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Cineasta assassinado

Decretada prisão preventiva de filho de Eduardo Coutinho

A 1ª Vara Criminal do Rio de Janeiro decretou, neste domingo (2/2), durante o plantão judiciário, a prisão preventiva de Daniel de Oliveira Coutinho, filho e principal suspeito da morte do documentarista Eduardo Coutinho. O cineasta, autor de documentários premiados como Edifício Master e Cabra Marcado para Morrer, foi morto a facadas dentro de seu apartamento. De acordo com a decisão judicial, Daniel está sob custódia da polícia, internado no Hospital Miguel Couto, na zona sul da cidade.

Segundo os autos, Daniel, que sofre de esquizofrenia, teria confessado, na frente de vizinhos, ter atacado seus pais com golpes de faca. Sua mãe segue internada em estado grave.

“Quanto à conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, entendo que assiste razão à autoridade policial e ao Ministério Público, sendo, por ora, necessária a custódia cautelar do indiciado", afirmou a juíza Nathália Calil Miguel Magluta. Segundo a magistrada, com base nas informações contidas na comunicação da prisão em flagrante do indiciado, a "prisão preventiva deve ser decretada para a garantia da ordem pública, da futura aplicação da Lei Penal e da futura instrução criminal, havendo diversas diligências policias ainda pendentes de realização com vistas à integral instrução da causa”.

A morte de Eduardo Coutinho foi lamentada em todo o Brasil. "Alguns de seus filmes estão entre os mais importantes do cinema brasileiro, do cinema como um todo. Ele é um dos artistas brasileiros mais importantes de todos os tempos", declarou o cineasta Silvio Tendler. Em nota oficial, a presidente Dilma Rousseff disse que país perdeu "seu maior documentarista". Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-RJ e da Agência Brasil.

Processo: 0034521-75.2014.8.19.0001

Revista Consultor Jurídico, 3 de fevereiro de 2014, 17h42

Comentários de leitores

1 comentário

Execução da pena antecipada ?

ECM (Advogado Assalariado - Tributária)

Com todo o respeito a decisão da magistrada, mas, pelo que foi noticiado - claro que não li o inquérito -, não vejo espaço para a conclusão de necessidade da prisão cautelar com fundamento na "garantia da ordem pública, da futura aplicação da Lei Penal e da futura instrução criminal".

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