Consultor Jurídico

Comentários de leitores

5 comentários

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Observador.. (Economista)

Belos escritos.E interessantes. Fui militar também. Fiz EPCAR (FAB) assim como muitos (Marcelo Tas, Ronnie Von e outros ) que, como o senhor, acabaram por não seguir - ou deixaram em algum ponto - a carreira militar mas encontraram sucesso em suas novas carreiras.Talvez por terem aprendido - entre outras coisas - a resolver conflitos sem achar que foram feridos em sua dignidade quando qualquer evento não programado , protocolado ou pré-combinado, atingiam suas vidas.
Como foi seu caso nos preparativos para o Natal na unidade ou na despedida do seu - então - Cmte.
Vivemos tempos infantilizados e tolos.As pessoas não atentaram que não estão sendo protegidas.Estão, isto sim, sendo fragilizadas e infantilizadas por um sistema cada vez mais idiotizante e idiotizado.
O preço será caro(e já estamos pagando).Uma sociedade frágil, atoleimada, sem foco e persistência.Que não sabe mais resolver conflitos sem apelar ou para violência ou para o pai-estado, como toda criança mimada e tola faz.
De qualquer forma, parabéns pelos comentários postados neste sítio e que - talvez - provoquem bem-vindas reflexões sobre nosso zeitgeist.

Oh tempus, oh mores! 2

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Certa vez, o Comandante da Unidade me chamou. Explicou-me que o General Comandante iria se aposentar. "Vestir o pijama" como se dizia, sem que tal expressão ferisse a DIGNIDADE HUMANA! Queria que eu fizesse um DISCURSO em nome dos SOLDADOS, SARGENTOS e SUBTENENTES. Eu o preparei, em três folhas. Comecei falando da epopeia do HOMEM, que NASCIA, VIVIA e, finalmente, CHEGAVA ao PONTO de um MERECIDO DESCANÇO, em que CONVIVERIA COM A FAMÍLIA, LERIA UM POUCO MAIS. Isto foi a introdução para dizer que SHOPPENHAUER, como alguns afirmavam, no meu tempo, e outros, mais tarde, atribuíam a Jose Marti, poeta cubano, afirmava que o HOMEM ERA ETERNO a) se escrevesse um livro; b) criasse uma família ou 3) plantasse uma árvore. E o LIVRO o HOMEM escrevia por seu percurso, desde o nascimento; a Família era por si o testemunho da Vida que levara, bastando-a presente, como ali estava, para que se soubesse que seu Autor não esquecera sua Vida terrestre e, finalmente, a árvore era a própria HONRA de que gozava aquele que a adquiria e pela Vida seguia frondoso e por suas ações semeando sobre a terra em que passava os frutos do seu exemplo e de suas ações. O discurso foi um sucesso e o General pediu ao Comandante um cópia do mesmo. No Natal, próximo já de deixar aquela Unidade, decidi prepara-la adequadamente para a FESTA NATALINA que iria se realizar. Usando das facilidades de ter um parente uma loja de material natalino, uma DIGNA ORNAMENTAÇÃO foi feita pelos soldados. Eu integrado ao grupo e coordenando-o. Cada um empenhava suas aptidões, para pregar, para colar, para encher bolas de ar, para desenhar e para recortar papéis que ornamentavam. Um presépio foi colocado e os móveis remanejados por NÓS. Digna festa, sem perda da DIGNIDADE de TODOS!

Oh tempus, oh mores! - ó tempos, ó costumes!

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

SIM, AQUI CABE A OBSERVAÇÃO de CÍCERO, contra CATILINA. Mas NÃO O FAREI para DEPLORAR os MAUS COSTUMES, mas para COMENTAR a MUDANÇA dos COSTUMES. Eu fui SOLDADO. Era o "mais culto" do modesto batalhão em que servi. Era um batalhão técnico. E eu ORIENTAVA a EDUCAÇÃO FÍSICA, posto que a praticava desde criança; eu FAZIA as ESCALAS de SERVIÇO, até o nível de 1º Sargento, por determinação do Comandante da Unidade; e eu "salvei", por diversas vezes, de "castigos" piores, um dos "colegas", revoltado e inconformado com o regime militar. A mim respeitava e, quando era decretada sua prisão, seja no Forte de Copacabana, seja na Ilha de Lajes, só não fugia no caminho, quando eu o levava. Mas o fato é que eu RESPEITAVA a sua maneira de ser e não tripudiava sobre suas angústias. Certa vez, um dos Oficiais precisava se mudar e pediu-me que arregimentasse soldados, para ajuda-lo na mudança. Alguns soldados se ofereceram como voluntários, já que, em troca, não dariam serviço naquela semana. Eu resolvi me oferecer, porque senti que se fazia mister alguém que pudesse liderar o grupo. E assim foi. Fizemos a mudança, que começou pela manhã e terminou por volta do meio da tarde. A esposa do Coronel, preocupada com a alimentação da "tropa", buscava alimentos para agradá-la. Ninguém se ofendeu e muito menos eu. Para mim, que liderei mostrando COMO SE FAZIA e QUAL ERA A MELHOR ALTERNATIVA, fui uma DELICIOSA EXPERIÊNCIA que JAMAIS me fez perder a DIGNIDADE HUMANA ou a minha CIDADANIA. Todavia, os tempos modernos são outros. Este tipo de experiência seria considerada humilhante e escravizante. E, talvez, alguns daqueles fossem buscar o JUDICIÁRIO, para reclamar que estavam sendo DIMINUÍDOS em SUA DIGNIDADE. Bobagens e tolices do MUNDO!

Sem fim

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Não tem fim as deslavadas sem-vergonhices na republiqueta das bananas.

Tomara

Observador.. (Economista)

Que no judiciário não se use funcionários alocados em residências de desembargadores, juízes, ministros etc.
Achei um exagero o "ferir a dignidade humana" pois se cada detalhe comezinho da vida ferir a dignidade humana, aquilo que parece proteção fragiliza e infantiliza o indivíduo.
Se houve má-conduta de "Generais, coronéis e tenente-coronéis" que sejam punidas.Mas me causou espécie tantas patentes envolvidas em caso similar e pertencentes à mesma unidade.Talvez seja um exagero retórico usado por advogados.Não sei.
De qualquer forma os militares - há anos - são alvo.Se derem um espirro e o vento soprar para o lado errado alguns vão dizer que estão - os militares - contaminando a população.

Comentar

Comentários encerrados em 13/02/2014.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.