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Comentários de leitores

11 comentários

Sexo dos anjos

MarcolinoADV (Advogado Assalariado)

Tenho o hábito de ler o conjur, mas não comentar.
A meu ver, tanto os Tribunais e OAB deveriam dedicar a atenção para assuntos mais importantes do que a vestimenta do advogado.
Uma portaria desobrigando o uso de paletó e gravata para consulta de processo? Completamente inútil.
No meu dia a dia utilizo calça e camisa social SEM gravata. Apenas a coloco quando chego ao fórum para uma audiência. É um acessório extremamente incômodo. E não sou melhor ou pior advogado por não utilizar gravata ou paletó para verificar um processo no balcão. Os meus conhecimentos não estão armazenados no bolso de meu blazer.
Para despachar petição, costumo ir vestido normalmente, de calça e camisa. Nunca tive qualquer problema. Já fui inclusive de jeans e tênis, numa sexta-feira (imprevistos acontecem) e o juiz me recebeu numa boa.
Já participei de audiências - notadamente no interior - em que os advogados e juiz estavam sem paletó e gravata e tudo correu muito bem. Ninguém "emburreceu" ou se sentiu desrespeitado pela ausência do acessório.
Com o respeito a quem pensa de forma diversa, mas dizer que o uso de paletó e gravata num país tropical se justifica pela "hierarquização", o que dizer de seguranças e manobristas que ficam expostos ao sol e comumente são obrigados a utilizar ternos escuros?

Correção

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

Paradigma INDEPENDE da idade da pessoa...

Paradigmas

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

Penso que tudo depende de como o sujeito foi criado e o que ele aprendeu com o que viu na vida.
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O juiz de Direito João Batista Damasceno publicou a portaria 1/14, que dispensa o uso de terno e gravata aos advogados que atuam nas dependências da 1ª vara de Órfãos e Sucessões do RJ. INCLUSIVE EM AUDIÊNCIA.
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Ao ler o texto abaixo, penso no mesmo sentido que ele
http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI195005,81042-Juiz+do+RJ+dispensa+advogados+do+uso+de+terno+e+gravata
>.
PORTARIA
http://www.migalhas.com.br/arquivos/2014/2/art20140207-02.jpg
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O paradigma depende da idade do sujeito.
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Existem advogados novos (30 anos, por ex.) que não conseguem despachar com um juiz, estando o causídico vestido de jeans e camiseta estilo Hering. Ele volta para casa e veste terno e gravata.
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Já disse em outro artigo, não sinto nenhum constrangimento em despachar com um juiz, estando eu vestido de jeans e camisa. Já despachei até quando eu estava, em um caso emergencial, usando tênis.
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Isso seria um desrespeito ao magistrado. Entendo que não.
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Se eu fosse magistrado, JAMAIS acharia desrespeito se um advogado viesse despachar comigo usando jeans e camiseta.
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Para exemplificar... muitas pessoas chamam os mais idosos de SENHOR. Alegam que o chamam assim por respeito. Ora, isso é uma distorção do que seja respeito ao próximo.
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Não gosto de chamar o outro com mais idade que eu, de senhor. Sinto-me mal.
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Penso que são crenças criadas por algumas pessoas em uma determinada região.
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Como já disse tb. concurso para magis e MP em todo o Brasil (menos MG,RJ e SP), para se fazer a prova objetiva, do X, o candidato pode e vai de bermuda e tênis.
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Nunca chamei minha mãe se senhora e SEMPRE a respeitei e muito. Logo, tudo é relativo...

Questões interessantes...

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Há tempos, médicos renomados não usam mais o uniforme (calça, camisa, cinto e sapatos) branco; usam camisa social de corte elegante e belas gravatas, tudo ornado por um jaleco branco e um acessório chamado estetoscópio.... Os residentes somente "jogam" o jaleco por cima de suas camisetas... Na Justiça do Trabalho em São Paulo, temos o seu fórum (fincado no tórrido e asfaltado bairro da Barra Funda) que proprciona a amenidade do ar condicionado, ao contrário das precárias instalações do fórum regional de Santo Amaro, que mal tem sanitário para o público interno, e tem seu Juizado instalado em um forno de concreto.... De outro modo, em alguns casos não se poderia creditar a alguns a condição de servidor público, a não ser pelo fato de que estão do lado de dentro do balcão, pois os seus trajes fariam supor o contrário, aproximando suas aparências a do público-usuário cujo comprtamento se pretende regular... Sei que o traje é uma espécie de credencial e de captador da respeitabilidade alheia. Aliás, nós Advogados devemos nos dar (e exigir) respeito, mas é estranho o Tribunal fixar para mim um padrão mínimo e permitir que seu servidor se apresente para trabalhar como se estivesse voltando de uma "balada" em dia de semana....
Só para refletir....

Peço venia e publico um link - abaixo - interessante

Observador.. (Economista)

Talvez combine com o artigo do Conjur
Este outro (que basta copiar e colar) escrito
pelo Desembargador Edison Vicentini Barroso, do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ele assina o texto como “magistrado e cidadão brasileiro”.
http://blogdofred.blogfolha.uol.com.br/2014/02/09/o-salao-de-festas-dos-marginais/
Acredito que vale à pena ler e refletir sobre o assunto.

