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Comentários de leitores

9 comentários

Mui bondosos

Kelsen da Silva (Outros)

Não é só marketing descarado, certamente é também exigência dos próprios clientes dos respectivos escritórios - grandes empresas que igualmente praticam "projetos sociais" só para inglês ver, porque atualmente isso é moda. Nada mais. Basta folhear qualquer processo que envolvam tais empresas patrocinados por tais causídicos bondosos para notar como se preocupam com os flagelados.

Marketing descarado

Stela Advogada (Advogado Assalariado - Família)

Essa estorinha "pro bono" desses "grandes" escritórios não passa de puro marketing em detrimento dos pequenos escritórios. Na verdade, a OAB é clara quanto à limitação da propaganda de nossos escritórios. Porém, os "grandes" alardeiam de todas as formas as proezas de seus escritórios, ora em revistas chiques, ora em matérias pagas, ora em matérias como a que vemos aqui.Garanto que se essa matéria fosse veiculada por algum colega de um pequeno escritório individual, estaria agora sendo massacrado e representado pela OAB. Concordo plenamente com o Dr Marcos Alves Pintar no seu comentário.

... mais contas ...

Luiz Eduardo Osse (Outros)

... advogo desde janeiro de 1994, portanto, há 20 anos e um mês ... tive exatos quatrocentos e cinquenta e três processos em meu escritório ... restam onze em curso, dos quais, dois são 'pro bono', apesar de os juizes das respectivas varas estarem fazendo de tudo, para encerrá-los sem apreciação de espécie alguma ... estou satisfeito com as minhas estatísticas ...

Conflito de interesses

Marcelo Martins - Adv em Niterói-RJ (Advogado Autônomo - Civil)

O que acho mais interessante nessa tal de advocacia pro bono é o conflito de interesses entre os necessitados e as organizações comerciais atendidas pelos grandes escritórios. Como alguém pode fazer advocacia pro bono tendo como clientes grandes corporações que descumprem diuturnamente a legislação? Como atender à um necessitado, que teve o fornecimento de energia elétrica suspenso indevidamente, se o seu ganha pão de todos os dias é justamente defender a empresa concessionária?

Contas

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Vejam essa: "No escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr e Quiroga, o projeto começou em 1999. Atualmente, dos aproximadamente 300 advogados da banca, ao menos 50 estão envolvidos na prática, atendendo cerca de 30 casos.". Vamos fazer alguns cálculos. Sou advogado desde 2002, e desde então devo ter patrocinado cerca de 1.000 processos, devendo existir no momento cerca de 700 processos em curso. No escritório mencionado o suposto "projeto" começou em 1999, mas há 300 advogados na banca. Assim, podemos estimar que ao longo de todos esses anos a banca deve ter patrocinado algo em torno de 300 mil feitos (300 advogados vezes 1.000 processos), pelo que supostamente fazem 30 atendimentos "pro bono". Em outras palavras, o atendimento "pro bono" deve representar, aproximadamente UM MILIONÉSIO do trabalho do escritório...

parabéns. não preocupem com os invejosos

daniel (Outros - Administrativa)

parabéns. não preocupem com os invejosos sempre vão criticar, mas na verdade querem é manter uma visão meramente mercantilista e de advocacia sem função social, apenas comercial.
parabéns pela advocacia probono, quem é contra que nao faça, mas é uma função social importante.

Inacreditável

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Falam em "pelo bem", mas sempre há um termo muito interessante rondando os dizeres: o mercado...
Precisa dizer mais? Quem faz bondade não pensa em mercado.... O dia em que o intuito se concretizar, acabou a expansão da Defensoria.

Bem na fita

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Nunca vi o Demarest Advogados; Levy & Salomão Advogados; Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr e Quiroga Advogados; Pinheiro Neto Advogados; e Siqueira Castro Advogados defendendo prerrogativas da advocacia visando favorecer toda a classe. Nunca vi esses escritórios ingressando no Conselho Nacional de Justiça ou nas corregedorias defendendo o interesse público ou mesmo a classe dos advogados. Nunca vi nenhum dos citados escritórios trazendo aperfeiçoamento do direito brasileiro patrocinando estudos sérios e descompromissados, ou atacando os graves problemas da Justiça brasileira. Porque?

Marketing barato

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Nada mais do marketing, da pior qualidade. Embora a reportagem não tenha citado números precisos, demonstrando a proporção entre atendimentos sem cobrança e atendimentos pagos, todos os escritórios citados são grandes corporações, alguns com bem mais de 100 advogados. Assim, em meio a milhares de casos não faz muita diferença se atender a 20 ou 30 clientes sem cobrar nada, realidade porém que não se aplica ao advogado individual ou aos pequenos escritórios. Se a pequena banca patrocina 100 ações, e 50 delas o cliente não pagou nem vai pagar nada, rapidamente não terá como continuar na atividade. É justamente por esse motivo que a advocacia "pro bono" é, e deve continuar a ser, proibida. De outra forma, os grandes escritórios acabam usando o poderio econômico para massacrar os pequenos, buscando reconhecimento junto à massa da população não pela qualidade real do trabalho prestado, mas sim pela imagem criada a partir de supostos atendimentos "pro bono" (vejam que são constantes as reportagens falando do assunto, sempre conferindo amplo destaque a certos escritórios e negligenciando por completo atendimentos gratuitos prestados por pequenos e desconhecidos advogados). A técnica de fornecer pequenas amostras gratuitas visando angariar clientes é uma tática comercial (vemos isso a todo momento com cosméticos e assemelhados), incompatível com o exercício da advocacia tal como regulamentado pela lei brasileira. O que deve ser passado para a sociedade é a qualidade técnica do trabalho do advogado, e não a quantidade de dinheiro que a banca possui para gastar com ações midiáticas.

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