Dr.Lenio, para uma colocação, talvez obtusa.
Tomem posição fora do âmbito jurídico e busquem todos os cursos e atividades antes e após o neoliberalismo, incluindo arte, ciência e técnica.
Acredito que não só o direito, porém, todas as atividades e profissões estão submetidas a paradigmas pré determinados.
Começando pelos meios de comunicação e arte, vamos à arquitetura; à engenharia; às técnicas industriais e comerciais; às técnicas agrícolas e pecuárias; às técnicas administrativas, contábeis e econômicas; aos procedimentos sociais e políticos; etc.
Todas obedecem rigorosamente conceitos e definições concebidos como princípios irrevogáveis e obrigatórios que inibem e proíbem a criatividade pessoal genérica no âmbito de sua atividade ou meio social.
Prevaleceu a filosofia materialista,comtismo, marxismo e positivismo, a filosofia racional e a metafísica limitaram-se a meios intelectuais distintos, como a arte nobre e a ciência experimental excluídas do consumismo genérico. Sem funções práticas no país globalizado e vulgarizado.
Nada diferente o direito prático, principalmente com a incorporação de direitos que são cumpridos na instância administrativa, tributário, previdenciário, administrativo funcional e patrimonial, etc., que foram transferidos, por interesses dos governos, ao poder jurisdicional em volume e consequências catastróficos para a estrutura racional jurídica.
O enlatado também tomou o direito pela disseminação de cursos técnicos e a brutal elevação de causas simples e corriqueiras que abrangem praticamente 80 ou 90 por cento dos serviços.

À guisa de correção - o Direito chato

FNeto (Funcionário público)

Ups...! No comentário anterior, erroneamente, coloquei crase na expressão "restrito a essa indicação". Fica a correção, pois é só a preposição "a" sem o artigo "a". Enfim... Aproveito a oportunidade para um diálogo com o comentário de que a coluna Senso Incomum é "chata" e de que o professor Lenio é "careta". Quanto a isso, lembrei-me da obra Direito Curvo, de Calvo González. Daí que digo que a (pre)ocupação do professor Lenio com o imaginário que permeia o "mercado" jurídico brasileiro é das mais arrojadas, típicas de um jusfilósofo desafiador, intrigante, instigante. O estado d'arte (ou sem arte...) de "trashlização" do ensino jurídico é irresponsavelmente achatador; achata o Direito - não bastasse a escolha de música chata para a paródia..! É a "zorratotalização" de um ensino jurídico "oabetizado" (na expressão de Alexandre Morais da Rosa). O Direito é um fenômeno complexo, tal como insiste o professor Lenio. É um fenômeno sério e que deve ser levado a sério. Hoje mesmo, a coluna Diário de Classe, com autoria do já citado Alexandre Morais da Rosa, trata da falibilidade do depoimento testemunhal. Aproveito o gancho (caráter complexo do Direito, seriedade do e no fenômeno jurídico, falibilidade do depoimento testemunhal), para indicar o filme A Vida de David Gale, com Kevin Spacey, Kate Winslet e Laura Linney. Os textos e as palestras do professor Lenio são desafiantes, perturbam a zona de conforto; são cheios de ironias e sarcasmos de um senso de humor aguçado, incomum...! Estão a milhas e milhas de serem "chatos" ou "caretas".
Vide:
- www.conjur.com.br/2013-out-05/diario-classe-cubismo-kelsen-direito-curvo-calvo-gonzalez
- www.conjur.com.br/2014-fev-22/diario-classe-qual-cor-cavalo-branco-napoleao
- pt.wikipedia.org/wiki/The_Life_of_David_Gale

Decoração - distinção entre o aprendizado e o mundo real

Geraldo RN (Advogado Associado a Escritório)