Dr.Pintar e Professor Sérgio Niemeyer

Observador.. (Economista)

Acredito, apesar das visões diferentes, que ambos estão certos.
No caso do Dr. Pintar, é fato que - como nosso grau de civilidade no país é baixo - a indumentária tem um peso, que não deveria, quando se trata do bom atendimento em repartições públicas.
Por outro lado, acho que o vestuário tem uma finalidade específica.Como bem lembrou o Prof.Sérgio, até tribos hierarquizam seus componentes através de adereços e/ou vestuário.Inclusive porque facilita a identificação de pessoas o que faz diferença em alguns momentos específicos da vida.
Em um país já bagunçado e caótico, onde o desrespeito ao próximo e o egoísmos(na minha visão baseados no excesso de direitos sem contrapartidas, claras, dos deveres )se tornou a tônica, temos que ter cuidado com mais esta flexibilização nas regras de convivência.Sem exageros retóricos, daqui a pouco irão querer ir a Foruns de camiseta regata ou roupas curtas ao extremo (no caso feminino) o que pode gerar constrangimentos, ajudando a aumentar o caos comportamental que parece tomar conta, ano a ano, da sociedade brasileira.
Talvez se deva flexibilizar o terno e a gravata com regras claras do que poderia substituir tal roupa.

Identificação

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Eu nunca havia compreendido porque em um País tropical como o Brasil se usa terno e gravata, até que há uns quinze anos chegou o dia da famosa "pasta de estágio" na faculdade. Na primeira vez que fomos ao fórum "devidamente trajados" alguém já perguntou se estávamos ali para a "pasta de estágio", enquanto os demais usuários eram claramente mal atendidos pelos servidores. Enfim, o uso do terno e gravata subsiste porque a regra geral no serviço público brasileiro é tratar o cidadão comum como lixo, e quando alguém está de terno e gravata é porque deve ser advogado e assim em condições de se acionar a corregedoria. Nesses quinze anos que transcorreram desde então, ninguém ainda me convenceu do contrário.

Cada profissão tem seu traje

CARLOS CRUVINEL (Advogado Autônomo - Civil)

Discordo em grau gênero e número do autor. Primeiramente porque a discussão do tema é casuística, o calor que estamos vivendo não é maior do que a população de Cuiabá, Barra GO Garças, Belém, Corumbá/MS, Jussara/GO, Recife, etc, etc. só porque o tema está midiático, querem tirar uma casquinha, aparecer. Uma certa época quando advogava em Barra do Garças/MT, em desses verões fizemos um acordo com o diretor do fôro e ele aboliu a gravata e o paletó, poucos dias depois, apareceu um colega de camiseta, alegando que tinha sofrido insolação, resultado, o Juiz revoltou a portaria e todos nós tivemos de concordar. A verdade que no ser humano não possui limites e onde "passa um boi, passa uma boiada". É importante manter a liturgia, o ambiente da justiça é diferente e como tal deve ser tratado. Precisamos de salas com ar condicionado e os colegas que levem os paletós nas mãos e vistam na hora da audiência. Se não, daqui a pouquinho tempo estaremos fazendo audiência com todos de roupas prontas para ir para a praia.
Carlos Alves Cruvinel de Lima. Advogado e Presidente de Subseção da OAB de Piracanjuba .

O costume como regra de comportamento e o paletó e gravata.

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Até nas tribos indígenas mais primitivas, o pajé ou o cacique, pessoas que ocupam posição de proeminência hierárquica naquela organização social, usam trajes que os distingue dos demais, e todos que vão perante eles o fazem com mesuras e reverências típicas da cerimônia e do respeito que a posição por eles ocupada inspira e exige.
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Numa palavra, a deferência que todos devem adotar em relação a certas pessoas que exercem atividades de controle geral de uma sociedade é histórica, atávica. E provavelmente deve-se ao fato de que a informalidade propende a avançar sempre para invadir a privacidade e eliminar a objetividade com que as pessoas incumbidas de atuar pelas instituições devem pautar suas posições, introduzindo no lugar dessa objetividade uma subjetividade que solapa toda a segurança. Por isso, deixada livre sem peias, a informalidade acaba colocando em risco a credibilidade e a soberania da instituições.
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Qual o ponto de equilíbrio, como indaga o articulista, bem, a resposta depende do nível de educação cívica, ou seja, de civilidade do povo, no qual está embutido o bom senso coletivo, o senso de conveniência e oportunidade, e o sopesamento de tudo no confronto com a vontade individual comum ou coletivizada.
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De minha parte, desde há muito tempo acostumei-me a usar terno e gravata com uma camiseta branca por baixo, que funciona como um isolante térmico, meio à guisa do que fazem os beduínos. Mesmo com esse calor infernal, não tenho tido problemas. Ainda bem!
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Global warming e costume

Jarbas Andrade Machioni (Advogado Sócio de Escritório)

Mesmo a afinação de que o nível dos oceanos está subindo por causa do aquecimento global é discutível : http://www.skepticalscience.com/sea-level-rise.htm

Bom artigo; regulação por órgão nacional

Voluntária (Administrador)

Artigo muito bom, por analisar o tema sob diferentes perspectivas. Entretanto, seria interessante que um órgão nacional regulasse a questão, para que houvesse uniformidade no tratamento do tema.

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