Consultor Jurídico

Comentários de leitores

7 comentários

Falou tudo:

Resec (Advogado Autônomo)

"Quando nós, julgadores, nos dispusermos a tratar estas operadoras de telefonia, bancos, administração pública, etc, como os vilões que efetivamente são, como delinqüentes habituais, os quais estão sempre cometendo as mesmas irregularidades, os mesmos abusos, acarretando as mesmas demandas, com certeza absoluta chegaremos a um ponto em que as demandas cairão. A punição para o reincidente deveria crescer numa proporção geométrica."

diretriz acertada

Veritas veritas (Outros)

Pela quantidade abissal de feitos puramente frívolos e procrastinatórios em trâmite na Justiça Paulista, está coberto de razão o novo Presidente da Corte. Cabe aos Juízes manter linha dura e não permitir que a Justiça seja "usada" por aqueles que visam apenas postergar o cumprimento de suas obrigações ou obter vantagens sem fundamento.

Margarida Nantes ( func.Judic)

Idanantes (Oficial de Justiça)

Parabéns, Dr.Marcos Alves Pintar! Acompanho sempre seus comentários, quanto ao Judiciário Paulista, temos a mesma visão.
Senti falta em seu comentário sobre a mão de obra de que ao invés de no Judiciário, acharem que a informatização resolverá tudo e, alegar falta de verbas para o aumento legal na data base e pagamentos dos demais direitos aos funcionários, devem sim, economizar no Palácio da Justiça, no gasto com água,garçon, etc, devendo determinar que diretores e chefes de cartórios suprimam dos mandados, folhas de sulfites inteiras que contêm apenas o slogan da Justiça. Vejo desnecessário mandados para informar ao devedor que foi penhorado tal valor pela internet em sua conta, entre outras coisas que suprimidas, gerarão economia em todos os sentidos.Com tal economia, sobrarão verbas para solucionar a falta no cumprimento das obrigações legais que cabe ao Tribunal, motivando assim os funcionários a se desdobrarem nas sua obrigações, até porque, sem mão de obra de nada vale a informatização.

... da cabeça desse, também só vai sair ...

Luiz Eduardo Osse (Outros)

#$%* ... vaticínio, até certo ponto, fácil de ser feito, hein?

A Juíza Laura Ullmann López desabafou

E. Coelho (Jornalista)

“O sistema judiciário não tem funcionado adequadamente por alguns motivos que são até mesmo óbvios. Há conflitos demais, abusos e desrespeito demais (...) Não há juiz nem Justiça que dê conta de tantos problemas.
(...)
Tudo isto, cedo ou tarde, deságua no Judiciário. Os magistrados não podem continuar despendendo seu exíguo tempo com as mesmas ações, contra os mesmos demandados e pelos mesmos motivos.
(...)
Qual a solução? Primeiro é necessário estancar o ingresso de tantas ações. Não existe Judiciário que comporte tamanho volume de demandas. Multiplique-se por dez o número de juizes, promotores e servidores, e nem assim se dará conta desta demanda carnívora. Enquanto tivermos este número absurdo de ingresso de novas ações (repetitivas e contra os mesmos) não há sistema que agüente. E como isto pode ser possível?
(...)
Quando nós, julgadores, nos dispusermos a tratar estas operadoras de telefonia, bancos, administração pública, etc, como os vilões que efetivamente são, como delinqüentes habituais, os quais estão sempre cometendo as mesmas irregularidades, os mesmos abusos, acarretando as mesmas demandas, com certeza absoluta chegaremos a um ponto em que as demandas cairão. A punição para o reincidente deveria crescer numa proporção geométrica.
Contudo, haveria situações em que não bastaria a elevada pena pecuniária. Faça-se o presidente ou o diretor de uma empresa de telefonia, do banco (...) da receita federal, e toda a cúpula responsável pelos cometimentos irregulares e indevidos sentar no banco dos réus para dar explicações e vamos ver se as demandas não declinam vertiginosamente. O Judiciário não pode continuar se prestando para esta mesmice. As trapaças e os trapaceiros não mudam. Perde-se tempo (...) espacovital.com.br 12.07.2006

Dr Nalini tem toda razão !!

daniel (Outros - Administrativa)

basta informatizar, nomear juizes leigos para o juizadoe especial, controlar a justiça gratuita e uniformizar a jurisprudência, mas muitos não querem, pois recebem por processo.

Lorota

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Quando eu entrei na Faculdade de Direito, há mais de quinze anos, o juizado especial é que iria resolver todos os problemas da Justiça e da Humanidade. Iria acabar com a seca no Nordeste, curar a AIDS, e tudo o mais. Quando os mais astutos descobriram que a alegação não passava de lorota, veio a criação dos juízados especiais federais e o grito de "agora vai". Todos os problemas estariam resolvidos em dois anos, alcançando-se inclusive a cura do câncer. Depois veio a reforma do processo de execução em 2005, a criação do CNJ e a previsão do processo eletrônico em 2006. Todas as modificações previam o fim de todos os problemas. E, ao passo que desde o início dessa jornada TODOS OS PROBLEMAS SE AGRAVARAM DIA A DIA, agora a nova moda é dizer que o processo eletrônico vai resolver tudo. E nessa linha eu digo: lorota, papo furado, conversa fiada. Os problemas vão se agravar ainda mais, e a solução só virá quando realmente forem implementadas reformas concretas, profundas, na estrutura do Poder Judiciário, aumentando-se o número de magistrados, criando-se regras claras a serem respeitadas por todos, e investindo-se nos bons profissionais ao invés de distribuir cargos a apadrinhados e conluiados com os abusos do Estado e do poder econômico.

Comentar

Comentários encerrados em 11/02/2014.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.