Para um "decorador", decorar um ambiente exige inspiração, criatividade, arte e percepção estética. Mas no âmbito do aprendizado saber algo "decor" sobre dado conteúdo é considerado reprovável. Porquê? Bom, por grave equívoco conceitual. Decorar é ato essencial para o exercício da inteligência humana, nem de longe significa só a "decoreba" - decorar é um dos modos primordiais do apreender e não só parte do princípio da memória como "órgão de armazenagem" (apreensão da realidade), mas desde o desenvolver de atividades lúdicas junto ao conteúdo de notas (decorar é fazer o conhecimento passar pelos sentidos). Se decorar - por via da música ou qualquer outra técnica mnemônica funcional - possa talvez ser inútil na vida prática de um profissional (talvez não seja). Em todo caso, independente disso, a "musiquinha" pode salvar o candidato. Errou o alvo professor,o problema não é o macete útil do cursinho, senão são dois: o ter de fazer uma prova do tipo "sopa de letrinhas" e o de não ter no Brasil bons livros de ensino jurídico. Bons professores existem, mas são raros não só aqui, quase em todo lugar do mundo. Bons livros também são raros, raríssimos, aqui existem poucos escritos. Os poucos professores "bons", por aqui, gostam de fazer discursos espiralizados, falam algo, mas nunca dizem o essencial ... Decorar é sentir inteligindo. Quem experimenta diz que consegue religar-se ao mundo real e para de rodar - rodar - rodar .... rs.

Texto polêmico circula na internet

Alexandre666 (Administrador)

Gostaria que o senhor comentasse o texto que está fazendo um certo rebuliço por aí. Segue o link: "http://www.criticaconstitucional.com/o-grande-jurista/"
O senhor concorda com os argumentos do autor?

À guisa de comentário - produção intelectual "grotesca"

FNeto (Funcionário público)

O foco deste comentário seria restrito à indicação de um debate menos "trashlizado" que o proposto na coluna da semana - "(wo)man-dressed-to-kill-philosophy" ou "vestido-para-matar-a-filosofia". É que dando uma autenticamente tradicional (no sentido gadameirano...!) olhadela no currículo lattes do professor Lenio, acabei deparando-me com um interessante artigo propondo um debate com o competente professor Didier (da mesma importante rede de ensino - LFG) acerca da súmula vinculante e da defasagem filosófica da proposta do referido professor de uma "técnica de redação dos precedentes". De fácil e gratuito acesso - http://www.dfj.inf.br/Arquivos/PDF_Livre/5_Doutrina_7.pdf -, fica a dica de leitura. Como ia dizendo, este comentário seria seria restrito à essa indicação. Ocorre que não pude deixar de perceber um socialmente preocupado comentário que atribui o anêmico adjetivo "grotesco" à produção intelectual do professor Lenio. A preocupação social é legítima, ainda mais em se falando de um país extremamente rico (7ª economia mundial) e extremamente desigual (4º país mais desigual da América Latina) como o Brasil. Essa abordagem econômica do direito, feita no referido comentário, é predatória da autonomia do Direito. Com a devida vênia, nota-se muita semelhança com os "inimigos" do neoliberalismo que pretendem (e muitas vezes conseguem...) subjugar o Direito a partir de análises econômicas. Além de não superar o esquema sujeito-objeto, desvela imaturidade histórica frente ao caráter hipercomplexo das sociedades democráticas hodiernas nos marcos do Constitucionalismo Contemporâneo. No âmbito de uma Constituição democrática e transformadora, ser conservador pode ser (o começo de) um (grande) progresso. PS: Lenio vai além das classes, fala de estamentos...

Não leia livros do Lenio, vá às fontes!

Antonio de Assis Nogueira Júnior (Serventuário)

O prezadíssimo Jurista e Jusfilósofo Lenio Luiz Streck está (ficando? ou foi sempre assim?!), infelizmente, cada vez mais grotesco. Girando e girando em círculo (Talvez vicioso) está se repetindo à exaustão. A pergunta básica está na ORIGEM DE TUDO: Por que as leis ordinárias e as normas constitucionais são PROPOSITADAMENTE aprovadas com vícios insanáveis? (Qualquer ação judicial pode levar até décadas para corrigir e fazer Justiça! Justiça?!!!!). Respondam-me os Juristas de plantão. Transcrevo para REFLEXÃO, pela última vez, as sempre oportunas e atuais considerações do Professor e Jurista José Francisco Rezek: "Dos juristas costuma dizer-se, com alguma parcela de razão, que representam, dentro de NOSSA ELITE ASSUMIDAMENTE CONSERVADORA, o núcleo mais significativo da resistência a toda inovação, a toda criatividade, à própria idéia de simplificar as coisas abrindo mão da FÓRMULA, DA PALAVRA SUPÉRFLUA, E DO DISCURSO REDUNDANTE" (Grifo meu. Prefácio ao Livro "Direitos Reais" de Darcy Bessone, Editora Saraiva, 2a. edição, 1996). Enfim, como é bom ler um bom resumo para refrescar a memória! Infelizmente, o nosso Judiciário (Os seus membros estão na realidade vinculados à Classe Dominante. Mas, afinal, quem são os detentores do Poder explícito - todos nós sabemos - e do Poder Real que está sempre oculto? Às vezes eles aparecem quando são desmascaradas algumas das Máfias que dominam o Brasil real) transformou-me numa Loteria, às vezes se faz Justiça, em outras adia-se "sine die", logo... logo.... logo). Em suma: estamos todos condenados! E os Juristas e os Jusfilósofos evitam cautelosamente expor que o Judiciário é tão-somente a superestrutura. Aliás, são tão conservadores que até as mães deles ficariam envergonhadíssimas com tal conduta "democrática".

