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Cinegrafista morto

Decretada prisão de suspeito de disparar rojão

O Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou, na noite desta segunda-feira (10/2), a prisão temporária, com prazo de 30 dias, do suspeito de ter disparado o rojão que atingiu a cabeça e causou a morte do cinegrafista da Rede Bandeirantes, Santiago Ilídio Andrade. A decisão foi tomada para favorecer o trabalho da autoridade policial no levantamento de provas da participação dele no crime.

"Há evidentes necessidades de se resguardar a instrução, a fim de que as demais provas sejam colhidas pela autoridade policial garantindo-se, ao final, a instrução da causa, que é de grande repercussão e que merece integral apuração, dada a lesividade social que os eventos violentos havidos nas recentes manifestações nesta Cidade não mais se repitam", diz a decisão. 

O tatuador Fábio Raposo, que admitiu ter passado o rojão ao homem que acendeu o artefato, foi preso no domingo (9/2) na casa da mãe, no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio. Ele foi indiciado por tentativa de homicídio e crime de explosão. O outro homem, que teve a prisão temporária expedida pelo plantão Judiciário na noite de segunda-feira, já tinha sido identificado pela Polícia Civil depois do advogado de Fábio, Jonas Tadeu, ter dado informações ao delegado Maurício Luciano, responsável pelas investigações. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-RJ e Agência Brasil.

Processo 47528-37.2014.8.19.0001

Revista Consultor Jurídico, 11 de fevereiro de 2014, 14h01

Comentários de leitores

7 comentários

Estardalhaço

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Parece-me que não há ninguém no Brasil, prezado Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório), dizendo que o acusado fez algo elogiável. Muito pelo contrário. O que as mentes independentes estão dizendo é que o estardalhaço em volta do caso é desproporcional ao evento em si. Veja-se:
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"O advogado tauaense, Emídio César Viana de Carvalho, de 49 anos, foi assassinado por volta das 2h30min desta quarta-feira, 1°, em Fortaleza.";
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"A polícia investiga a morte do advogado, atingido por ao menos sete tiros. O atentado aconteceu em frente à casa da vítima, em Sapopemba, zona leste da capital"
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"O advogado Adaberon de Albuquerque Santos, de 56 anos, morreu após se baleado, na madrugada deste sábado, na Rua das Esterlinas, Jardim dos Bancários, Zona Leste da capital."
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O três casos citados acima são de 2014, e pergunto: houve alguma atenção da grande mídia quanto aos casos?

O "coitadinho" recebia r$ 150,00 a cada manifestação

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Vi num programa jornalístico televisivo,na data de hoje, o "coitadinho" que atirou o rojão e matou o cinegrafista,informando aos repórteres, em entrevista, que recebia R$ 150,00 a cada manifestação, suprindo o seu baixo salário como trabalhador comum. Não disse quem lhe pagava (obviamente pque. vai morrer se disser),mas assumiu que auferia esse valor. O que me causa estranheza não é isso, (o recebimento de dinheiro por quem tem interesse político no caos), mas supor que alguém possa lançar um artefato desses,"na horizontal", na direção da população, e achar que não atingirá ninguém. E há colegas que pensam assim, lamentando a morte do cinegrafista, qualificando-a como "algo lamentável", isentando o fogueteiro de qquer. má intenção,(já que n/tem sequer dinheiro para a condução)e tampouco de dolo eventual (afinal de contas d'um rojão aceso e disparado na horizontal contra uma multidão, nunca se poderia esperar que fosse resultar no que ocorreu).Francamente ! Desculpem, mas não há qquer. justificativa em favor desse idiota "pau mandado".Dominava as técnicas de envolver os policiais desviando a atenção para facilitar o vandalismo,mas...(n/tem dinheiro sequer p/ a condução).

Sociedade brasileira não aprende

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Ainda nesta semana foi divulgado aqui na CONJUR que o Estado foi condenado a pagar meio milhão de reais a um cidadão mantido quase 12 anos preso pela acusação de ter matado um jornalista. Trata-se de caso muito semelhante ao aqui comentado. O mesmo estardalhaço que está sendo feito agora foi feito na época, e nenhum juiz se dispôs a colocar o sujeito em liberdade temendo as atuações abusivas da mídia. Isso custou 12 longos anos de prisão para um inocente, alguém que escolheram aleatoriamente naquela época para dar uma resposta à sociedade, sem se preocupar muito com sua culpa. Deu no que deu, e efetivamente nenhuma grande empresa de mídia popular pronunciou uma única palavra sobre o caso.

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