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Comentários de leitores

9 comentários

Gostei muito deste artigo

LROSEN (Advogado Autônomo - Propriedade Intelectual)

Ao autor desse excelente e oportuno texto, muito obrigada pelas sábias reflexões. Cairam como uma luva para mim. Morro de medo de me apresentar como especialista de alguma coisa, apesar de comprovada proficiência em certos domínios. Simplesmente não suporto gente que diz que sabe mais do que na verdade sabe e me policio o tempo para não incorrer nesse tipo de erro. Sem partir para o outro extremo, o da arrogância, temos que moderar a nossa auto-crítica. Em caso de erro ou de lacunas, saber dar a devida proporção aos nossos lapsos. O aprendizado de línguas, por exemplo, ilustra bem a questão. Tem pessoas que não abrem a boca num ambiente onde se fala uma língua estrangeira por medo de cometer erros e parecerem ridículos. Outros, no entanto, nem pensam nisso, saem falando com confiança sem se preocupar muito com os erros. Estes últimos aprendem muito mais depressa do que aqueles que, calados, não se permitem errar e praticar a língua que é o que permite avançar na fluência.

Parabéns!!!!

GERSON NEY VILELA (Procurador do Estado)

Os meus sinceros parabéns!! Uma lição de vida e comportamento ao alcance de todos!! Vou compartilhar com todos que puder!!

A vida me ensinou

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Quando, numa roda de colegas, a queixa da lida é generalizada e mesmo após décadas de trabalho a fio, infinitas horas de sono perdidas, meses e até anos dedicados ao estudo suplementar do direito, especializações,doutorado,pós, etc., etc. ainda assim notamos que vivemos com grandes dificuldades, tanto financeira quanto profissional,particularmente, costumo opinar com o pouco do tudo que mais pude vivenciar numa caminhada que não é curta: Na vida o sucesso (de uma forma geral e em qualquer atividade), está circunscrito a quatro elementos: 1) empreendedorismo, com sorte; 2) dedicação, com sorte; 3) trabalho, com sorte e 4) sorte pura. Numa era que se exterioriza pela exaltação à mediocridade; pela banalização do apadrinhamento (que catapulta até elefante); pelo valor atribuído ao "ter" ao invés do "ser"; pela reverência à conta bancária,ao invés "da pessoa"; pela aceitação da malandragem como forma de inteligência e esperteza, justificando a ascensão profissional; pelo culto insano das massas venerando páreas e malfeitores, só mesmo invocando a sábia lição de Rui Barbosa, na sua imortal "Oração aos Moços", por todos conhecida.

MODUS IN REBUS, para começar -2

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Mas eu tinha me referido a "aquilo que ultrapassa SEM RAZÃO a medida normal ou desejável." Esta "medida" é subjetiva. Tive, ao longo de minha Vida profissional, como Advogado ou como Gestor de Profissionais do Direito, a oportunidade de me deparar com situações similares ao que o Autor se refere, MAS NÃO VI, senão em raríssimas ocasiões, o EXCESSO. O que vi foram CIDADÃOS com vontades que, afinal, NÃO SE COMPATIBILIZAVAM, no MUNDO REAL, com os atributos de sua PERSONALIDADE ou de seu CARATER.
Como ADVOGADO, sempre fui consciente de que minha atividade não poderia ultrapassar ao que eu considerava ÉTICO ou MORAL, mas me vi confrontado com situações em que, OU eu transigia, mas NÃO PODERIA AGIR PESSOALMENTE por NÃO TER TEMPERAMENTO, OU eu, no processo de transigência, CONTRATAVA QUEM, com qualidades e ÉTICA, isto é, observando princípios que se situavam no limiar da área em que eu NÃO CONSEGUIRIA ATUAR COM SUCESSO, pudesse circular com a mesma destreza que circulava o meu Adversário, embora seus métodos ultrapassassem qualquer padrão ÉTICO. Difícil de explicar, sem dúvida, mas, para quem já viveu circunstâncias semelhantes, creio que a identidade com o que estou tentando descrever logo ocorrerá. Estamos falando de PROFISSIONAIS do DIREITO. Já houve quem me dissesse que eu "seria um ótimo Magistrado". Sim, talvez porque minha formação tenha se feito com as maravilhosas lições de um MAGISTRADO EMÉRITO em sua época, por sua CULTURA e MORAL, além da ÉTICA. Mas enganava-se quem assim concluía. Simplesmente, porque minha LIBERDADE INTELECTIVA me fazia querer ASSUMIR DESAFIOS, que se situavam nos problemas que meus CLIENTES me APRESENTAVAM. Destarte, eu NÃO PODERIA, com minha LIBERDADE INTELECTIVA, me submeter à JURISPRUDÊNCIA padrão.