Marco Aurélio Martins (Funcionário público),

Nicolás Baldomá (Advogado Associado a Escritório)

decorar algo de forma errada? Acabar com o que Rawls, Aristóteles, Kant e outros disseram? Em nome de que? Por que?
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Não há nada de errado em decorar uma matéria para uma prova, o equívoco está na prova quando é de decorar, não de saber ou no decorar algo que é errado para uma prova que vai admitir como certo o erro.

Direito que se ensina errado

Camila Cardoso Lima (Advogado Autônomo - Ambiental)

Olá professor, tive a oportunidade de ter uma aula sua no meu curso de pós-graduação em direito constitucional no instituto do professor Zulmar Fachin, em Londrina... Na época, o sr. fez uma crítica às súmulas vinculantes... sensacional! Sobre essa coluna, assisti uma palestra do professor Paulo Ramalho(tbm disponível no youtube) em que ele fazia basicamente a mesma crítica... no que se transformou o ensino jurídico?? e disse uma frase muito interessante... "Vamos estudar direito, estudar direito é um modo de vida"...A obrigatoriedade da aprovação no exame de ordem e os tantos concursos de salários altos, fez surgir um "novo filão de mercado", que são os cursinhos preparatórios... Confesso que os considero até válidos para se revisar conteúdo para prova da ordem ou te dar um "caminho a seguir" na preparação para um concurso, mas a "revisada" para a oab ou o "caminho" para os concursos tem que se dar com base em um conhecimento que o aluno tenha adquirido dentro de um curso de graduação sério e de qualidade. Participo de um projeto de pesquisa e extensão da universidade estadual de Londrina, como colaboradora externa... Nosso grupo tem reuniões práticas e reuniões de formação, essas, justamente para discutirmos textos e autores que não são mais mencionados em sala de aula! Utilizamos a metodologia do Paulo Freire para estudarmos e debatermos o texto lido, mas só tem acesso a esse conteúdo diferenciado, o aluno que busca fora, pois dentro da sala de aula, os manuais facilitares, os resumões, estão cada vez mais em voga... em abril faremos um evento (mesa de discussões), justamente para levantarmos qual o tipo de ensino jurídico que estamos recebendo e qual o ensino jurídico que queremos!!! Seu texto já foi replicado para meu grupo! Obrigada! Parabéns!

Another Brick in The Wall

Guilherme Vieira de Magalhães (Estudante de Direito)

O que dizer, então, colegas que partilham do mesmo anseio das criticas na coluna elaboradas, de decisões de grande impacto economico-social fundamentadas na Lei com Nome de Chocolate Suíço LINDB? abraços.
http://www.conjur.com.br/2014-fev-20/recuperacao-judicial-grupo-ogx-incluira-empresas-estrangeiras-decide-tj-rj

O que será do Direito do jeito como as coisas andam ?

Lucas Vinicius- Acadêmico de Direito (Outros)

Não há nada mais desanimador do que um graduando ouvir que as mazelas do ensino jurídico é só a ponta do iceberg. A verdade é que essa cultura estandardizada do ensino/pratica do direito se alastrou de uma forma imponente que fica a pergunta: Há possibilidade de reverter isso?..eu sinceramente espero que sim,nunca achei que ia estudar direito para ser mais um adestrado desse sistema(perverso, medíocre) de ensino/pratica do direito. A questão é como ir contra a maré ?..se os próprios professores nós levam a esse adestramento, pedindo essa conhecimento estandardizado em suas provas, não acredito que seja por maldade, estão apenas se adaptando a lógica atual, dando a seus alunos "capacidade" de passar em um concurso público, ou conseguir exercer a advocacia nos moldes atuais da pratica jurídica. Confio que um dia isso irá mudar.

