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Marcos Valério é condenado no processo do mensalão mineiro

A Justiça Federal em Minas Gerais condenou o publicitário Marcos Valério e seu ex-advogado Rogério Tolentino a 4 anos e 4 meses de prisão por corrupção. Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, Valério pagou R$ 303 mil de propina a Tolentino para que ele favorecesse o deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e o senador Clésio Andrade (PMDB-MG), candidatos ao governo do estado em 1998. Os fatos fazem parte do processo conhecido como mensalão mineiro.

Segundo a denúncia, Valério pagou os valores a Tolentino, então juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Minas Gerais, para que ele tivesse atuação favorável a Azeredo e Andrade, candidatos a governador e a vice, respectivamente. 

De acordo com a sentença da 4ª Vara Criminal Federal de Belo Horizonte, o ex-advogado do publicitário “votou sistematicamente em prol das teses sustentadas pelo partido do candidato Eduardo Azeredo e seu vice, ainda que ao final não tenham sido todas acatadas pelo órgão colegiado”. Ainda cabe recurso da decisão.

Os dois réus respondem às acusações na Justiça de primeira instância. Nas ações penais 536 e 606, do Supremo Tribunal Federal (STF), Eduardo Azeredo e Clésio Andrade são investigados por desvio de dinheiro público durante a campanha ao governo de Minas Gerais, em 1998.

Na terça-feira (11), o ministro Luís Roberto Barroso abriu prazo de 15 dias para que o advogado de Azeredo apresente suas alegações finais no processo. Essa é a última fase antes do julgamento pelo Plenário. Após manifestação da defesa, o processo seguirá para o ministro revisor, Celso de Mello, e, em seguida, para Barroso, relator da Ação Penal. O processo contra o senador Clésio Andrade está na fase de oitiva de testemunhas de defesa, sem data para ser julgado. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 14 de fevereiro de 2014, 21h51

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