MODUS IN REBUS, para começar -1

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

O trabalho propõe um tema que poderia ser desenvolvido em um livro. Contudo, cumpre sua finalidade de aguçador de reflexões.
E é neste sentido que gostaria de abordá-lo criticamente. O fato é que a AUTOCRÍTICA é vocábulo que deve sempre se desdobrar, quando dele se fala. E ser desdobrado, porque ele próprio não pode desdobrar-se, em AUTO e CRÍTICA. Daí, o AUTO é o que se faz de SI PRÓPRIO, de SI MESMO. Não é um OUTRO que o FAZ.
A crítica, por outro lado, "é parte da LÓGICA que trata do juízo", dizem os estudiosos, de forma geral.
E se traduziria como a ação mental de tomar-se um fato e sobre ele elaborar uma apreciação, que se chamaria de "juízo de apreciação". Kant dele diria "um livre e público exame". Só não podemos esquecer que a CRÍTICA pode ser feita num sentido de objeção, desaprovação, mas também pode se expressar num sentido favorável.
Agora, em ambos os casos PODERÁ HAVER EXCESSO.
Daí, acho que é indispensável registrar que a AUTOCRÍTICA é indispensável ao ADVOGADO, até porque a ele, como ADVOGADO, cabe apreciar se um determinado "caso", se um determinado "problema" que pretenda assumir, patrocinar, é ou não, compatível com seus princípios, com sua moral e, até, ÉTICA. É, portanto, óbvio, que a autocrítica não deve faltar ao PROFISSIONAL do DIREITO. Mas o que o qualifica como prejudicial NÃO É o EXCESSO, mas os seus atributos. São os ATRIBUTOS do SER que criam, data máxima vênia, as barreiras ou as superações que estão no exemplo. E eu teria, também, inúmeros exemplos a citar, não fosse o espaço que me é reservado. E, nos exemplos usados no oportuno trabalho, NÃO VISUALIZEI qualquer EXCESSO, que seria "aquilo que ultrapassa sem razão a medida normal ou desejável."

Elucidativo

Advocacia Giacomini Guedes (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Muito elucidativo especialmente aos jovens que ingressam na universidade cheio de anseios em relação ao sonho da magistratura.
Cada indivíduo traz uma bagagem pessoal que pode ser decisiva na escolha de seu futuro; precisamos "cutucar" mais a consciência de nossos jovens, futuros magistrados ou promotores ou formadores de opinião. Do contrário, como iremos crescer, qual será nosso destaque no mundo como país;quando poderemos mudar nossa imagem de país com a segunda economia emergente mais vulnerável do mundo?

Oportuno

Gabriel Tolentino (Advogado Autônomo)

Achei bastante oportuno o texto.
Vemos nesse nosso Brasil pessoas assumirem cargos sem a capacidade para tal, simplesmente pelo fator da exposição. O texto nos conclama a deixar de lado os excessos de auto-crítica e nos lançarmos, com mais disciplina e foco, coloconda por fim um basta nas desculpas impeditivas da ação que damos a nós mesmos.

Excelente artigo

Gladston Bethonico (Outros)

Lapidar o artigo do nobre Desembargador Vladimir. É um forte alerta àqueles que, como eu, cobram-se demais e, a despeito de diversos êxitos, deixam escoar ricas oportunidades por acreditarem-se aquém daquilo que estabelecem como modelo inalcançável de perfeição. Tenha certeza, desembargador, que seu texto já produziu muitos frutos, ensejando a reflexão e a tentativa de mudança por parte de muitos jovens como aqueles que o senhor descreve em seus exemplos.

Excelente.

OLD MAN (Advogado Autônomo - Civil)

Excelente artigo, divinamente expressa uma realidade que poucos pensadores tem a caridade de abordar. Parabéns e obrigado ao Autor em nome de todos os tímidos.

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