Gilberto Silva Sousa (Advogado Assalariado - Trabalhista)

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

Gilberto Silva Sousa (Advogado Assalariado - Trabalhista).
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Espere só terminar seu curso na faculdade e começar a decidir atuar na área jurídica. Então, verás o que seja "inferno" ou "casa da mãe joana".
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A pessoa que se forma em direito, ou consegue aprovação na OAB ou SÓ poderá ser delegado (por enquanto) que AINDA não exige a burlável "atividade jurídica".
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Se for advogar, verás que o Judiciário está longe de ser um lugar onde se faz justiça e se aplicam as leis. Aliás, conhecerá muitos magistrados que vc se questionará como ele passou no concurso... (decorando e ficando horas sentado estudando e revisando). Verdade.
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Se decidir prestar concurso público, constatará que vc não precisa ser um gênio para passar em concurso, terá apenas que decorar e possuir determinação e disciplina para ficar umas 8 horas por dia lendo e relendo.
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Então vc vai fazer a prova do concurso e percebe que 70% das questões não tem relação NENHUMA com as atribuições do cargo que irá exercer.
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Se prepare pois as emoções (ou decepções...) ainda não começaram...

Senso Incomum (e chato)

Marco Martins (Outros - Administrativa)

Caro Sr. Lenio, é óbvio que nos cursinhos e aulões o intuito não é o rigor científico nem a sistematização do conhecimento. A função é meramente prática e específica: preparar o aluno para uma prova ou para decorar algo.
É óbvio também, que caso o estudante esteja procurando um conhecimento mais profundo e amplo, irá procura-lo no meio acadêmico, e não nos cursinho e videos do youtube.
De qualquer forma, sua opinião sobre o humor e criatividade dos vídeos e das aulas é de alguém muito careta, que quer passar uma imagem de sofisticação e requinte inúteis, o que desprezo profundamente, pois o ser humano é alegre e criativo.

Professor,

Nicolás Baldomá (Advogado Associado a Escritório)

como comentei noutra oportunidade em uma de suas postagens no facebook, V.Sa., o Dr. Alexandre Morais da Rosa e outros grandes juristas aos quais reputo meus mestres, necessitam ser, tão-somente, entendidos.
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Contudo, reflito, se nossos alunos mal estão entendendo as anedotas trash deste tipo de ensino, ex-Ministro, que V.Sa. sabe quem é (inclusive já o criticou inominadamente em coluna passada), se vangloria de não compreender seus ensinamentos, etc, como faremos para mudar a situação no país?
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Em verdade, me parece que, no Brasil, temos a cultura da estandartização em todos os níveis. Começamos no ensino médio e nosso sistema de vestibulares e ENEM's, passamos para uma faculdade onde os alunos perguntam se os textos indicados ou passados pelos professores são para serem lidos ou se valerão ponto, até chegar no ponto onde determinados professores viram para os alunos e dizem que aquela matéria (filosofia, sociologia, hermeneutica...) não lhe servirá para a vida profissional, então podem esquece-la, os alunos.
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Me parece que a questão é, ainda mais grave e profunda que o ensino do direito em si. Precisamos repensar toda nossa cultura de ensino, desde as séries mais básicas, para produzir seres pensantes, críticos, não apenas mero deglutidores de informação, como fazemos.

ótimo!

R. G. (Advogado Autônomo)

No ensino jurídico as bizarrices realmente não param...

Ui!

Luciano L. Almeida (Procurador do Município)

Como sempre, Senso Incomum de leitura prazerosa. Contudo, confesso que estou, na mesma proporção, a esperar o exercício do direito de resposta. Virá em novo videoclipe? Novo funk?

Aprendizes Incapazes

Gilberto Silva e Sousa (Estudante de Direito)

Parabéns, Lenio! Precisamos urgentemente combater esses escândalos. Estou no 8º semestre do curso de direito, numa universidade em São Paulo, Capital.
Desde os primeiros semestres percebi que, em regra, as universidades repetem o mesmo erro do ensino básico: tratam os alunos como incapazes. E isso se repete até nas universidades ditas conceituadas.
Esse sistema de ensino exerce um paternalismo exacerbado. Posso estar enganado, mas me parece que tratam os alunos como incapazes, como se tivessem alguma deficiência intelectual, a ponto de precisar de uma espécie de deus do Olimpo para fazer-lhes leitura de artigo de lei.
Ora, por Zeus, como pode sairmos de nossas casas de segunda à sexta para ouvir professores ler artigos de lei em sala? Gente, não sabemos ler?
O professor se esforça para “pôr” toda a matéria na cabeça do aluno. Como não consegue, joga a matéria e se diz desincumbido.
E todas essas mazelas de “aulas” tomam nosso tempo que deveria ser usado para estudarmos, pesquisando (como bem defende Pedro Demo). As aulas deviam se destinar apenas para debates de temas estudados e problematizados. O grande biólogo HUMBERTO MATURANA defende, por exemplo, que aprender é uma decisão 'de dentro para fora' e, isto, definitivamente, descarta o instrucionismo.

No meio do caminho...

Rodolfo Macena (Estudante de Direito)

Vi o dito cujo. Vontade de abandonar a graduação, ou vomitar tudo e voltar a estudar.

Não ao "princípio superpoderoso"!

Kátia Cavalli de Figueiredo (Advogado Autônomo - Administrativa)

Eu tive, confesso, o desprazer de frequentar aulas de cursinhos preparatórios para concursos. Mas só até o momento em que as atitudes dos professores começaram a soar como insultos a minha capacidade de compreensão. E isso, me parece, começa desde cedo. Sempre me pergunto, por que subestimamos a capacidade das crianças? Por qual razão aniquilamos a criatividade e condicionamos as crianças a crenças que, mais cedo ou mais tarde, emergirão em atitudes preconceituosas. Mas retomo: pensar o direito é uma tarefa desafiadora que exige do ser pensante um senso crítico aguçado. Quem nos despertará o senso crítico? Esses mesmos professores que estão a ensinar utilizando a metodologia do emburrecimento. Não pense, decore. Fico imaginando para que servem as aulas (daquelas matérias “chatas” de filosofia, de ciência política, de história do direito, de antropologia, etc.) ministradas no início do curso de direito? Agora é preciso dar a elas a devida importância, pois cai na prova, não é!? De resto, segundo alguns, não têm utilidade prática. O “direito facilitado-simplificado-esquematizado” parece ser a fórmula mágica para o acesso às carreiras públicas e, vende, pois a demanda é grande. E agora ainda temos o “princípio superpoderoso”, não precisamos de mais nada, definitivamente. Não há respostas simples para questões complexas, penso eu. Como já dito pelo Prof. Lenio, o direito é um fenômeno complexo. Alguém se importa!? Eu. Indignada e em busca de um serious turning right (um giro sério do e no Direito)!

filosofia

Emerson Paxá (Outros)

Professor, me pergunto o que diria Michel Villey sobre epistemicídio - gostei muito do nome dado ao fenômeno pelo senhor - de Aristóteles e a morte, a sangue frio, da hermenêutica jurídica, triste!!!

Descontentamento !

C. M. Feitosa da Silva (Estudante de Direito - Criminal)

Compartilho, ilustríssimo Prof. Streck, desta tua revolta em relação meio em que nos encontramos, apesar de neófito nesse campo fenomenal de estudo ao qual dediquei esforços a me empenhar como luta da vida percebo assim como em vários outras searas as mazelas jurídicas, logo de inicio(universidade) captam-se as diferenças entre as várias personalidades em sala de aula fico triste ao ver que aqueles se intitulam ou acreditam ser espertos querem margear pelo lado mais fácil da coisa, justamente como ora referia-se procurando vídeos e de modo sempre largado deixando-se para as vésperas procurando assimilar de modo superficial pensando apenas em uma prova e não para vida-riqueza da sabedoria ao invés de se debruçarem aos livros captando um mundo maior de nuances e percepções, até por que como confiar em algum material de estudo que servirá para o inicio e fim-trabalho- que possua muitos esquemas e relativamente pequeno em uma matéria importante, pois não? No mais parabéns pelo texto como sempre brilhante, lhe acompanho há mais de um ano e algumas vezes com muitas dúvidas e indagação pela qualidade diferenciada de suas palavras porém espero ainda ver muitas outras pessoas como eu conquistadas pela sua revolta-luta pelo e no Direito.

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